Segunda-feira, 24 de Março de 2008

após a páscoa... estou de volta



páscoa 1

 

mais uma páscoa, mais uma reunião de família.

a Infiel não comprou o vestido a tempo… paciência… fica para a próxima.

desta vez, depois de escalpelizados os recentes acontecimentos com a minha mãe, deu-lhes para a má-língua política e socratista, ou seja… felizmente que os caixotes revestidos a azulejo assinados pelo nosso primeiro desviaram as atenções do meu celibato.

(fico a “dever-lhe” esta…)

a priminha de 27 aninhos, quase 28, está… um tesão.

ainda bem que pouco me liga, senão… credo… ainda lhe fazia a folha.

adiante…

foi uma reunião boa… houveram algumas vidas que melhoraram um pouco no entretanto, de dezembro para cá, o que me deixou bastante feliz.

a velha matriarca é que continua irascível e intragável… aquilo é incurável.

 

 

páscoa 2

 

parto-me a rir com os anúncios da tmn… da trata de triplicar o saldo, dos coelhinhos, etc.

aquele rei mago é impagável !

notei que, para além dos catraios, só eu e mais cinco é que achámos um piadão àquela tralha toda.

está portanto definida a “facção” dentro do “clã”… que o tipo de humor também é uma forma de se perceberem cumplicidades.

 

e lá está… “por onde saem os ovos ?!”, pois !...

okay… sou um tonto, pronto.

 

 

páscoa 3

 

ainda não percebi grande coisa daquela polémica com a aluna, a professora e o telemóvel… ou, calhando, pouco terá para “perceber”.

(era outro dos assuntos em “debate”…)

 

o meu mais velho diz-me : - oh Tito, na minha turma há miúdas sempre  ao telemóvel durante a aula…a mandar smésses…

- e achas isso correcto ? – pergunto-lhe.

- eu não… mas elas são “agarradas”…

- e as professoras ? que fazem ?...

- às vezes tiram-lhes os telemóveis e só lhos dão no fim das aulas ou no fim do dia.

- e tu ?... nunca mandas uns… smésses ?

- achas ?!?!?... nas aulas ponho em silêncio ou desligo quando tenho pouca carga.

- mas nunca houve nenhuma cena assim na tua escola ?

- nã… na minha turma não… mas falam lá na escola que vai sair uma lei que proíbe levarmos telemóveis, mp3, pens e outros equipamentos electrónicos.

- mas isso já é proibido, não é ?...

- sim, nas aulas… mas agora dizem que é na escola toda.

não lhe comento mais nada.


bom… vou ter de perguntar ao DT, o que se passa exactamente.

podem dizer o que quiserem acerca de “pais super-protectores” e afins que, a mim, isso não me interessa para nada !

há milhares e milhares de miúdos para quem o telemóvel é, em grande parte, uma forma de contacto com a família, que para além da vertente lúdica faz parte de uma segurança que a tecnologia tornou possível.

já chateia esta alarvidade de quando não se consegue resolver o problema de base, vai de proibir… esquecendo que se continuam a castigar milhares de justos pelo pecador.

se assim for… vai haver merda !

mas "sacudi" a coisa da mente... estávamos em família...

 

 

páscoa 4

 

vou a entrar numa pastelaria de Santarém com os meus sobrinhos e um amigo do do meio, quando… dou de caras com uma ex-colega minha de um antigo emprego.

surpresa… há quantos anos… o mundo é pequeno… etc e tal…

julgou que eu ainda era casado e que os quatro eram meus filhos.

expliquei-lhe que não e… ficou visivelmente radiante !

(as mulheres, muita vez, não são assim tão indecifráveis quanto se diz…)

- hummm, pois… também estou divorciada… divorciada e boa rapariga… (risos)

pois pois…”rapariga”, obviamente… “boa”, absolutamente !!!

(eh pá, putos… tomem lá 40 euros e bazem…) foi só um pensamento...


a conversa foi curta… eu estava de entrada com o infantário, ela de saída com um grupo geriátrico… mas, trocámos números de telemóvel e promessas de um encontro em Lisboa.

foi bom saber que ela é mais uma das que acham que os homens são como o vinho do Porto… é sempre uma informação relevante !

afinal sempre existem “ovos da Páscoa” !

( mnhammm… que coelhinha tão apetitosa que ela está !!!)

 

 

páscoa 5

 

- Ah… mas então o que a sua mãezinha teve foi uma broncopenomia’ !

 

ainda estive para dizer que há uma coisa chamada broncopneumonia (ou pneumonia lobular se preferirem), mas… tenho esta mania lixada de não dar à dica com pessoas que ostensivamente se acham mais cultas que as demais.

e não… não foi só uma “simples” broncopneumonia.

 

 

páscoa 6

 

e acerca da minha dedicação/preocupação pela minha mãe nestes dias… dizia a “mulher-moderna-espertalhona-sofisticada” :

- ai os homens, os homens… tenham a idade que tiverem estão sempre dependentes da mãezinhas…

(…?...)

eu ia perguntar-lhe se ela já tinha experimentado a ser sodomizada… pois é um autêntico bálsamo para aquele estado opinativo idiota, mas… a minha ovelhinha negra pôs-me a mão no braço, o que tem sempre um efeito calmante em mim.


estas coisinhas, muito engraçadinhas, muito “femininas”, são porreirinhas em reuniões de amiguinhas no salão de chá ou até no bloguezinho…

mas frente a um maduro, mais vivido que ela (de certeza), que teve a mãe em risco de vida num hospital dias antes… é algo completamente desaconselhável !

não sei se se pretende que seja sinal de uma qualquer “coragem”… mas de estupidez, é-o de certeza !

 

 

páscoa 7

 

no "cantinho dos petiscos", estava abrigado…

a luz difusa do sol, que se começava pôr por detrás das nuvens, vinha até mim por entre as árvores de fruto… o ar estava parado e tépido.

estava sozinho, recostado na cadeira junto à mesa de ripas de madeira, meio preguiçoso, meio apreciando aquele fim de tarde vagamente primaveril, bebendo o meu conhaque…

um pardal pousou nas costas da cadeira em frente.

entreolhamo-nos…

ele muito irrequieto, eu muito quieto…

olá”, disse-lhe.

meneou a cabecita, saltou para cima da mesa.

entre nós… três minúsculas migalhas de folar… percebi-lhe o irresistível da coisa.

dois ou três pulinhos para a frente, sempre comigo sob mira… bicou uma migalha… dois ou três pulinhos para trás… comeu-a.

repetido o processo mais duas vezes e tornou a recuar para as costas da cadeira.

parecia estar a mirar-me com atenção.

sorri.

- está bom o folar… não está ?

tornou a menear a cabecita daquela forma que torna os pardais tão “reguilas” para mim.

depois voou para uma nespereira mesmo defronte.

também gosto… de umas nêsperas sumarentas depois de umas fatias de folar.

 

 

páscoa 8

 

não sei aonde perdi a minha religiosidade… nem exactamente porquê…

sei que teve algo a haver com a morte do meu pai mas, muito sinceramente, não tenho consciência de “o quê” exactamente, nem recordo nenhum episódio específico para o “corte de relações”.

sei que fui umas 5 ou 6 vezes à missa, mas… disse à minha mãe que não mais queria ir e ela nunca me obrigou a tal.

isto para ???...

para dizer que, mais uma vez, a data é mero pretexto para estar com a família, deliciar-me com o borrego da minha tia e para mamar amêndoas… nada mais.

(e deverei acrescentar: para reencontrar ex-colegas de antigos empregos, se possível ?)

 

ainda assim…

íamos na rua (eu, os meus irmãos e cunhadas) e surge-nos uma daquelas velhotas que nos “conhecem desde miúdos” mas de quem não nos lembramos em absoluto e pergunta-nos se o compasso ia lá a casa (a casa da nossa tia portanto)…

os meus irmãos ficaram tipo, “o quem ?!?”… e antes que respondessem que não haviam arquitectos lá em casa ou coisa do género, lá respondi à velhota que “achava que não, que a minha tia não havia preparado nada”.

a velhota, depois de uma expressão que aparentava tristeza, lá mandou beijinhos e aquelas coisas todas… e foi à vida dela.

depois… eu, que nada ligo à igreja, lá tive que lhes explicar o que é o compasso… tradição de que não me lembro sequer que fosse seguida por aqueles lados.

limpar bem a casa, pintá-la ou caiá-la se possível, esperar pela vinda do padre para a benzer… beija-se a cruz e dá-se comida e bebida, claro.

(há muito tempo que não ouvia falar nisto…)

 

 

páscoa 9

 

e já chega de conversas em família, de cusquices de aldeia, de filmes bíblicos na tv e de comes-e-bebes a toda hora.

amanhã, domingo de páscoa… desculpem lá qualquer coisinha mas… depois de uma coisa que quero fazer de manhã com a minha mãe, volto para Lisboa, vou almoçar com o TT e depois… há-de ser “má vida” e da “muito pouco católica” até às tantas.

há que fazer render o tempo para tudo…






sinto-me: em paz...
música: Il Trovatore - (Giuseppe Verdi) trechos

publicado por sextrip às 11:12
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