Sábado, 3 de Novembro de 2007

sexy time (not sex)


( porque algo mo lembrou )

 

 


tenho UM (1) relógio…


um “velho” Seamaster 120 que, em 25 anos nunca me deu o mais ligeiro problema


não é “da moda”, ainda que o continue a achar lindíssimo…

não é em ouro, mas foi construído com bons materiais e duráveis…

a sua única particularidade é ser relativamente “raro”…

de resto… cumpre as suas funções na perfeição

 

há pouco tempo, houve quem me tenha dito:


– um homem como você já podia ter comprado um relógio melhor.

 

à partida, fico logo “à rasca” com esta coisa do “um homem como você”.

pela parte que me toca, tanto pode ser pela coisa mais excelente, como pela mais errónea ou mesmo insultuosa.


preferia que dissessem

“um homem bonito como você” ou “tesudo como você”…

mas pronto… seja.

 

depois…

um relógio melhor ?!

“melhor” em quê ?

com mais horas ? (dava jeito…)

com minutos em ouro ?  segundos em diamante ?

 

okay… vou parar de me fazer desentendido.

 

esta mania, que se tem, de que alguém aparentemente bem sucedido tem de “consumir” o último traque tecnológico ou de se “uniformizar” com o gajo na capa da Forbes… é estúpida !

 

ter sucesso é conseguir atingir algo na vida e procurar ser excelente naquilo que se atingiu.

ora… o meu relógio é um sucesso

atingiu a excelência através de 25 anos sem uma falha

invejo o meu relógio nisso

não vejo porque haveria de desejar outro !

 

não gostaria que lá na empresa me trocassem por um gajinho acabado de encontrar…

só porque fosse mais novo, mais bonito ou mais cintilante do que eu.

não percebo porque hei-de trocar o meu Omega por um Rolex…

 

bom... não vos quero “aborrecer de morte”

(ainda por cima num fim de semana)

passo já ao raciocínio por detrás da coisa…

 

“antigamente” dizia-se que um relógio era como um amigo.

 

hoje em dia parece-me que, muita vez, se vêm os amigos como se relógios fossem… na mesma perspectiva consumista

e quem diz amigos, diz…

 

é algo assustador

 

vale a pena pensar um pouco nisso...

bom fim de semana para todos



 


 

sou um orgulhoso do caraças com o meu Seamaster… lol

( e não… … não está à venda, esqueçam )


 


 

sinto-me: renovador (ando em obras)
música: Time - (Pink Floyd)

publicado por sextrip às 20:46
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39 comentários:
De camoes_e_eu a 4 de Novembro de 2007 às 03:58
Há coisas com as quais, ao longo dos tempos vamos criando uma espécie de relação afectuosa, conduzindo á sua total perda de valor monetário, para passar a ter um largo valor sentimental, que preço algum cobre...
Também as verdadeiras amizades são construidas ao longo dos tempos, com bases em determinados pontos fulcrais que as tornam sólidos "portos seguros", servindo tanto, de abrigo nas intempérie, como de amigo de diversão...
Mas tal como qualquer outro relacionamento, também a amizade se vai construindo e alimentado, não me parece que quem mude de amizades consoante o sabor da moda, possa dizer que tem amigos... quando muito tem colegas ou conhecidos, não amigos.
Amizade é, a meu ver um dos bens mais preciosos que se pode ter... é mais uma daquelas "coisas" sem preço!
bjs


De sextrip a 5 de Novembro de 2007 às 12:26
« como qualquer outro relacionamento, também a amizade se vai construindo e alimentado »

verdade absoluta !
e como qualquer "construção", tem momentos altos e momentos baixos - como é "costume" na condição humana é na sobrevivência, na ultrapassagem dos momentos baixos que se vê da solidez e fecundidade das coisas.

construir algo exigirá, em qualquer momento, uma certa dose de sacrifício - é irreal querer construir só em idílica alegria e felicidade.

não entendo, por exemplo, "amizades" que não "têm paciência" para ouvir um desabafo, uma queixa a um/a amigo/a, que como oiço muita vez "já têm problemas que cheguem para, ainda por cima, ouvir a dos outros".
Amigos não são... "outros" !
devem ser, em grande medida, nós próprios.

se são "outros", não lhes chamemos "amigos".

creio que foi o Miguel Esteves Cardoso que disse uma vez que... "não podemos ter muitos amigos a sério, que é preciso ter tempo e disponibilidade para eles, que mais vale sermos verdadeiros amigos para poucos que amigos de conveniência para muitos".

as suas palavras (ainda que talvez não exactamente estas) foram motivo de grande controvérsia na altura.
pela minha parte... creio que foram as primeiras palavras dele que me calaram fundo por delas já partilhar e a partir das quais comecei a gostar dele.
goste-se ou não, encerram muito de verdade.


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