Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

impossibilidades




hoje estou, como costumo dizer... "porco".
(porco com a vida... não armem confusão)

ontem tive uma reunião falhada e...
agrediram e assaltaram um dos meus irmãos já ao final do dia.
felizmente "está tudo bem" mas... assustou.
de forma que... adiante.

vou iniciar este artigo mas... só em linhas gerais.
depois irei completá-lo ainda que vos deixe desde já "margem" para comentários.
(se quiserem)



desde o princípio deste blogue que recebo mails comentando-me a mim ou aos artigos que coloco.
a maioria deles, como já referi, é lixo.
alguns... são meros comentários, concordantes ou discordantes, que me levantam sempre a dúvida do porquê de não os colocarem no próprio blogue.
também existem os que me colocam questões, sugerem temas, etc... que têm sido menos frequentes recentemente.
(creio saber a razão para isso, a culpa é minha... tenho "N" deles ainda por responder)

outros (poucos mas bons) são conversas mais pessoais ou particulares que me dedicam e das quais, obviamente, gosto e às quais dou muito valor.


e depois... há uma "categoria" à parte.
a que chamo ... os mails do pessoal que "me conhece".

normalmente são mails em que alguém afirma (não pergunta ou sugere - afirma peremptoriamente) que sou "A", "B" ou "C".
enfim... não sei se mais alguém é alvo deste género de afirmações ou se sou um fenómeno  exclusivo, mas pouco importa ao caso...

logo a início, tinha este blogue dois meses se tanto, recebo um mail de uma tal Raquel_77 a afirmar (entre outras coisas) que me chamo Mário Cotrim, que engravidei uma amiga dela chamada... Raquel (?) (Raquel amiga da Raquel?), que sou um cobarde, um merdas, blá blá blá...

enfim... clicado e zás... lixo.
(como diria o Crest... não há paciência para "fritas da tola")


agora, há dias, recebo novo mail de uma tal Ines_quecivel (nick que sugere ser uma qualquer Inês) que diz já me ter enviado um mail antes (deve ser o tal, mas era Raquel_77) e que se assina "Maria João".
(Maria João Inês Raquel... ou Maria João Raquel Inês)

neste mail, a "senhora", pretendendo "desconstruir-me" (palavras dela) indica o "meu" nome completo (que agora é José Gonzalo Cotrim - sim, com Z - e já não Mário), indica a "minha" morada (algures em Odivelas), indica a empresa onde "trabalho", o endereço, telefones e e-mail dessa empresa, até a matrícula do "meu" carro... diz que sou uma "falcatrua" e que até conhece a loja em que... "a minha namorada trabalha"... que andei com uma amiga dela (que agora e afinal se chama Júlia), que a engravidei, que lhe destruí a vida, etc e que... vai mandar mail para a tal empresa "onde trabalho", senão mesmo deixar uma carta na loja "onde a minha mulher trabalha".
(namorada !?? mulher!!? em que ficamos ?...)
tudo isto obviamente a meio de insultos vários e alusões a coisas que escrevi... o que me sugere que, quem quer que seja, lê e acompanha o blogue desde o início.

esta nunca me havia acontecido... normalmente ficamos pelas do género "ahh, tu não me enganas, és o Morais Vasconcelos e vi-te bêbado no outro dia" e pronto...

responder de volta está absolutamente fora de questão !...
ainda que isto fosse "sério", não haveriam hipóteses de  "comunicação" numa situação destas !
se se diz "não", já se esperava que o diríamos... se se diz "sim" é porque estamos a querer isto ou aquilo... enfim, de nada adianta o que quer que seja.
eliminei tais conversetas da minha vida...
para isto sim, estou "velho" e sem paciência.

haverá uma "solução" para a coisa e talvez a leve avante (se tiver paciência...), pois este género de pessoas funciona normalmente com palas nos olhos como os burros e não entendem/medem sequer aquilo que dizem, deixando pistas de que nem suspeitam...
quem a pessoa "não é", eu sei !...
quem a pessoa seja, não estou minimamente interessado em saber !

claro que, qualquer outro mail vindo das mesmas proveniências ou começando por versar o mesmo assunto vai para a "latinha da caquinha" sem direito sequer a leitura na diagonal.
entretanto... o José Mário Gonzalo Cotrim vai ter de se aguentar à bronca (paciência).

contudo...


o motivo do restante artigo (o tal a colocar) não será sobre esta lana-caprina... ainda que por ela motivado (em parte) e  talvez bastante mais curto.

até lá...
beijos e abraços


_____________________________________________







quando soube que era estéril fiquei mortificado durante bastantes dias e estigmatizado durante muito tempo.

era relativamente jovem, pouco informado do problema e as velhas e mesquinhas crendices populares, como aquela de ser apenas "meio homem", etc,  atingiam-me com violência.

durante muitos anos o assunto foi tabu para mim
e pouca gente sabia do facto.

ainda que não seja coisa que se coloque num curriculum ou que se ande a publicitar, como me parece que seja óbvio.

tinha vergonha que um amigo viesse a saber... deixar que uma mulher o descobrisse era impensável !

enfim...
o tempo foi passando e... numa altura sem sida, em que se fazia sexo muita vez sem preservativo... a minha "deficiência" foi-se tornando numa "vantagem".
ou mesmo quando o preservativo rompia, ou a mocinha se esquecia da pílula... assumia foros de garantia de tranquilidade - para mim à partida, para elas à posteriori, mas... era assim que a coisa ia funcionando e que (peço desculpas pelo "egoísmo") me foi desagravando !

mas a "nóia" não era só minha...
recordo ainda algumas surpresas do tipo, "então, mas tu tens erecção ?!" ou "mas tu vens-te na mesma ?!"... fruto de má informação e de mitos idiotas que ainda hoje pervalecem.

o problema de uma esterilidade como a minha (sim, há vários tipos, ou causas), para além das consequências óbvias, atinge dois tipos de homens, digamos assim...

. aqueles que "alinham" nos tais mitos
e/ou em moralidades da idade média.

aos quais lamento mas apenas posso desejar que "cresçam".

. aqueles que, à semelhança das mulheres
(ou da maioria delas pelo menos)
têm no gerar de uma criança um dos anseios mais importantes na vida.

senão o mais importante...

neste aspecto, homens e mulheres estão em completo pé de igualdade !
para a maioria das pessoas somos "coitadinhos" ou somos "culpados".
por vezes até... ambas as coisas !

e da mesma forma que há homens que culpam a mulher por ser infértil... há mulheres que culpam o homem pela sua esterilidade.
há até atitudes muito estrapafúrdias para com os "estéreis",
mas não adianta agora...

como disse... as discriminações são perfeitamente democráticas e unissexo.

e há quem use tal, evidentemente, como "arma de arremesso".
mesmo como forma perversa e doentia de "diversão", o que, no meio de tanto mau instinto também não se nota muito...

só há uma forma de ultrapassar esta questão e tem, mais uma vez, a haver intrinsecamente com crescimento de carácter.

o sentir (não apenas "pensar") que a única forma de, eventualmente, entristecermos por causa da nossa condição tem de vir... do nosso âmago (da alma ou das tripas, é indiferente) por razões muito nossas, que só nós temos o direito de as colocar !
e nunca, mas nunca mesmo, por algo que alguém nos diga, seja com que intuito for !

é a única forma...
... de cortarmos cerce as chamadas filhas-da-putice de uns.
... de não "levarmos a mal" um qualquer bitate inconsequente de alguém.
... de acalmarmos constrangimentos de um amigo distraído, por exemplo.
... de falarmos abertamente sobre isso com alguém que nos interesse.
... de encararmos, em suma, a questão com a naturalidade que lhe cabe.


portanto... e por exemplo...

imagine-se que alguém... já sabendo da futilidade de outras abordagens... inventa um personagem que engravida "amigas"... que não importando o rocambolesco dos pormenores, porque são mera "diversão"... vos tenta atingir sob outro prisma.

não... dizendo-vos que são uns estéreizinhos coitadinhos.
mas... tentando que se ressintam por serem acusados de algo que não vos é possível fazer.

seria uma outra forma, supostamente maquiavélica, de vos fazerem sentir coitadinhos... só que, por vos acusarem de uma coisa que coitadinhos de vocês são inocentes...
it's a injustice... yes it is...



poderia resultar...
se a darpp-32 funcionasse de igual forma para toda a gente.


esterilidade... será então e comparativamente... um "mal menor" !



"desconstruir-te"... essa é gira !...




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