Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

intervalo - uma história



já me disseram várias vezes (quase sempre em ambiente de risota)
algo como o seguinte:
" - é pá... tu desatinas mesmo com essa coisa do endeusamento das gajas. "

quase nunca respondo, apenas sorriu.
no fundo, não é desatino pelo endeusamento em si.
não acredito em deuses...
e sinto-me muito bem com a minha condição de mortal



conto-vos apenas uma história


hoje em dia, trabalho porque quero - não preciso.
mas há uns meros dezasseis anos não era assim.
trabalhava num grande empresa, bastante impessoal, num cargo que nada me dizia nem realizava,
onde "engolia sapos" - mas era bem pago e precisava disso.

nessa grande empresa, com muitos departamentos, chefias, sub-chefias, muitos chefes e poucos índios... haviam dois ou três departamentos que eram mais cobiçados, que permitiam outros vôos, onde se ganhava melhor ainda, tinham mordomias, etc...

um desses departamentos era dirigido por um gajo execrável (mesmo para os outros gajos) que, por várias razões tinha um ego descomunal.
como profissional, não passava da mediania, mas... era bem falante, bem relacionado, maquiavélico, bom lambe-botas e... bonito (lá isso, era...) entre outras coisas.
um gajo cheio de qualidades, em suma.

era sabido (e mesmo ele disso se vanglorizava) que "menina" que entrasse para aquele departamento... ou tinha "pago" para entrar, ou "ia ao castigo" mais tarde ou mais cedo.

e era verdade !
a primeira merda nisto tudo... é que era verdade.
fosse porque as meninas queriam estar naquele departamento,
fosse porque se deixavam seduzir pelo garboso rapaz.
isto... apesar da fama do departamento e do seu director
ser por demais conhecida.
desde na permissividade da direcção central
até à simples fófoca de café.
tudo indicava que as excepções eram a senhora L (já entradota) e a MJ (que era "gorducha") e não espicaçavam a libido do moço - de resto, era conhecido pelo "departamento das boazonas".

certo dia, uma colega de outro departamento (bastante minha conhecida) para lá foi nomeada, por ter terminado um curso que a habilitava e por via de uma promoção (vinda de não sei quem).
várias vezes, eu e mais dois colegas, a alertámos para as "contingências" que o cargo poderia apresentar - meio na brincadeira, meio realmente preocupados.
ela, contudo, sempre desvalorizou isso - que eram mais basófias de cervejaria entre machos que outra coisa.

e para lá foi.
passaram-se uns três meses e ela (que continuava a almoçar com o "antigo grupo") lá ia gozando com a nossa cara, em como tudo afinal não passava realmente de conversas de machos da treta, ou mesmo de invenções da mulherada roída de inveja,  etc...

até que... chegou o dia.

chegou o dia em que, após vários avanços e outras tantas negas (período de que não nos apercebemos, que ela escondeu ao invés de desabafar) ela lhe deu um rotundo "não".

e não só disse "não" (aparentemente, mais do que uma vez) como fez queixa do "senhor director" por assédio sexual.
aquilo caiu que nem uma bomba !

seguiu-se um período de quase um mês em que se assistiram às maiores e mais diversas hipocrisias e "filhas-da-putice" - como se não fosse do conhecimento (quase) geral tudo aquilo de que aqui falo.
e finalmente a direcção central, muito "surpreendida" e "escandalizada", resolveu instaurar um inquérito... pelo "bom nome" da casa e pelo "bom ambiente" da empresa, blá blá blá.

desde a primeira hora que não concordei com a ideia - o assunto deveria ficar na esfera da direcção e dos dois envolvidos, mas, pretendia-se dar a ideia de "empresa progressiva" ou uma merda qualquer do género.
comissão de ética para cá, comissão executiva para lá...
ergueram-se estandartes, formaram-se grupos, definiram-se estratégias e afins...

as mulheres (salvo três ou quatro "traidoras") estavam num bloco pró-minha-conhecida.
os gajos... dividiam-se em três blocos, a saber e por ordem de grandeza : os que defendiam o "senhor director", os não alinhados e os pró-minha-conhecida (o mais pequeno: eu e mais dois).
venha o inquérito...





veio !
depois... "veio-se".

o "senhor director" ficou suspenso por três semanas.
(com vencimento pago na íntegra, sem perda de regalias)
um castigo "exemplar"
a minha conhecida foi transferida para outra dependência,
 para "seu bem".
(dependência a quase 60 quilómetros dali, onde "resistiu" três meses)
por mera coincidência... eu e os meus dois colegas começámos a ter a nossa vida cada vez mais complicada, cada vez com requisitos mais estúpidos, etc.
foi uma mera coincidência... que acabou em dois despedimentos por "justa causa"
e numa carta de demissão (minha).


contudo... isto não foi o mais triste (para mim) em tudo aquilo.
o mais triste foi vir a saber que...

... o principal crítico da minha posição foi um indivíduo no qual eu confiava plenamente, colega chegado ainda que um superior, que pensava eu que teria ficado no grupo dos "não alinhados" - que mais tarde se acercou com pedidos de desculpas, com desagravantes que metiam deveres de chefe de família e apelando para uma tal de "irmandade de homens" e etc...
creio que foi a primeira vez que, num local de trabalho, mandei alguém "levar no cu".

... no tal "bloco feminino pró-minha-conhecida" houve uma desmobilização total, de última hora.
parte para os lados dos "não alinhados" (género: não sei de nada, não tenho nada a ver com isso, nunca dei por nada) que entre outras incluía a totalidade das funcionárias do departamento em questão.
parte para um 4º grupo, bastante confuso, que preconizou várias coisas, como:
-
- que ele (o "senhor director") é que era assediado,
que elas é que se "ofereciam" para conseguir o lugar.
-
- que se o departamento tinha aquela fama,
porque é que ela (a-minha-conhecida) se tinha lá ido meter ?!
"quem anda à chuva, molha-se" e tal...
-
- que ela não devia era ter conseguido aquilo que queria
e então fizera queixa.
-
- que os que a defendiam (os 3 estarólas portanto)
deviam era "querer batatinhas".

e muitas outras "pérolas" que nem lembra ao diabo e que (curiosamente)
eram muito semelhantes às do "bloco masculino pró senhor director".

ainda há poucos anos, um ex-colega dessa empresa (por azar encontrado à beira mar numa férias) me dizia com "imensa sabedoria e bom-senso" que eu e os outros dois tinhamos feitos uma grande asneira em comprometer os nossos cargos por algo tão... frívolo.
não comentei - nunca tive paciência para gente estúpida e cobarde !
além do mais... estava com os meus sobrinhos
e não me convinha mandar outro levar no cu


é por esta e por outras (histórias) pelas quais já passei
ou conheci de perto que...
me é risível esse suposto "endeusamento feminino" !
da mesma forma que sempre achei idiota, agressiva e falsa
a tal "brotherhood of men"...



tudo muito bonito,
tudo muito sublime e idílico, enaltecedor e congregante
até a realidade nos cair, crua e pesada sobre a cabeça


sinto-me: bãh, que se lixe...
música: Não Dá - (Pedro Abrunhosa e os Bandemónio)

publicado por sextrip às 10:45
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32 comentários:
De nuncaesquecerei a 15 de Outubro de 2007 às 15:46
Infelizmente situações de assédio sexual, não são tão pouco frequentes, como se desejariam. Quem detém o poder pensa muitas vezes que é soberano e que os outros estão à sua mercê. Depois existem sempre pessoas que não olham a meios para atingir os fins, e depois somos todas categorizadas pelo mesmo comportamento. Bonito é ver nesses momentos quem é connosco solidário, verdadeiro, pois quando as coisas correm mal, a maior parte das pessoas pensa é em salvar a sua pele, ou em não tomar partido, de modo a não se comprometer. Lembra-me a frase "...a vida cá fora é uma selva."


De sextrip a 15 de Outubro de 2007 às 18:48
existem os mais diversos problemas que afectam todas as pessoas e cada um dos géneros em particular.
este episódio da minha vida serviu em grande parte para consolidar determinadas ideias que já tinha e para desvendar as verdadeiras proporções de outras questões que nunca tinham ganho importância em mim.

dou-te um exemplo:
na altura muita gente me disse (mesmo entre amigos e familiares) que a única coisa que tinhamos conseguido com aquilo fora perder um bom emprego.
haverá até, quem neste momento, ao ler este artigo, pense exactamente isso.

e enfim, até que compreendo esse ponto de vista (não quer dizer que o "aceite", é diferente) pois esta sociedade, cada vez mais, leva a que as pessoas tudo façam e a tudo se sujeitem para manter um emprego.
(ou para o conseguirem)

o que não compreendo nem aceito é que essas mesmas pessoas, simultaneamente, queiram ter a imagem de incorruptíveis, de defensores de grandes causas, de heróis e heroínas.
deviam lembrar-se de que há circunstâncias em que o "parecer" não vai sobreviver ao "ser".

na minha opinião... a única coisa que perdi, na altura, foi um bom ordenado (não um bom emprego).


De velhaseboas a 15 de Outubro de 2007 às 20:38
estou a ficar muito cusca ,mas gostei de o ler..
bom, na minha modesta opinião não existem "deusas"muito menos solidariedade feminina nesta sociedade altamente comptitiva ,acho que se esta a misturar a falta de caracter com solideriedade disto ou daquilo..
estar todos estamos, saber estar são outros 500...
como dizia "Che" Guevara :prefiro morrer de pé a viver sempre ajoelhado.



De sextrip a 16 de Outubro de 2007 às 11:19
por favor... sê "cusca" à vontade !...


De Infiel a 16 de Outubro de 2007 às 00:51
O poder do homem está na pila, pensam alguns, e o "castigo" só demonstra quão poderosa a sociedade machista é

Realidades.... mas também existe quem não pactue com essas realidades e que mude a sua vida, demonstrando o valor do ser como Humano e responsavel

Tou de mini ferias hehehe com chuva e com sol........



De sextrip a 16 de Outubro de 2007 às 11:20
férias...... aproveita o sol então.
só tenho mais uma semana, para passar o natal.
beijos


De uma_mulher a 16 de Outubro de 2007 às 09:40
voçês tem é medo do k nós mulheres estamos a conseguir por isso temem as deusas k somos, mas valia admitirem isso mas naõ admitem, estavos a faltar o chão debaixo dos pés


De sextrip a 16 de Outubro de 2007 às 11:23
é verdade... isto vai para aqui uma tremedeira !!! que até o teclado e rato caem ao chão !...
é preocupante...

(psssst... "vocês" não tem "ç")


De Miss Bradshaw a 16 de Outubro de 2007 às 11:51
bando de cagoes!! é o que chamo a essa gente toda!

Sei que o meu empresarial continua a ser "territorio" masculino,e digam o que disserem vai continuar a ser assim!
por mais "tuas conhecidas" que tentem quebrar as regras e mandar o chefe pastar um bucadinho,ou acaba despedida ou desterrada!

é nestas horas que vejo que mais vela ser a feia,a cota ou a gravida se queremos ter paz e sossego no nosso posto de trabalho!

bom post ;)****


De sextrip a 16 de Outubro de 2007 às 13:43
é verdade Miss Bradshaw, continua a ser e creio que vai demorar a modificar-se esse estado de coisas.

trabalho com empresas e existem os mais diversos factores que condicionam essas mudanças - não é apenas o bicho-papão do machismo antediluviano.
grosso modo:

não se resolve com demagogias de incentivos estatais a quem empregue mulheres - como se isso definisse que aquela empresa ou empresário são liberais, ou modernos, ou coisa que o valha...
(depois dão-se "prémios de excelência" a empresas, que literal mas encapotadamente escravizam centenas de mulheres, porque exportam muito...)

não se resolve com reportagens espalhafatosas sobre empresas femininas e empresárias de sucesso que... depois, vai-se a ver... são na sua maioria lojas.
o que, ainda que dignas do seu mérito, pouca expressão têm num tecido empresarial e numa coisa chamada PIB, quanto mais numa mudança de mentalidade.
não se duvide que não saiba, quantas vezes, do enorme esforço que é necessário para montar uma simples loja - apenas não há razão para tanto "espalhafato".

no universo de empresas com que trabalho ou de que tenho conhecimento, há um número ínfimo que é propriedade de mulheres - e nesse número ainda são menos as que à propriedade juntam a gestão feminina.

mas diria que várias delas estão no caminho certo - entraram em áreas que eram "exclusivo" masculino, bateram-se e conseguiram o seu lugar.
e se é difícil montar uma loja (como admiti atrás) imaginem então o que é montar, por exemplo, uma empresa de materiais de construção, com armazéns, stocks, frota de distribuição, etc e intervir num meio "matcho" por excelência.

a causa para esta "pequena representação" já não tem, hoje em dia, a haver com descriminação sexual - nem pela lei, nem junto da banca, nem por outra razão logística sequer.
diria mesmo que tem sómente a haver com vontade, com tenacidade, objectividade e realismo.

voltando ao meio "patriarca":

já existem muitas empresas que dão total equiparação aos seus colaboradores, independentemente do seu sexo.
ainda que este "muitas" seja um pequeno número no tecido empresarial que vai desde a grande empresa tecnológica à fabriqueta de chouriços lá para detrás do sol posto... as coisas vão-se modificando.

em suma... tudo seria mais fácil (talvez mais rápido) sem demagogias e com mais objectividade de parte a parte.

quanto ao assédio sexual:

não é problema fácil de definir.
tanto quanto sei, este país ainda não tem legislação específica para casos de assédio sexual no local de trabalho - no entanto, não significa isso que não tenha outros meios legais de chegar a uma conclusão.
quem, maioritariamente, trata de queixas neste âmbito é a C.I.T.E. - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

muitas empresas tentam, entretanto, ter algumas normas em relação a este aspecto nos seus regulamentos internos.


De Miss Bradshaw a 16 de Outubro de 2007 às 14:25
uma resposta excelente! =D

ha tantos mas tantos temas que a lei ainda se recusa a debater: o assedio sexual é so mais um desses.

***


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 10:47
outra verdade...
apesar de Portugal ter já um bom conjunto de leis, subsistem ainda muitas lacunas e omissões (em muitos aspectos).

creio que o assédio sexual no local de trabalho (aquele que levanta mais questões éticas) é difícil de definir... logo de legislar, pelo seguinte :

ou se legislaria "por baixo", com meia dúzia de presunções que acabariam resultando dúbias - o que por vezes é pior do que nada existir.
ou se tentaria legislar "a sério" mas que, talvez, fosse interferir com demasiados pontos que se podem (ou devem) considerar liberdades individuais, de expressão, de privacidade, etc.

não digo que seja impossível de definir - simplesmente, é difícil.

vejo, por exemplo, que em alguns desses "regulamentos internos" de algumas empresas... certos artigos podem ser muito mal interpretados e ocasionarem situações erróneas que irão, elas sim, gerar um mau ambiente de trabalho.
claro que se acabam por impor, pela velha prerrogativa de que "é igual para todos" mas... na essência, não estão bem definidas.

numa empresa que conheci (e conheço) as coisas assumiram um tal despropósito que bastava um simples convite para um café para haverem logo "alertas" de assédio sexual.


De Miuda a 16 de Outubro de 2007 às 23:02
Infelizmente o que não falta por ai são tipos como esse...


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 10:53
sim, não há falta de stock...


De estreladosul a 17 de Outubro de 2007 às 01:03


Amigo, completamente consciente do que te vou dizer. É triste, mas essas histórias pululam por aí como grãos de areia na praia. O grande problema que se põe actualmente é que o dito "problema" está presentemente a grassar tambem nas forças armadas, e normalmente por culpa de quem devia impor o respeito.

Uma boa semana e bem repousada

Cumprimentos

Mario Rodrigues


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 10:58
o problema é "geral", Estrela do Sul.
ainda recentemente foi, mais ou menos abafada, a notícia de uma acusação de assédio sexual ao Macário Correia.
(ou abafada, ou realmente "morreu"... não sei)


De anonimo a 17 de Outubro de 2007 às 10:53
A APOLOGIA DO HERÓI LUSITANO


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 11:04
frase bastante dúbia...
há dois comentários possíveis.
vou fazer-te um, confiado na minha intuição.
se me engano... as minhas antecipadas desculpas.

se és mulher... convido-te a ires lá a casa ver as minhas medalhas.
se és homem... espero que nunca chefies nenhum departamento.


De anonimo a 17 de Outubro de 2007 às 11:09
SÓ ME FALTAVA RECEBER CONSELHOS DE UM ANORMAL DEGENERADO SEXUAL E PEDERASTA QUE SE JULGA MAGNANIMO ENQUANTO AFIA A FACA PARA AS MENINAS DOS BLOGUES.
SE HÁ GENTE QUE NÃO SE ENXERGA TU ÉS UM EXEMPLO FORMIDÁVEL


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 11:25
bom... parece que a minha intuição estava certa.
incomodou-te o meu "heroísmo" e não o(s) problema(s) retratado(s) e colocado(s) a debate.
okay...
não te preocupes - dou-te até o mérito de teres escrito aquilo que outros apenas pensaram.

(pssst... "pederasta afiando facas para as meninas" ?!?!? pretende ser um duplo insulto ou é apenas fruto da tua indecisão ?!)


De sextrip a 17 de Outubro de 2007 às 11:29
há "2 online".
seremos... eu e tu ?

é que... podemos discutir isto.
não há qualquer problema, a minha área de comentários está aberta à discussão.
podemos falar, por exemplo, de imagens criadas para agradar, de cuidados em nunca ferir susceptibilidades, de lugares comuns e milhentas coisas mais... estás à vontade!


De anonimo a 18 de Outubro de 2007 às 13:37
podemos falar, por exemplo, de imagens criadas para agradar
BASTA VER A IMAGEM DE HEROI QUE CRIASTE NESTE POST PARA AGRDAR ÁS MENINAS
SÓ É CEGO QUEM NÃO QUER VER


De sextrip a 18 de Outubro de 2007 às 13:56
mais precisamente:
"o maior cego é aquele que não quer ver"
verdade!

e já que não queres ver, eu "faço-te um desenho".

o artigo pretendeu demonstrar (pelo meu ponto de vista) que o suposto "endeusamento feminino" é uma fraude, não mais que uma diversão para egos imaturos ou maltratados - se existisse realmente, aquela mulher não teria ficado tão só e desamparada das suas "iguais" numa circunstância tão violenta como aquela.

de seguida, o post suscitou debate acerca do seu fulcro - o assédio sexual no local de trabalho.
tema que, efectivamente, acho (de longe) bem mais importante de se abordar e que eu mesmo prefiro discutir por troca com o intuito original.

se fui "herói" por aquilo que fiz... não é relevante.
(teremos sido três heróis então...)
assim como não é relevante se fui "traidor à masculinidade", ou se fui "parvalhão" por ter comprometido o meu bem-estar na altura.
nem sequer seria relevante se tivesse inventado a história...
do que é relevante... não queres tu ver !

esquece tão simplesmente o "herói" e discute o assunto.


De estreladosul a 19 de Outubro de 2007 às 01:53


Então amigo, a "menina" ficou aborrecidinha?
Porque vê-se à distancia aquela linguagem feminista.
Fizeste-lhe bem o desenho. Eu adorei aquela troca de miminhos.

Continua a falar bem alto do que está mal na nossa sociedade, meu amigo. É um orgulho poder les histórias destas.

Cumprimentos

Mario Rodrigues


De sextrip a 19 de Outubro de 2007 às 09:52
não sei se será uma "menina aborrecida" ou será um "menino incomodado" a fingir-se de menina - mas também não é importante.

nos blogs, como reflexo do mundo físico, também há pessoas que preferem criar polémica com UM assunto sem grande relevo para "fugirem com o cu à agulha" aos outros NOVE assuntos que realmente importam.
(ou dá-lhes gozo, pronto...)

mas há um pormenor engraçado nisto tudo e que tem, de certa forma, a haver com uma certa "mentalidade à portuguesa".
se fazes algo bom e o relatas na primeira pessoa - recebes "mimos" deste tipo.
os portugueses amesquinham "automaticamente" este tipo de situações - em contrapartida idolatram gente que por ficarem enfiados numa casa com câmaras de televisão, a fazerem coisas do mais idiota que o ser humano possa ter, são considerados "heróis"... lol lol
mas enfim...
talvez para a próxima vez que escreva sobre algo que fiz o faça na terceira pessoa - invento um qualquer "gajo conhecido" que fez isto ou aquilo.
pelo menos... pode ser que haja mais concentração no sucedido e não no protagonista.


abraços


De estreladosul a 21 de Outubro de 2007 às 02:37


Sabes meu amigo, se fosse uma situação normal, ficaria muito satisfeito por te dizer que acertaste em todas as palavras que escreveste. Mas como não é, sou obrigado a ficar triste, exactamente porque escreves as palavras certas para a situação actual, em que os valores se medem pelo que se diz, e não pelas acções que praticamos.

Bom Domingo

Mario Rodrigues


De 4_epul a 17 de Outubro de 2007 às 19:06
Quanto mais leio mais fã fico... Adorei a história. Mostra que felizmente ainda há pessoas com principios... mais... continuam a haver pessoas capazes de lutar por aquilo em que acreditam. Já houve alturas na minha vida em que acreitei que amizade era apenas uma ilusão criada pela minha cabeça. Mais 5 pontos para ti! Bjs


De sextrip a 18 de Outubro de 2007 às 14:11
olá 4-Epul

infelizmente... mostra sim, que há um grande desequilíbrio entre aqueles que dizem ter princípios e outros que eventualmente se revoltam contra a falta desses.

acredito (ainda) que muitas pessoas sejam capazes (nem que seja numa altura específica) de lutar pelos outros como se lutassem por si - mas isso vai sendo cada vez mais amesquinhado e vai levando a uma "extinção".

(mas depois anda todo o mundo a bradar, inchado de "razão" ou "vitimização", contra a frieza social, a alienação, blá, blá, blá...)

a amizade existe !
eu sei ! tenho pessoas deveras minhas amigas !


De 4_epul a 19 de Outubro de 2007 às 14:51
Tens razão. Quanto aos amigos cada vez me convenço que é algo em extinção... É preciso ter tempo, quer partilha-lo e "rega-lo" para que cresça. Muitos já não tem paciência para isso.


De camoes_e_eu a 18 de Outubro de 2007 às 22:53
Infelizmente o assédio sexual encontra-se mais presente no meio laboral do que possamos imaginar, no entanto, penso que não se trata só de homens que não conseguem manter a braguilha fechada. mas também de mulheres que não conseguem manter as saias para baixo... No fundo na minha opinião há que ter a consciência de que no prato onde se come, não se f**e... ou pelo menos não se deveria, por diversos motivos na sua maiori já aqui mencionados...
Em relação a um comentário feito anteriormente por um anónimo resta-me dizer que adorei particularmente a descrição feita do sextrip: "ANORMAL DEGENERADO SEXUAL E PEDERASTA QUE SE JULGA MAGNANIMO ENQUANTO AFIA A FACA PARA AS MENINAS DOS BLOGUES"... já estou a imaginar um lobo mau de dentes afiados, a babar-se, com uma enorme faca escondida atráz das costas e a sentir o seu hálito fedorento no meu pescoço... é capaz de ser "excitante"...
bjs


De sextrip a 19 de Outubro de 2007 às 10:10
« não se trata só de homens que não conseguem manter a braguilha fechada. mas também de mulheres que não conseguem manter as saias para baixo...»

verdade.
ainda que, neste particular, creio ser mais frequente o primeiro caso do que o segundo.
e também ainda, que o problema continue a consistir no mesmo - é na mesma um assédio.

há uns três anos, em Filadélfia, deu-se um caso sintomático disso mesmo e que terminou de forma exemplar.
uma mulher que interpôs uma queixa por assédio sexual ao seu chefe e que, quase três meses depois veio-se a provar que havia sido ao contrário: ela é que se havia insinuado, ele havia aceite e tudo ficou no segredo dos deuse... até ele lhe recusar certas regalias que ela pretendia.
o tribunal acabou condenando-a por assédio sexual e a ele por falta de ética profissional.
mas nem sempre estes problemas têm um desenvolvimento tão linear ou comprovável.

º

sim... vizinhas e colegas de trabalho estarem "out" é uma boa medida - mesmo que a tentação seja grande.

(só abro excepção para a "mulher do café...)


º

gosto principalmente do "DEGENERADO SEXUAL".
uuuff... acho que me empresta um quelque chose de charme, topas ??


De Infiel a 19 de Outubro de 2007 às 21:14
lol
voltei!! lol e que bem recebido fui lol
ainda me doi os maxilares com as trocas de mimos e .... adorei o ursinho esse sim... fez.me soltar umas boas gargalhadas
ja la vou fazer-lhe uma festinha



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