Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

férias - olhares e sorrisos


 

 

nunca me agradaram morais muito elaboradas, repletas de princípios, convicções, regras, directivas e afins

por isso, creio não ter muitos “princípios morais”

 

não pagar por sexo, contudo, é um dos que tenho

 

 


 

4º dia de viagem

portimão, sexta feira, depois da meia-noite

 


estou à porta de um bar, com um ex-colega

(a quem vamos chamar Carlos), a quem fui visitar

no interior era impossível conversar

além de que, estacionar à porta de um bar é algo muito interessante

 

noite abafada – falávamos das nossas vidas

afastadas uma da outra há quatro anos

 

chegam três raparigas “bem produzidas” – mirei cada uma delas


- ás minina vãum chégando…


disse ele baixo, imitando sotaque brasileiro de telenovela

com um sorriso matreiro e rematando com um gole de cerveja

- ah é ?... – disse eu apenas

- pois…

 

olhei as raparigas novamente

eram brasileiras sim

divertidas, um pouco espalhafatosas

como disse:  “bem produzidas”

aparentando serem apenas três amigas que vinham divertir-se um pouco

não tinham os “trejeitos” algo característicos de quem alterna


no entanto… Carlos garantiu-me que assim era

e que apareceriam mais – não muito juntas, não em grande grupo

para não atraírem outras atenções, que não as que lhes interessavam

(get it !!!)

 

e lá foram aparecendo realmente

até que…

chegou uma…

 

que diabo… que mulher lindíssima !!!

juro que… estarrecedoramente bela.

como que senti um impacto ao encarar com ela

algo “sólido” quase

- santíssima….. – balbuciei

 

aqueles olhos grandes, escuros

encontraram os meus

e durante um momento (interminável)

não se desviaram

sorriu-me

 

- põe-te a olhar para ela e depois queixa-te que ela não te larga…

murmurou Carlos “como quem não quer a coisa” e rindo-se em seguida

 

não me importei, não quis a secura daquelas palavras

queria olhá-la

apenas olhá-la

 

depois ela “desolhou”

e foi como se eu voltasse a conseguir respirar

que raio!”, pensei

estranhei-me !

(Carlos ria-se, o sacana…)

 

- lá que é boazona, é ! – disse

só então me apercebi que não sabia se ela era “boazona”

que ficara cativo daquele rosto

daquele olhar, daquele sorriso

 

tornei a olhá-la

os saltos altos não conseguiam fazê-la… alta

era pequena, esguia, bem torneada

muito bronzeada (comme il faut)

não tinha o aspecto das outras conterrâneas

essas sim, as mais típicas “boazonas”

cheias de curvas voluptuosas (e bem à vista)

algo índias ou mestiças

exóticas, eróticas, mas com um não sei quê de grosseiro

 

aquele rosto triangular

ao mesmo tempo anguloso mas suave

com grandes olhos escuros, nariz fino e boca bem desenhada

cabelo comprido, muito negro

nada se enquadravam na outra imagem

 

e havia algo mais

algo que não consigo descrever

aura ? magnetismo ? um laivo de aroma ?

ou talvez dos meus olhos…… não sei

 

ela acabou por entrar no bar

não sem antes me lançar outro olhar

outro sorriso

 

senti-me apalermado

quando percebi que ficara aquele tempo em silêncio

o meu ex-colega ria-se com gosto

 

- ó pá, vê lá se te queres atirar à miúda… até pareces engasgado.

 

ri-me – fiz apenas que “não” com a cabeça

procurei retomar a nossa conversa

mas admito – forcei-me a distrair o espírito

 

depois, no interior, vi-a já abraçada a um cinquentão

com ar de “cámone

 



só mais tarde

já no hotel, já a sós

me imaginei na cama com aquela rapariga


soltando a libido

não permitindo outras considerações

que me arrefecessem o íntimo

fantasiei aquela boca colada à minha

e depois

tudo o mais daquele corpo esguio e pequeno

arremessado no prazer pelo meu

masturbei-me

 

adormeci com aquela troca de olhares

de sorrisos

 

º

 

a manhã seguinte veio fria e chuvosa

a melhor demonstração deste “verão” errático

 

também assim vieram os meus primeiros pensamentos

não há cinderelas nestas histórias, nem tu és o Richard Gere

 

num instante fugaz

vivera a fantasia de que aquele sorriso, aquele olhar

não estavam à venda

deixaria as coisas assim

sem necessidade de mais dissecações

 

tomei o duche

afeitei a barba

vesti-me – arrumei o saco

pequeno almoço – check-out

fiz-me à estrada


 


sinto-me: (senti-me) dormente
música: Etelvina - (Sérgio Godinho)

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

férias - 1º dia




- atrasos -


mais uma vez as minhas desculpas ; demoro a colocar os artigos por duas razões :

1º, porque insisto em dá-los a ler às pessoas envolvidas antes de os colocar aqui e “esqueci-me”, tão simplesmente, que havendo pessoas ainda em férias não têm acesso aos seus e-mails com a facilidade usual (nalguns casos já tinha autorização para os colocar mas, ainda assim insisto em que leiam primeiro).

Desejando colocá-los por ordem cronológica, acontece que logo o primeiro atrasou todos os demais.

2º, assim que contactei a empresa foi uma enchente de requisições à minha pessoa.

 

 


1º dia de viagem – 1ª visita

 

 


as férias são quase sempre gratificantes para as menages

como aliás para o sexo no geral

mais disponibilidade de tempo

outras disposições

sem dúvida, mais tesão

 

começava estas férias com três convites de outros tantos casais

três visitas que, só por si e dependendo do meu tempo, me garantiam boa companhia, bons momentos e bom sexo também

para a minha primeira visita apenas tive de percorrer uns meros 150 quilómetros

 

à chegada, contudo......

a minha anfitriã estava acometida de uma indisposição extremamente aborrecida que a retinha prostrada no apartamento

coisas que se comem…. infelizmente acontece.

 

o menage-a-trois começou logo aí

com a menina a ser mimadérrima por dois homens incansáveis

em idas à farmácia, cházinhos, torradinhas

caldinhos, festinhas e muitos beijinhos

(pois, pois…)

 

mas resultou

no dia seguinte já desfrutámos

de uma cautelosa ida tardia até à bonita praia

e a enfermazinha depressa se recompôs

pelo que, ao final da tarde

já lançava descaradas provocações aos seus enfermeiros

 

nestas coisas das menages acontece que

apesar do “miolo sexual” ser muito bom

o que fica por vezes a demarcar a ocasião são as situações limítrofes

os pequenos pormenores, etc


esta foi uma menage muito “calminha” (tendo em atenção o sucedido na véspera) mas começou de uma forma absolutamente deliciosa e que resultou muito tesuda

 



estávamos os três à varanda/terraço do apartamento


a noite estava amena

havia animação de rua num largo mais abaixo

e bastantes outras pessoas enchiam outras varandas do complexo

algumas delas bastante perto

naquele canto do bloco de apartamentos em “L”

 

Nita gemeu e pensei que a indisposição voltara para a / nos atormentar

não podia estar mais enganado.  (que tótó !!!...)

ela gemera porque… as mãos marotas de Zé já haviam encontrado o caminho pela saia acima até àquele belo par de nalgas

 

ri-me… ela riu-se… Zé assobiava…

bom… menage é menage, pensei

e num ápice, muito discretamente

a minha mão direita também passeava na pele sedosa


- ó pá, olhem lá as pessoas – resmungou Nita, sem muita convicção

- quero lá saber das pessoas!?! Ninguém vê… - respondeu Zé, armado em bruto

a minha mão continuava a amaciar aquele belo traseiro e já tinha o ferro em brasa

 

entretanto, a mão de Zé desceu para zona mais recôndita

ficou o traseiro à minha mercê

estoicamente, ela continuava “serena”

ora fingindo-se interessada no espectáculo embaixo

ora olhando o céu estrelado


- está uma noite linda, não está ?...

perguntei eu, gozão, continuando a apalpá-la a preceito

- m…mmm – fez ela apenas

- estás a gostar de ver as estrelinhas ?...

tornei eu, gozando ainda mais

- hummmm, sim. – gemeu ela


Zé ria-se, com ar muito sacaninha

- daqui a bocado ainda vês mais !... – replicou ele

- quero já… - gemeu Nita, pousando a cabeça nos braços, já ofegante

- não, não…… tens de esperar… só quando eu disser.


e ali continuámos à varanda, olhando toda aquela gente

com Nita “presa” entre ambos

já a contorcer-se dos prazeres que lhe dávamos

 

a certa altura resolvi ousar um pouco mais

fingi sair da varanda, sentei-me no chão

e deslizei para debaixo da saia de Nita

houve um momento de surpresa de ambos... depois riram

um ou dois preparativos e…. a minha língua começou a trabalhar

levando mais desassossego a Nita, que estremecia de alto a baixo

estava incrivelmente húmida - principiando a ficar irrequieta

 

não bastasse isto… logo de seguida, Zé ajoelhou-se atrás dela

enfiou a cabeça pela saia e fez-lhe botão de rosa

a pobre Nita parecia estar no epicentro de um terramoto

 

ainda aguentou alguns minutos mas… depois ficou-lhe insuportável

sentir tudo aquilo sem deixar que se notasse


de repente, com um gritinho e uma risada

“fugiu” para dentro da sala num pulo

Zé desequilibrou-se e ficou estatelado no chão

ambos desatámos à gargalhada

 

depois, lá fomos, feitos malucos, de gatas e a rir, atrás de Nita

corremos as cortinas e procurámos por ela

para lhe administrarmos o “tratamento” definitivo

 


como já disse, esta menage foi muito calminha

feita de longos preliminares

menos “vigorosa” que outras no passado

mas nem por isso menos gostosa !

 

 


 

 

fazer preliminares como estes nossos

numa varanda ou a uma janela

pode parecer um pormenor sem grande relevância

mas…

aconselho-vos a experimentarem

tem a sua dose de adrenalina sem que se corram grandes riscos de “atentado ao pudor”


 


 

sinto-me: iniciando...
música: So Far Away - (Dire Straits)

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

que carga d'água


(este é um flash...)


que carga d'água
que trovoada !!!


os clarões entram-me pela janela
conto os segundos
mais longe?
mais perto?
a memória recua no tempo
e mistura-se com a fantasia de agora



a mão dela na minha
gritamos, rimos, corremos
a chuva cai, forte, quente
o ar ilumina-se, de repente
o céu estoira aos nossos ouvidos

corre, corre...
gritamos, rimos...
o arco da pequena ponte de pedra, ali
corremos

as velhas pedras estão húmidas
mas tapam-nos da chuva, cada vez mais forte
cada vez mais irreal tão perto do verão ainda

ofegantes, encharcados, mas rimos
olho para o teu pescoço
chuva, pingos, gotas...
gotas que deslizam
que vão como as primeiras águas
por um riacho fresco
no rego das tuas mamas

fico calado
apenas olhando, enfeitiçado
percebeste
soltas um risinho de expectativa

céus!!!
numa chuvada assim e eu sequioso

recuo um pouco
o teu vestido creme
todo molhado, maravilha
mostra-me esses frutos rijos
o ventre
as coxas
essa seta

não resisto
levo os lábios ao riacho
bebo a água
- relâmpago -
passeio a boca nas margens
 - trovão -
soluças, tremes
- mais perto, mais longe -
ofereces-te ao meu agarrar

e eu tomo-te, toda, quente, húmida, desejosa da tormenta





" saiu-me ! "

beijos, abraços, até amanhã

reentré







pois é verdade... cheguei !
(isso já vocês sabiam)
e vou começar agora a colocar os meus "artigos de férias"
(que andei a ultimar)
este é a "introdução"







nestas férias optei por me manter em forma, sacudir os ossos, divertir-me à grande… fui de terra em terra procurando novas experiências, novas sensações… fiz rapell, bungee jumping, slide, rafting, mergulho, espeleologia e era “disco” todas as naites… mulheres, essas, foram de todas as cores e géneros, noite sim/noite sim e papei até me regalar……

 


bom……

nesta reentré

este podia ser o meu artigo de abertura

 

mas não é !

 

foram umas férias excelentes !

há bastantes anos que não tinha umas assim

com algumas experiências novas (sim!)

com algumas visitas e alguns reencontros (sim !)

com bastante sexo (sim… q.b.)

 

mas foram umas férias principalmente de “pensar”

e de “observar” também

levei na bagagem algumas coisas que me pediam certa meditação

outras foram-se-me apresentando pelo trajecto

 

poderão pensar : “ tirar férias para interiorizar ?!? que raio de ideia !…

poderá parecer algo estrapafúrdio... percebo-vos


contudo, nos tempos que correm

com a vida passando a 300 à hora

sem muito tempo verdadeiramente livre para o pensamento

não será assim tão estrapafúrdio o facto !

 

há muitas justificações socialmente aceites

que desmotivam para que não nos debrucemos sobre a vida

todas nos parecem aceitáveis e compreensíveis…

quando na verdade, são todas elas perigosas !

 

mas…. férias com este género de “hobby” (eheheh)

só poderão resultar excelentes se tirarmos conclusões.

e eu tirei-as.

 

muitas dessas conclusões não terão cabimento aqui.

falar-vos acerca de conclusões profissionais

hum...... não me parece que vos motive muito à leitura

 

mas……

mais leve, mais lúcido e bastante repousado

trago alguns textos

uns curtos

outros mais elaborados

uns apimentados

alguns divertidos

outros nem tanto


 

º

 

entretanto, se assim desejarem…

deixo-vos uma frase de um amigo

(a propósito do que acabei de escrever)

que talvez queiram comentar

 


As pessoas hoje em dia só pensam na vida quando falta o dinheiro, ou são despedidas ou levam um par de cornos. Até lá… acham que a vida é só deixar correr.

 


(beijos e abraços - vão espreitando)



sinto-me: relax depois das férias, lol
música: Lonely No More - (Rob Thomas)

Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

sôpro do coração




assim disse a Sôpro do Coração :


... as minhas "vítimas" são... (agora deveria ouvir-se o rufar de tambores)

-As incertezas de uma amante
-Barafundida
-Callaway
-Estela do Sul
-Gomesh
-Maaf
-Sextrip











1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7


duas pessoas
mãe e pai


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

quatro pessoas
meus sobrinhofilhos


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

várias pessoas - não muitas, mas várias
amigos e amigas


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

finalmente...
... ter poder de decisão
... ganhar dinheiro bem merecido, ajudando a atingir algo sem lesar ninguém
... não me imaginar a fazer outra coisa
a profissão


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

poucos mas definitivamente bons - desejados, sonhados
os meus bens


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

o ser vivo que me acolhe todos os dias
angra, ostra, segundo útero
a minha biblio/filmo/disco-teca


1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

busca de harmonia
descoberta da serenidade
a força oculta na suavidade do movimento sem ruptura
arco e flechas + aikido



º

desculpem, não sou bom a fazer nomeações
convido-vos a soltarem os vossos se7e

muito em breve : os meus artigos de férias

sinto-me: sereno
música: E Il Sol Dell'Anima - (Luciano Pavarotti)

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