Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

vaipe nº 0000004 - filhos



por casualidade...

a primeira notícia que vi esta manhã, poucos momentos atrás, diz assim :



Filhos de casais separados são «órfãos de pais vivos»
mais de 500 mil crianças portuguesas vão passar o Natal afastadas de um dos progenitores



não sei se os números são "certos"...

não vou expor o que penso sobre o assunto...


apenas que, conheço vários homens nestas circunstâncias.


de entre eles... tenho um amigo e um conhecido,
julgo que o primeiro há uns 13 anos e o segundo há uns 8,
a quem estas situações ocorrem sistematicamente (não só pelo natal)
e a quem já testemunhei autênticos desesperos, revoltas indescritíveis
e mesmo "pensamentos algo perigosos".

este Natal, não vai ser diferente para eles...



espero que sim...

espero que seja promulgada essa lei !

gostaria que tivessem essa prenda no próximo Natal.


> Destak <


sinto-me: subitamente triste
música: ( ... )

publicado por sextrip às 09:42
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16 comentários:
De sexy_hot a 21 de Dezembro de 2007 às 10:12
O pior é que isso corresponde mesmo à realidade, ainda ontem quando ia no autocarro a caminho da escola de condução estava uma mãe atrás de mim com o filho que deveria ter uns 7 anos no máximo e ela perguntou-lhe: "que queres que o pai dê no natal?" e ele diz "eu não tenho pai" e ela "tens sim, o pai só não vive na nossa casa, mas vai lá no natal tá bem?" e ele "pode ir, mas só fica lá 2 dias, quero-te só pra mim". Fiquei a pensar nisso...


De Maaf a 21 de Dezembro de 2007 às 10:29
É horrivel ao que as crianças são expostas por causa dos adultos... A custódia conjunta seria mais saudavel para todos, mas não muda grande coisa, ou está com a mãe ou com o pai, e acho que os putos continuam a querer os dois...
apetecia-me contar-te uma cena sobre isto mas ficava mt grande! Fica para a proxima..


De sopro-do-coracao a 21 de Dezembro de 2007 às 11:13
Acontece que nem todas as situações são assim. Mas concordo contigo, porque a grande maioria são.

A minha afilhada, é filha de pais separados. Está a guarda da mãe, mas felizmente para a criança, têm bom senso.

E uma vez que não é possível passarem o natal todos juntos (a mãe já casou novamente). Ela passa a consoada com um dos pais e o dia de natal com o outro. No ano seguinte trocam. E têm corrido lindamente. Não me parece nada que a miúda se sinta orfã, quer de pai, quer de mãe.

Mas infelizmente, estas são as excepções que confirmam a regra.


De sunshine a 21 de Dezembro de 2007 às 11:15
Acho triste e sobretudo injusto. Conheço mulheres cuja prioridade de vida é a carreira, cujos pais são os que estão presentes, são os que cuidam dos filhos, porque se disponibilizam para tal. Os homens estão cada vez mais conscientes da importância do seu papel e querem assumir essa função. Alguns fazem-no melhor do que as mães. Alguns são mais afectivos.
Em caso de separação, por muito que todos sofram, as crianças são as principais vitimas, que muitas vezes se culpabilizam, pelo jogo de poder a que são sujeitas.
Pai é pai, o que deveria estar em causa deveria ser a competência de cada um para cuidar da criança, independentemente de ser a mãe ou o pai. Bem como a decisão da criança, se tiver idade para opinar.
Triste é ver que se usam sentimentos, que se magoa deliberadamente, unicamente por vingança.
Espero que a justiça mude a sua mentalidade, e assuma novas condutas, por forma a que haja sentido de justiça!


De mimi a 21 de Dezembro de 2007 às 11:25
O ideal seria as famílias viverem juntas! Mas nem sempre é possível....eu vou passar a noite de Natal sem a minha princesa de 6 anos! Acho que há situações de uma crueldade tremenda...para as crianças e para os pais! No meu caso só posso dizer que quem tem a guarda sou eu.....mas o pai dela nunca me pediu em 1 ano de divorcio para estar com ela para alem do que está estipulado....cada caso e um caso, mas ainda estamos muito longe do ideal....


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2007 às 11:57
Um divorcio mesmo de comum acordo nunca é fácil .

A crueldade dos adultos embora não intencionalmente acaba por machucar sempre os mesmos, os filhos.

O ideal seria não se quebrar esses laços, mas como é inevitável há que minimizar os estragos...

Neste post noto que se do desespero do "pai /mãe" e a criança....

A diferença vai ser notória quando deixar de existir o (tu e eu) e se passar a pensar neles....

Excelente ,gostei muito.
P..


De MissMe a 21 de Dezembro de 2007 às 15:11
Se o ser humano (homem ou mulher) fosse provido de um pouco mais de bom senso e tolerância, nem leis seriam necessárias para regular algo tão emotivo como são os sentimentos e relações entre pais e filhos.
No meu mundo ideal (utópico, claro) os "ex"e os seus novos companheiros (as), poderiam até fazer parte da ceia de Natal...mas, principalmente, se a causa da separação foi uma outra relação (o que acontece muito), lá se ía a "vingançazinha" do "pois é, deverias ter pensado nas saudades dos filhos antes de me trocares por ela (e)".
Sei que há mulheres que usam (abusam) desse direito simplesmente como castigo para com os ex companheiros e, consequentemente, prejudicam, de vários modos, o bem estar emocional dos filhos.
Mudar a lei? Sim, será mais que justo; mas mudar as mentalidades, isso sim, teria de ser OBRIGATÓRIO!


De MissMe a 21 de Dezembro de 2007 às 15:16
...e não te sintas triste...está um dia de sol lindo!


De Ana a 21 de Dezembro de 2007 às 17:11
E porque é que não ouvem as crianças??? Sem pressões! Sem a presença dos pais!! Mas com o devido tacto, claro!
Elas são as verdadeiras vítimas (e não me venham com tretas porque sei bem o que digo)! São apanhadas no epicentro de um terramoto, sem ter para onde fugir e depois terão que viver com as sequelas do mesmo o resto das suas vidas.
Acredito que estas associações tenham boas intenções mas enquanto as crianças não forem ouvidas, enquanto a sua opinião não contar verdadeiramente, não vale a pena tomar medidas.
Podem argumentar que elas são demasiado pequenas para a sua opinião contar, que não se apercebem daquilo que realmente se passa, mas não é assim, são pequenas e indefesas, não cegas e frias.


De sextrip a 21 de Dezembro de 2007 às 17:52
já li os vossos comentários e... irei responder-vos (como sempre faço) mas, não levem a mal, não será agora.
este assunto andou "a bater-me na cabeça" durante todo o dia e logo "por azar" alguém se lembrou de falar dele à hora de almoço (o que levantou as "típicas" contraposições de conveniência que detesto) e fiquei algo... impróprio para consumo.

deixo-vos esta introdução (da Associação que desenvolve este assunto)

" Em 2005 divorciaram-se, em Portugal, 17.013 casais, e foram decididos em Tribunal 16.606 Regulações do Exercício do Poder Paternal, envolvendo 34.026 homens e mulheres e 24.670 crianças e jovens, dos quais 9.701 crianças com menos de 7 anos de idade.
Na maior parte dos casos (em cerca de 84 %) os filhos foram confiados à mãe.

Apesar de a Lei Portuguesa prever a possibilidade da guarda conjunta das crianças pelos dois Pais, esta oportunidade foi muito raramente aplicada (em 2005 apenas em 2,6% dos casos foi sentenciada guarda conjunta), o que significa que os Juízes Portugueses preferem confiar os filhos a apenas um dos progenitores, habitualmente à mãe.

De facto, devido a esta situação, em Portugal depois da separação ou divórcio, o pai é frequentemente afastado de uma efectiva participação nas necessidades físicas, emocionais e educacionais dos seus filhos.
Além disso o pai vê a sua relação com os filhos limitada a uma "visita" de quinze em quinze dias, o que não constitui uma vivência "normal", e não é, de forma alguma, satisfatória.

É demasiado frequente que muitos pais se demitam desse seu papel e acabem por "cortar" com os laços que os unem aos seus filhos, tornando-os "órfãos de pais vivos".
Estas são situações extremamente perigosas, pelos danos que provocam nas crianças.

As Crianças têm o direito de serem amadas e educadas pelos dois Pais. "

até amanhã...
beijos e abraços


De Maaf a 21 de Dezembro de 2007 às 17:58
Oh, não fiques tristinho!!! Beijo!


De Loirinha a 21 de Dezembro de 2007 às 18:20
E não era bom que todas as crianças tivessem os pais juntos, ou que passassem o Natal juntamente com a família que tanto gostam? Mas, infelizmente, apesar de estar sim nas mãos de todos, são imensas as crianças vítimas desses casos e os passos são longos...

beijinhos.. e tenta não pensar muito nisso... estraga o natal a todos não é?


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