Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Tânia - uma mulher (parte 3 de 3)




subimos ao quarto.

apressado, com ela colada às minhas costas – uma mão dentro da minha camisa, outra dentro das minhas calças – tentei repetidamente abrir a porta do quarto.

nunca o abriria – estávamos no 3º andar, o meu quarto era no 4º.

ela quase caía no chão a rir – passavam já das duas da manhã.

 

eu de tenda armada, ela querendo furar o vestido com os mamilos, ambos em desalinho.

não nos cruzámos com ninguém, felizmente.

entrados finalmente no quarto certo, não passámos do hall.

foi logo ali – ainda o trinco não fizera clic – que nos explorámos na voracidade de mãos e bocas, sapatos e roupas voando.

prioridades prementes – eu queria aquelas mamas, ela a minha verga.

encostou-me à parede, engoliu-ma de uma assentada – ganhou-me o 1º round.

(vi estrelas)

 

naquela posição, um homem quase não explora o corpo de uma mulher.

(não sendo que tenha o dobro de braços ou se incline de forma desconfortável sobre ela)

cada vez que tentava mudar a posição, ela engolia-me até ao fundo e deixava-me sem forças.

manietou-me completamente.

estive prestes a vir-me por algumas vezes e tive de a refrear.

adoro um broche e ela era exímia

mas queria-a e ainda mal lhe tocara.

impus o corpanzil, puxei-a para cima, procurei-lhe a boca com sofreguidão, peguei nela, levei-a para a cama, rocei-lhe a verga pelas pernas, pelas ancas, pela púbis, deliciei-me finalmente com aquelas mamas grandes e firmes, apalpei-a de alto a baixo

quando lhe quis a mão entre as pernas enquanto lhe chupava os mamilos, apertou-as, negou-se-me e riu-se, riu-se……

(sacana!!!)

- tás a gozar-me, sacana… não tás?

 (mas esquecia-se... que é quase metade de mim – sou muito tamanho para sacanear)


agarrei-lhe os pulsos acima da cabeça.

lambi-lhe os sovacos perfumados.

pus-me por sobre aquelas mamas lindas.

rocei a verga tesa nelas – entre elas – a glande nos mamilos.

riu-se, gemeu, debateu-se, tentou abocanhar-ma – não deixei.

tinha uma vontade terrível de lha enfiar na boca rubra – mas não cedi.

provoquei-a e tornei a provocá-la.

sempre a agarrar-lhe os pulsos, rodei para o seu lado.

fui descendo naquele corpo lindo.

beijando, lambendo, mordiscando.

larguei-lhe os pulsos, agarrei-a pela cintura, enfiei-lhe a língua no umbigo.

“passou-se !”

ria, guinchava, soprava, ria, contraía-se, soluçava, puxou-me pelos cabelos, tentou fugir ao meu abraço, girar sobre mim – não deixei.

 

a minha mão encontrou o caminho entre as pernas que já não ofereceram resistência.

húmida …… como seda encharcada.

quente – quente – tão enlouquecedoramente quente.

- fode-me, fode-me

- não …… ainda não

 

a púbis, linda, mesmo à medida da minha mão.

os meus dedos brincaram dentro dela – o polegar massajando o grelo proeminente.

enquanto lhe chupava e lambia sem tréguas os mamilos duros.

estava quase ao meu colo – sentia a minha verga rija a roçar-se, repleta de tesão, mas não lhe conseguia tocar.

queria-a assim – nas minhas mãos – eu só para ela.

 

no ponto – fui lamber aquela cona tão apetecível, depilada a preceito, recentemente.

(tu não és “febra” nenhuma – tu és o requinte do Sushi)

tentaste rodar para um 69 – tornei a não deixar.

 

primeiro, delicadamente – depois, num crescendo com vigor – debaixo para cima, lentamente de novo, chupando o grelo suavemente, enfiando a língua, dedos entrando e saindo, novamente com vigor, quase fúria, prendendo os teus lábios com os meus, puxando levemente, dedos de novo, um, dois, lambendo para os lados, em redor, devagar, rápido, soprando o grelo, lambendo-o, chupando, mais um dedo, botão de rosa e por todo o caminho até cá acima – fodi-te com a língua.

rosnavas, gemias, parecias chorar, contraíste-te, relaxaste, contraíste-te de novo, suplicavas e gemias, gemias.

de repente – todo o teu corpo de convulsionou, em réplicas, em vagas – o teu sabor mudou, mais agridoce ainda – intensifiquei o minete quando parecias querer fugir.

vieste-te a praguejar – música para os meus ouvidos.

 

ao contrário de outras

não te entregaste ao deleite lânguido.

vieste para mim, cara de predadora, empurrando-me com fúria.

fiquei de costas, surpreso, ainda a saborear o teu gosto na minha boca.

parecias danada comigo – enfiaste a camisa num ápice, quase à bruta.

não tive tempo para pensamento algum.

pulaste sobre mim, cravaste a cona na verga que fremia de desejo.

estavas uma fornalha – não houve músculo meu que não se contraísse.

urrei, rangi os dentes, crispei os punhos.

quis espremer-te as mamas – foi a tua vez de não deixares.

quis fincar-te as nádegas – não deixaste – pagaste-me a agonia.

as tuas mãos faziam uma força irreal no meu peito, o teu cabelo caía-me sobre a cara, saltavas na verga que te comia, arranhavas-me, arrancaste-me pêlos, guinchei, não via nada, todos os sons se distorceram, animalescos, o ar ficou com gelatina, denso…

- esporra-me, esporra-me, gritavas

e eu a “agarrar-me” a um fio, mais fino que um cabelo.

aquele zumbido monstro na minha cabeça, o fervilhar no ventre e tu pulando sem dó, incansável, inexorável, para - de repente – te encavares toda, com força, até à raiz da verga torturada e dares à anca furiosamente.

 

o quarto explodiu, a minha boca escancarou-se num urro mudo, à beira do abismo agarrei-me às tuas mamas, arqueei nos rins erguendo-te cravada em mim, comigo, num estertor ...... e explodi então.

 

quando "regressei" …… o meu urro de besta vencida pairava ainda no ar, sentia as gotas do teu suor chovendo no meu peito, o teu cabelo negro fazendo colagens no meu rosto, o suave vai-vem do teu corpo ainda fundido no meu.

- oh deus!... – murmuraste tu, diluída num quente expirar.

 

puxei-te para mim, abracei-te como se fosses porcelana.

passeei as mãos pelas tuas costas encharcadas, pelas nádegas redondas que ainda impunham movimento.

as tuas mamas esmagadas contra mim, o teu rosto junto ao meu – era um segundo êxtase.

beijei-te – beijei-te – beijei-te

 


lentamente, afrouxou o teu movimento – apenas restavam palpitações.

subias e descias agora ao sabor do meu respirar.

senti o teu expirar quente tornar-se longo, profundo.

o teu peso fazendo-se sentir melhor.

espreitei o teu rosto e ri-me devagarinho.

dormias.

acariciei-te o cabelo – deixei-te a passear em terra de anjos.


 

que mulher!!!

lembro-me de pensar com um sorriso.


 


 


sinto-me: deliciosamente exausto
música: Caçada - (Chico Buarque)

publicado por sextrip às 13:59
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