Sábado, 11 de Agosto de 2007

há coisas fantásticas, não há??? (01)




e esta!?!?!...


uma senhora que definitivamente estava afim de mim
passou claramente a repudiar-me
desde que, numa conversa de grupo
admiti que ouvia Marilyn Manson e ser fã dos Prodigy



sinceramente...... nunca me havia acontecido uma assim!
não sei se vá a correr mostrar-lhe a minha discografia de Callas
se aprenda com urgência qualquer coisa do Sardet

é certo que concordo com o Veloso
« não se ama alguém que não ouve a mesma canção »
mas... por favor... a ideia eram apenas umas quecazitas!!!

não sei se a mulher ficou temerosa que eu...... nu
ficasse com ar andrógeno,
com um olho de cada cor,

e de cabelo verde e roxo...
mas, okay!


contraponho que não sou assim tão crítico
cheguei mesmo a ir para a cama com uma fã do Marco Paulo
não fizemos nenhuma tertúlia musical
ela não cantarolou que tinha dois amores enquanto fornicávamos
tudo correu lindamente...

mas pronto
lá fiquei conotado com a "malta esquisita" e lixei-me
terei de viver com mais esta injustiça
( eu e a minha grande boca, fosga-se!!! )





curiosamente:
já depois da "tampa", comentava um gajo conhecido:
- também, que esperavas?!? um gajo da tua idade a gostar dessas barulheiras!!!

pronto... está decidido...
vou comprar um cachimbo com os respectivos acessórios
e esgalhar alguns comentários catedráticos
acerca da poesia de Cohen ou dos acordes de Piazzolla


dar uma queca está cada vez mais difícil
caraças!!!


sinto-me: desquecaízado
música: escolham vocês... que eu já não digo nada

Domingo, 22 de Julho de 2007

ironias



há dias atrás - conversa de "colegas" de trabalho numa cervejaria
só gajos - tema : mulheres e fodas

as inevitáveis façanhas, claro
(e são sempre os mesmos - aqueles gajos têm cá uma sorte!!!)
o já clássico "como as gajas são"
e o imperdível relatório dos gajos que "apanham cornos".

não imagino porquê, mas...
quando o pessoal das vendas vai aos jantares
a "ordem de trabalhos" é sempre esta!
(coincidências)

eu estou sempre um pouco excluído destas discussões
por razões que não interessa explicar muito - lol lol lol







a certa altura (para meu espanto) falava-se de menage-a-trois
aí... agucei o ouvido
uns a favor, outros contra
as habituais tiradas machistas e/ou moralistas

mas primaram algumas:


- Eu não faço, porque sou capaz de foder durante umas três horas sem parar e depois o gajo ainda ficava traumatizado ou a gaja deixava-o por ele não prestar na cama.
- Eu só experimentava se fosse o primeiro a fodê-la. Não ia enfiar o caralho num sítio onde o outro já tivesse estado.
- Arranja daqueles que o gajo não fode. Só quer ver.
(risos)
- Mas vocês ainda não perceberam que as gajas que fazem isso são sempre gordas ou foleiras?!?
(risos)
- Pois é. Já estão nas últimas, já não se importam.
- E há muitos gajos que são impotentes e só têm tesão a ver as mulheres a serem comidas por outros gajos.
(coro de "é verdade")
- Isso não é bem assim. Há casais novos nessas merdas e as gajas são bem boas.
- Isso é só nos filmes pá!!!
(risadas)
- Não, não é. Já vi alguns sites e...
- Ó pá isso é tudo treta, as fotografias nem são deles, tou-te a dizer!
- Mas deve ser muita esquisito... tar a foder uma gaja e o marido ali a ver, nã é?!?
- Pois cá a mim dá-me tusa...
(por acaso - dito pelo mesmo que dissera que eram todas gordas e foleironas)
- Cá a mim isso não interessa. Mal de mim se para foder gajas tivesse de gramar os maridos.
(coro de yah's)
- E as gajas viciam-se naquilo. Depois já não lhes chega o marido.
- Ah pois é!
- Por isso é que cada vez há mais cornudos.
- Os gajos do swing é que são espertos. Tão fartos das mulheres e trocam com outros.
(coro de "é verdade")


enfim, eu e alguns mais estávamos fora da conversa.
acabei por me desinteressar.

mas não posso deixar de "registar" um pormenor muito curioso.
um dos machomen entusiasticamente envolvido na conversa
(e um dos mais críticos)
é assiduamente encornado pela mulher
durante as suas ausências em serviço.
(sei-o!)

são das pequenas "coisinhas"
que me fazem rir das "verdades" e "certezas" humanas.


a vida é senhora de uma grande ironia!



sinto-me: a rir para dentro
música: O Meu Compadre - (Sérgio Godinho)

Terça-feira, 17 de Julho de 2007

a primeira vez - M-H-M



em 99 , com 39 anos, tinha uma amiga mais velha do que eu

tínhamos profissão, disponibilidades e gostos semelhantes

 “brincávamos” com frequência

(vamos chamar-lhe Carla)

 

como ia de férias sozinho – perguntei-lhe se me queria acompanhar

para alegria minha – ela aceitou prontamente

era uma mulher muito agradável

desabrida, bem disposta, um pouco espampanante nos modos,

mas com “pinta”

e muito… muito tesuda

tinha um corpo lindo, um rosto com traços ciganos,

um olhar e um sorriso…

(que raios… já estou com formigueiro)

 

fomos até ao Algarve e as férias foram decorrendo

entre horas e horas de praia, passeios, vida nocturna e SEXO

sexo em todas as horas disponíveis, em todos os cantos possíveis

(ocasionalmente …… dormíamos, lol lol lol)

foram das minhas férias mais curtidas – tenho de o admitir

 

Carla era daquelas mulheres que sabem daquilo que querem

flirtava um pouco mas… se lhe davam as ganas… ia buscar o que queria

ela era a aranha e eu a mosca

retirava gozo disso (e ainda bem, lol lol)

 

se íamos para o fundo da praia…

já sabia que daí a pouco estávamos algures numa duna

se íamos passear nas rochas…

já sabia que ia ficar com marcas nos joelhos ou nas costas

se parávamos à beira da estrada

lá nos íamos embrenhar numa plantação qualquer

acho que fizemos sexo todos os dias e mais que uma vez em vários deles

sem exageros, corantes nem conservantes

 

e mais não me cansaria

que era mulher de saber despertar tesões num catatónico

não era apenas uma coisa física

Carla era realmente dona de um magnetismo erótico muito forte

 

 

na última semana de férias, numa outra praia, noutra localidade

fica-me eufórica de repente

encontrara uma velha amiga dela… ali… à beira mar, sem mais

(vamos chamar-lhe Bela)

 

Bela… era mulher um pouco mais roliça, mais baixa, sem o brilho de Carla

mas era muito bonita, extremamente simpática

e ficou deliciada com o encontro

(o mundo é pequeno / que fazes aqui? / este é o meu amigo Zé and so on)

escusado será dizer que passámos o resto da tarde de praia juntos

e que fiquei a saber “tudo” acerca de Bela (claro…)

 

ao fim da tarde, já Carla me havia convencido a passar uns dias com Bela - ela estava sozinha (era divorciada), eram amigas, Bela não nos incomodaria em nada - okay, tudo bem, também simpatizara com ela

 

assim continuámos

só nos separávamos de Bela à hora de recolher aos apartamentos

Carla continuava a levar-me de visita a dunas, grutas e cearas

Bela não interferia

e a sua companhia era agradável também

 

à quarta noite, jantámos perto do apartamento

e ficámos ver um filme na Tv

o Encantador de Cavalos… com o canastrão preferido de muitas mulheres

Claro que… começou a dar-me sono

(o gajo faz-me sono!!! que hei-de fazer??? não tenho culpa)

 

de repente, sobressalto-me

desperto com a mão da Carla a acariciar-me a (já) verga,

por cima dos calções

fico meio em pânico, encolho-me

olha que a rapariga está aí…” – murmuro-lhe

 

só que… a “rapariga” já estava do meu outro lado,

rindo-se da “brincadeira”

fiquei um pouco atónito, sem saber exactamente que pensar ou fazer

(dêem-me desconto s.f.f. – tinha passado pelas brasas e caíra no fogareiro)

 

mas Carla já pensara por mim e sabia o que fazer comigo!

sacou-me a verga para fora e começou logo a lambê-la e a batê-la

Bela, apesar de bastante corada, não se deixou ficar

e despiu-me os calções

num instante estava esticado no chão da sala

com duas mulheres de roda da minha verga com apetites vorazes

(caraças!!!... acho que nunca na vida me custou tanto “aguentar-me”)

 


a certa altura, Carla veio “sentar-se na minha cara”

enquanto Bela parecia querer arrancar-me a verga ao chupão

depois trocaram – depois espetaram-se em mim à vez – depois tornaram a mamar-me em conjunto – depois chuparam-se uma à outra em cima de mim – eram só mamas, cus, gretas, cheiros, gritos, bocas, a minha verga ao rubro com tanta refrega e eu em agonia para

me reter com aquelas duas mulheres num frenesim indescritível.

se não desmaiei de gozo naquele dia – já não me acontece…

sei que, de repente, estavam ambas ajoelhadas em frente a mim

e esporrava-me abundantemente para cima das mamas delas.

 

(depois acho que caí redondo no chão – não me lembro bem)


 

 

acordei, havia uma luz azulada em todo o quarto,

quase julgando ter sonhado

mas os corpos quentes de ambas, uma de cada lado,

desmentiram-me de imediato

também quase de imediato senti a mão de Carla a acariciar-me a piça

acho que murmurei um “ai meu Deus” e soltei uma risadinha, baixinho

Carla não queria saber de “deuses” para nada naquelas alturas

e começou a mamar-me

e poucos segundos depois já me montava suavemente


claro que… Bela acordou.

acordou, olhou, riu-se e pronto… lá recomeçou tudo.

consegui olhar para o relógio de cabeceira – eram 5 da manhã

“sou um homem morto”, devo ter pensado…

 


mas… ver Carla a subir e a descer na minha verga…

Bela a chupar-lhe as mamas, a massajar-lhe o grelo

e a apalpar-lhe o cu…

eu a apalpar ambas…

fez-me acordar completamente.

tudo foi muito mais calmo que horas antes

Bela estava agora menos fogosa que Carla

ainda que não menos desejosa

mas agora passava eu a dominar a situação

fiz minetes a ambas e fodi ambas

acelerava com Carla, abrandava com Bela

eu e Bela fizemos um complô e “tratámos” de Carla até a fazermos vir

depois forniquei e terminei em Bela, deitada nos braços da amiga

gemendo com as minhas investidas, sob os beijos e carícias dela

 

tornámos a adormecer os três, entrelaçados com braços e pernas – exaustos

 


 

 

º

os últimos três dias daquelas férias, passamo-los assim

tínhamos provocações quentes durante o dia

e autênticas "descargas" de sexo à noite

tivemos até um “ameaço” tórrido na praia, num fim do dia

mas Bela não se conseguia descontrair e acabámos “correndo” para casa

 

 º

posteriormente… ainda nos encontrámos os três mais duas vezes

 e Bela “matou” a sua curiosidade em estar a sós comigo,

numa ocasião única, que ela quis irrepetível

(e de que gostei muito).


 

foi a minha primeira menage M-H-M


 


sinto-me: um bocadinho nostálgico
música: Even In The Quietest Moments - (Supertramp)

Sábado, 14 de Julho de 2007

nocturno - miradouro



era o nosso segundo encontro.
iríamos beber algo, falar um pouco e...
seguiríamos para o primeiro menage deles.
Éme e Éle são estreantes no HM+H
mas arranjaram um local para o fazerem.
já havíamos combinado tudo por tlm.

atrasei-me um pouco no trânsito.
(apenas 10 minutos, mas aborrece-me sempre)
quando cheguei, senti que algo não estava "bem".
" - há problema? vocês parecem-me tristes."

o local para o encontro ficara indisponível à última hora.
só o haviam sabido depois do telefonema, já eu vinha a caminho.
desdramatizei a situação.
se era pelo facto de eu ter vindo, não tinham que estar assim.
podíamos conversar um pouco mais, conviver...
o resto, ficaria para outra altura.

no entanto - ofereci-lhes uma ida a um motel, a meu cargo.
Éle não se sentia à vontade com isso.
além de que havia uma segunda questão:
quem inviabilizara a ida para o tal local estava à espera deles,
não iam poder estar muito tempo comigo.
pelo menos - não tanto tempo quanto haviam desejado.
"- aproveitemos então o tempo que temos" - disse-lhes.

estivemos de conversa (muito picante) durante uma hora.
depois passeámos até um miradouro.
estava bastante vento, mas não estava frio.
sentámos num banco a ver a cidade iluminada a nossos pés.
Éle no meio de mim e de Éme.

ninguém à vista - miradouro vazio.
Éme começou a acariciar uma perna de Éle.
segundos depois tinha a mão bem lá dentro do vestido suave e solto.
não esperaram muito para que eu fizesse o mesmo.

Éle tinha as coxas a ferver e não havia cuequinha alguma.
fiquei logo quente - mulheres de vestido e sem cuecas é uma tara.
além de alguns "choques" com a mão de Éme, encontrei o que desejava.
uma coninha macia, quase toda depilada, com um grelo saliente.

contudo, Éle estava nervosa - foi notório.
continuámos, docemente, apenas a acariciá-la,
o mais que o vestido nos permitia.

Éme olhou novamente em redor - eu idém - ninguém!
então ele abriu o pequeno zipper que partia do meio do decote dela.
aberto de par em par, expôs um belo par de mamas.
juntos e sem tirar as mãos de dentro do vestido,
fomos chupando e lambendo.
quase dava para ver os mamilos a embicar e a enrijecer - que tusa!!!

Éle foi descontraindo.
quando os nossos dedos lhe exploraram novamente a ratinha,
já estava húmida.
abriu-se às nossas carícias,
pondo cada uma das pernas para cima das nossas,
ajeitando-se melhor no banco, reclinou a cabeça para trás,
fechando os olhos e gemendo...

sempre controlando em redor,
eu e Éme tudo fizemos para a levar ao orgasmo.
os nossos dedos faziam malabarismos dentro dela,
fantasias desenhadas com sensações.
chegou a lá ter quatro, dois de cada um - irrequietos e malandros...
mas foi difícil, pois ela não se deixava ir o suficiente para o atingir.
demorámos um pouco, mas, por fim, lá chegou!

depois - gozava eu ainda a coninha finalmente encharcada
e os bicos rijos e bons de chupar - Éme pôs-se de pé.
sacou do pau escuro e rijo e enfiou-lho na boca.
ela chupou-o com gula enquanto procurava o meu com a mão.
tirei-o para fora e ela agarrou-o com força - ficou agradada.





contudo, na posição em que estávamos,
a minha mão na rata dela, a mão dela no meu pau,
estorvavam-se os braços - não resultava.
tirei a minha mão - os meus dedos quase pingavam!

ela flectiu-se para vir mamar no meu pau que reluzia de inchado.
tinha imensa água na boca e mamava gostosamente.
Éme tentou virar-lhe as ancas - percebeu-se logo qual era a sua ideia.
mas Éle disse logo que "não", que se aparecia alguém topava tudo.
era verdade!
"- esperem..." - disse eu.

coloquei-me noutro ângulo.
sentei-me nas costas do banco, pernas abertas, pés no assento.
ficava quase de costas para a única entrada do miradouro.
rapidamente fiz com que percebessem que...
se alguém surgisse, ainda que nos visse, não entenderia os vultos.
teríamos tempo para nos compormos - mas Éme teria de controlar.

ela ficou de pé, dobrada de frente para mim,
com as mãos nas costas do banco, mamava-me com deleite.
Éme, por detrás dela, levantou-lhe um pouco o vestido
e espetou-lhe o pau.

em poucos instantes - aquilo foi demais para eles!...
Éle gemia que se vinha de novo.
Éme veio-se ao fim de uma dezenas de estocadas.
eu estava longe disso.
" - quero que te venhas..." - disse-me ela.
sorri um pouco :  " - sou demorado e está difícil " - resumi.
"- deita-te no banco, eu fico a ver se vem alguém." - disse Éme.

Éle mamou-me, lambeu-me, mordiscou-me, engoliu-me...
estava debruçada sobre mim, perto da minha cabeça - torci-me um pouco.
conseguia chupar-lhe as mamas pendentes e enfiar-lhe dois dedos.
a leitada de Éme ainda de lá escorria...

de repente - foi o flash.
"- venho-me, venho-me..." - avisei.
ela bateu-me o pau com vigor.
a minha leitada esguichou direita ao seu peito,
soltou uma exclamação de surpresa e agrado.


depois......
Éle parecia principalmente surpreendida com a naturalidade com que tudo acontecera e com o facto deles os dois terem tido tanta e a mesma vontade para o sucedido no miradouro  -  Éme parecia ainda estar a interiorizar tudo aquilo ou então... estava com uma grande ressaca da adrenalina.


já estavam atrasados - tinham de ir.
despedimo-nos com o desejo de voltarmos a estar juntos.
no tal local - para outros vôos...

fico a aguardar.



sinto-me: nocturno
música: Mas Que Nada - (Black Eyed Peas)

Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

clube sexo



há pouco tempo, o MT e a Rosa (num momento mesmo casual) convidaram-me para ir a um "clube sexual" com eles.

(se alguém desconhece: é um género de clube que, na essência, é uma discoteca com zonas dadas à brincadeira e com outras à parte - neste caso, no 1º andar - onde se pratica o swing ou o sexo grupal)

eu disse logo que não estava trajado para a situação.
havíamos estado na praia, eu estava de polo, calções compridos e sandálias - não dava para ir a casa trocar de roupa (é longe) - a roupa do MT serve-me "nas orelhas", como se usa dizer.

"ah, não faz mal, não estás descomposto, não há problema"

sim - descomposto não estava, a farpela até era daquelas de marca e tal.
segunda questão : aquilo é um clube mais vocacionado para o swing, para casais, etc.

"não há problema, já somos clientes de alguns anos, há outros casais que levam amigas, etc"

(não saiba eu que, nestas coisas, uma "amiga single" é vista de forma muito diferente de um "amigo single"...... mas ok, lá fomos)


pronto... BARRAGEM

logo a começar - um desagrado (muito mal disfarçado, diga-se) por ser um single masculino.
(meu caro : se é "permitido", não há cá lugares a "não é muito usual" - okay?)

depois de conversas "lá dentro" com a personagem mistério, lá veio o veredicto:

"até poderíamos permitir a entrada, claro, mas... de calções e sandálias é que não pode ser - vocês conhecem as normas do clube quanto à indumentária (etc, etc)."

Rosa estava a começar a "ferver" - pedi-lhe que não o fizesse, não valia a pena.
mais alguns argumentos mas...... nada a fazer - era irredutível.

nem de propósito - chega um casal com uma amiga:
elas duas, em dois "vestidos" que mais pareciam biquinis presos por cordões - ele, de fato leve e com um top que deixava apreciar o bronze e os abdominais tonificados até aos pêlos púbicos.
conhecendo a Rosa já o suficiente, calculei o que ía sair dali.

"desculpe lá, mas... os homens podem mostrar os abdominais mas não as pernas do joelho para baixo? pode explicar-me isso, por favor?"

não podia, não tinha explicação - calções não eram indumentária apropriada e ponto final.
ainda pediram para falar com alguém que...... parecia não estar presente, ou disponível, não percebi.

insisti com a Rosa e com o MT - que por favor "esquecessem" a situação.
os meus calções do Coronel Tapioca eram mal quistos e nada havia a fazer.
que ficava para outro dia.
(eles são clientes habituais e sei que nestes sítios atribuem-se "nódoas" à reputação dos casais com relativa facilidade)

contrafeitos, lá abriram mão daquilo - fomos embora.
depois a noite descontraiu-se de novo e passámos um bom bocado numa discoteca normal antes de ... coisa e tal, etc...


não comentei mais o assunto desde lá.
este texto é a primeira vez que volto ao assunto.

compreendo as normas de certos clubes, discotecas, até bares ou lounges (como lhes chamam agora).
mas, somos humanos, não deixamos de nos ressentirmos na coisa e - na verdade - eu não estava nada descomposto, nem os calções pelo joelho ou as sandálias eram, digamos, des-dignificantes.
estavam asseados, não estavam amarrotados, têm até uma certa dose de sensualidade.
as sandálias chego a usá-las no trabalho, pois são calçado bastante formal, não são "sandálias de praia".

não deixa de ser algo contraditório que se demonstre tão elevado grau de zelo indumentário num local onde, alguns minutos depois, haverá quem esteja meio despido ou com "pendurezas" a sairem da braguilha do Armani.

também creio que - ao atirar-se em cara que "se são clientes habituais, deviam saber as normas" (reparo que não está em causa) talvez se devesse ter um pouco mais de recato ao dizê-lo ou mesmo... ter a noção de que há os habitués e os há os habitués desde a primeira hora (o que também devia ser um ponto na política da casa).

por último:  certa ocasião, em Nova Yorque, aconteceu-me algo casual deste género.
mas não para um Clube Sexual - para um restaurante daqueles finíssimos que os americanos bajulam.
e a verdadeira classe da casa (apesar dos bajulamentos) revelou-se :  emprestaram-me um fato completo e gravata, de excelente qualidade, depois de me garantirem a sua total esterilidade.
quando se pretende ter CLASSE - tem de se saber tê-la!


MT e Rosa dizem-me que não tencionam voltar àquele clube.
peço-vos que não o façam (vocês vêm ler, eu sei) porque... um Clube não é apenas um local.
são as pessoas que lá vão, que vocês também conhecem e a restante memória que vos traz.
foi um episódio algo "triste", mas - fico bastante constrangido com a vossa decisão.
pensem nisso.

sinto-me: bãh, que se lixe...
música: I Got Style - (Lou Bega)

Domingo, 8 de Julho de 2007

oito rounds



1º round

olhaste-me quando cheguei.
depois miraste-me - tiraste-me as medidas.
esses bonitos olhos verdes fixados em mim.
( sim, eu vi  -  e gostei )
perguntei aos meus - quem eras, não sabiam.
tu fizeste o mesmo - vim a saber.
foste embora com os teus.
eu fiquei com os meus.
"se à saída, olhar para trás, está interessada"
(tenho obrigação de saber - certo?)
e olhaste
e cruzaram-se os olhares, matreiros


2º round

dessa vez - foste tu quem chegou.
já eu te mirava, quando me viste.
deixei a noite avançar um pouco.
contei-te o tempo, as bebidas, os risos e as gargalhadas.
rodeei-te, cerquei-te - encostei no balcão a teu lado.
momento certo - olás e sorrisos soltos.
imediatamente agradada - eu diria.
igualmente, recíproco - tu percebeste.
foi boa a noite - morna a prometer outros lumes.
foi boa a noite - não sou apressado.
o amiguinho armado em "paizinho" foi engraçado.
(tem o quê? menos 10 anos o mocinho?)
iam de saída, tu e os teus - não convidavas, entendi.
o beijo quase a roçar os meus lábios - revelou mestria
gostei


3º round

quem diria?! - por aqui?!
é verdade, como vês...
andas a perseguir-me.
(não perguntaste - afirmaste)
pode ser... cada um tem o que merece!
soltaste uma gargalhada bonita
os meus, já me conhecem - sabem como sou.
os teus, pareceram-me incomodados.
quando me puxaste para longe.
quiseste outra noite morna - falando um pouco de nós.
percebeste o que eu queria.
mas não me viste forçar conversa.
dançámos - acariciei-te.
sentámos a beber - acariciei-te.
gostaste - parei quando pediste.
foi boa a noite - não sou apressado.


4º round

estavas acompanhada.
só depois de me sorrires subtilmente.
te pisquei o olho e te devolvi o sorriso.
dei contigo a olhar na minha direcção - várias vezes.
tu sabes que fingi não ver.
tens 41, tenho 46
sabemos o suficiente sobre respeitar espaços.
sobre tempos diferentes e como aguardá-los.


5º round

foi delicioso.
adorei a dança - adorei os corpos.
pedindo - exigindo - suplicando.
um pelo outro.
adorei a surpresa dos teus lábios colados aos meus.
(foi!  a sério!  não esperava, como julgaste! )
não naquele momento.
tu sabias o que eu queria.
eu sabia o que tu querias.
por isso foi estranho - aquele teu voltar para o seio dos teus.
perguntei a mim próprio:
se saberia mesmo o que tu querias.
foi estranho.


6º round
.............................................................


7º round
.............................................................


8º round (hoje)

sei que estranhaste.
talvez tenhas perguntado a ti própria:
se saberias mesmo o que eu queria.
º
sabes...
eu gosto de conversar (tu sabes).
e também gosto de flirtar um pouco (tu sabes).
acho que não sou exímio em jogos de sedução (tu sabes...)
mas jogo, driblo, sou driblado, riu-me, faço rir, riu-me de mim mesmo.
deixo andar, faço parar, dou um jeito para que dês a volta.
não escondo a surpresa, não me finjo, não digo que já sabia.
não armo o engatatão, porque não temo ser ridículo.
não me finjo fortaleza, se gostar do teu poema.
não me sensibilizo, se acho que é melodrama.
sou eu - sem mais, nem menos.
(até tu já sabes tudo isso)
também sabes o que quero.
também sabes o que eu não procuro.
º
mas não soubeste...
que era hora de falarmos outra língua.
que era hora de sermos aquilo que somos.
que era hora de dizer...
sim quando é sim - não quando é não,
que o nim já esgotara o seu tempo.
º
foram oito rounds.
poderás dizer que "não tive estaleca" - não me importo.
poderás dizer que temo, que me intimido, que fujo.
ou poderás dizer que apenas queria sexo.
como se fosse surpresa, como se não tivesse sido claro.
por mim - tudo bem - procede como desejares.

apenas (desculpa) não posso ser "menino"!
nunca me passou o tempo - apenas nunca fui.






és uma mulher muito bela.
adorava ter ido para a cama contigo.

sinto-me: 1 pouco frustrado (passa-me)
música: Five Miles Out - (Mike Oldfield)

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Tânia - uma mulher (parte 3 de 3)




subimos ao quarto.

apressado, com ela colada às minhas costas – uma mão dentro da minha camisa, outra dentro das minhas calças – tentei repetidamente abrir a porta do quarto.

nunca o abriria – estávamos no 3º andar, o meu quarto era no 4º.

ela quase caía no chão a rir – passavam já das duas da manhã.

 

eu de tenda armada, ela querendo furar o vestido com os mamilos, ambos em desalinho.

não nos cruzámos com ninguém, felizmente.

entrados finalmente no quarto certo, não passámos do hall.

foi logo ali – ainda o trinco não fizera clic – que nos explorámos na voracidade de mãos e bocas, sapatos e roupas voando.

prioridades prementes – eu queria aquelas mamas, ela a minha verga.

encostou-me à parede, engoliu-ma de uma assentada – ganhou-me o 1º round.

(vi estrelas)

 

naquela posição, um homem quase não explora o corpo de uma mulher.

(não sendo que tenha o dobro de braços ou se incline de forma desconfortável sobre ela)

cada vez que tentava mudar a posição, ela engolia-me até ao fundo e deixava-me sem forças.

manietou-me completamente.

estive prestes a vir-me por algumas vezes e tive de a refrear.

adoro um broche e ela era exímia

mas queria-a e ainda mal lhe tocara.

impus o corpanzil, puxei-a para cima, procurei-lhe a boca com sofreguidão, peguei nela, levei-a para a cama, rocei-lhe a verga pelas pernas, pelas ancas, pela púbis, deliciei-me finalmente com aquelas mamas grandes e firmes, apalpei-a de alto a baixo

quando lhe quis a mão entre as pernas enquanto lhe chupava os mamilos, apertou-as, negou-se-me e riu-se, riu-se……

(sacana!!!)

- tás a gozar-me, sacana… não tás?

 (mas esquecia-se... que é quase metade de mim – sou muito tamanho para sacanear)


agarrei-lhe os pulsos acima da cabeça.

lambi-lhe os sovacos perfumados.

pus-me por sobre aquelas mamas lindas.

rocei a verga tesa nelas – entre elas – a glande nos mamilos.

riu-se, gemeu, debateu-se, tentou abocanhar-ma – não deixei.

tinha uma vontade terrível de lha enfiar na boca rubra – mas não cedi.

provoquei-a e tornei a provocá-la.

sempre a agarrar-lhe os pulsos, rodei para o seu lado.

fui descendo naquele corpo lindo.

beijando, lambendo, mordiscando.

larguei-lhe os pulsos, agarrei-a pela cintura, enfiei-lhe a língua no umbigo.

“passou-se !”

ria, guinchava, soprava, ria, contraía-se, soluçava, puxou-me pelos cabelos, tentou fugir ao meu abraço, girar sobre mim – não deixei.

 

a minha mão encontrou o caminho entre as pernas que já não ofereceram resistência.

húmida …… como seda encharcada.

quente – quente – tão enlouquecedoramente quente.

- fode-me, fode-me

- não …… ainda não

 

a púbis, linda, mesmo à medida da minha mão.

os meus dedos brincaram dentro dela – o polegar massajando o grelo proeminente.

enquanto lhe chupava e lambia sem tréguas os mamilos duros.

estava quase ao meu colo – sentia a minha verga rija a roçar-se, repleta de tesão, mas não lhe conseguia tocar.

queria-a assim – nas minhas mãos – eu só para ela.

 

no ponto – fui lamber aquela cona tão apetecível, depilada a preceito, recentemente.

(tu não és “febra” nenhuma – tu és o requinte do Sushi)

tentaste rodar para um 69 – tornei a não deixar.

 

primeiro, delicadamente – depois, num crescendo com vigor – debaixo para cima, lentamente de novo, chupando o grelo suavemente, enfiando a língua, dedos entrando e saindo, novamente com vigor, quase fúria, prendendo os teus lábios com os meus, puxando levemente, dedos de novo, um, dois, lambendo para os lados, em redor, devagar, rápido, soprando o grelo, lambendo-o, chupando, mais um dedo, botão de rosa e por todo o caminho até cá acima – fodi-te com a língua.

rosnavas, gemias, parecias chorar, contraíste-te, relaxaste, contraíste-te de novo, suplicavas e gemias, gemias.

de repente – todo o teu corpo de convulsionou, em réplicas, em vagas – o teu sabor mudou, mais agridoce ainda – intensifiquei o minete quando parecias querer fugir.

vieste-te a praguejar – música para os meus ouvidos.

 

ao contrário de outras

não te entregaste ao deleite lânguido.

vieste para mim, cara de predadora, empurrando-me com fúria.

fiquei de costas, surpreso, ainda a saborear o teu gosto na minha boca.

parecias danada comigo – enfiaste a camisa num ápice, quase à bruta.

não tive tempo para pensamento algum.

pulaste sobre mim, cravaste a cona na verga que fremia de desejo.

estavas uma fornalha – não houve músculo meu que não se contraísse.

urrei, rangi os dentes, crispei os punhos.

quis espremer-te as mamas – foi a tua vez de não deixares.

quis fincar-te as nádegas – não deixaste – pagaste-me a agonia.

as tuas mãos faziam uma força irreal no meu peito, o teu cabelo caía-me sobre a cara, saltavas na verga que te comia, arranhavas-me, arrancaste-me pêlos, guinchei, não via nada, todos os sons se distorceram, animalescos, o ar ficou com gelatina, denso…

- esporra-me, esporra-me, gritavas

e eu a “agarrar-me” a um fio, mais fino que um cabelo.

aquele zumbido monstro na minha cabeça, o fervilhar no ventre e tu pulando sem dó, incansável, inexorável, para - de repente – te encavares toda, com força, até à raiz da verga torturada e dares à anca furiosamente.

 

o quarto explodiu, a minha boca escancarou-se num urro mudo, à beira do abismo agarrei-me às tuas mamas, arqueei nos rins erguendo-te cravada em mim, comigo, num estertor ...... e explodi então.

 

quando "regressei" …… o meu urro de besta vencida pairava ainda no ar, sentia as gotas do teu suor chovendo no meu peito, o teu cabelo negro fazendo colagens no meu rosto, o suave vai-vem do teu corpo ainda fundido no meu.

- oh deus!... – murmuraste tu, diluída num quente expirar.

 

puxei-te para mim, abracei-te como se fosses porcelana.

passeei as mãos pelas tuas costas encharcadas, pelas nádegas redondas que ainda impunham movimento.

as tuas mamas esmagadas contra mim, o teu rosto junto ao meu – era um segundo êxtase.

beijei-te – beijei-te – beijei-te

 


lentamente, afrouxou o teu movimento – apenas restavam palpitações.

subias e descias agora ao sabor do meu respirar.

senti o teu expirar quente tornar-se longo, profundo.

o teu peso fazendo-se sentir melhor.

espreitei o teu rosto e ri-me devagarinho.

dormias.

acariciei-te o cabelo – deixei-te a passear em terra de anjos.


 

que mulher!!!

lembro-me de pensar com um sorriso.


 


 


sinto-me: deliciosamente exausto
música: Caçada - (Chico Buarque)

Tânia - uma mulher (parte 2 de 3)



estava novamente na minha bebida refrescante pós laboral.

vejo-a chegar -acompanhada de outras cinco ninas.

desta feita tiro os olhos do “EQUADOR” e miro-a desavergonhadamente.

talvez uns 25 anos, bonita, olhos escuros, cabelo negro comprido (que pica), vestida formalmente mas elegante.

(as outras também vestiam assim – calculei que fossem colegas de trabalho)

não me viu logo – conversava e ria, bem disposta.

tirou o casaco, colocou-o nas costas da cadeira.

deu para perceber que havia ali “coisa generosa” (ou melhor : duas coisas)

foi então que os nossos olhares se encontraram.

 

apanhada de surpresa, disfarçou (mal) que não me vira.

sorri – fingi ler – espiei pelo canto do olho.

algo disse às outras – que também disfarçaram (mal) olhares curiosos na minha direcção

(depois, o costume – bz-bzs, risinhos, coisas de mulheres)

pouco depois a cena rolava

 

foi lá dentro ao balcão - trouxe algo para a mesa - não se sentou.

disse algo, as outras sorriram – veio lentamente na minha direcção.

não fingi que não a vi, não armei em desentendido.

pousei o livro, coloquei o marcador, fechei-o acariciando a capa – olhei-a nos olhos.

- olá – disse-lhe com um sorriso, já ela estava a poucos metros.

o rosto iluminou-se-lhe, retribuiu-me o sorriso, devolveu-me um “olá” musical.

- só queria saber se gostaste do bar.

(ia levantar-me para a cumprimentar, mas aquela directa fez-me emendar o gesto – fingi ajeitar a cadeira)

- sim, gostei, muito agradável, obrigado.

ficou a olhar-me com um sorriso malandro.

apostei que estava a pensar : - este gajo tá a gozar-me.

- mas senta-te, por favor – pedi-lhe.

 

- gostei! boa música, bom ambiente – é um bom bar, mas tem uma falha grave.

- sim?! – admirou-se - o quê?

- não estava lá a mulher que mo indicou.

dei um gole no martini, olhando-a fixamente.

- pois ……  disse apenas – depois soltou uma risadinha.

aproveitei o curto impasse – estiquei a mão na sua direcção.

- comecemos do início, sou o José Mwmwm

apertou-ma suavemente, riu.

- sou a Tânia

não lhe larguei a mão.

- ora aí está o que faltava naquele bilhete.

riu-se a valer – gostei do riso dela.

 

»

 

o dia seguinte foi passando, len-ta-men-te  -  desta vez houve contagem decrescente.

dera-lhe o meu número de telemóvel – não pedi o dela, olhara-me com curiosidade.

sete e pouco, ela ligou.

- encontramo-nos lá, okay?  por volta das dez?

que sim, garanti-lhe.

um pouco depois da hora, chegou ela – eu já lá estava.

UAUUU – aquela não era a mulher que eu vira na esplanada!!!

o vestido colante azul-noite torneava-lhe o corpo, cortando a respiração a quem olhava.

a pequena jaqueta, preta e azul, cingia-lhe as mamas e realçava-lhe o pescoço.

cada passo que dava, mostrava que haviam umas lindas pernas desde os saltos altos até lá bem acima.

(comecei a salivar mais que o cão do Pavlov – do umbigo para baixo, nem conto nada)

 

foram passando as horas e as bebidas, na medida certa, com o condão de desinibir.

da malícia subtil caminhámos até ao mais erótico mostra/esconde, brincando com a libido.

Tânia era hábil a provocar, a insinuar-se, a divertir-se.

- sabes quando me chamaste a atenção?  - perguntou-me a certa altura.

- na esplanada, não foi?

meneou a cabeça num “não” divertido e enigmático.

avancei mais uma ou duas hipóteses sem muita convicção – não fazia ideia.

- na discoteca …… estavas a dançar com um casal …… lembras-te?

não disse nada – apenas me ri.

- e que dança!!! até fiquei… - abriu os olhos e a boca num ar de espanto.

soltei uma gargalhada – mas continuei sem dizer nada.

- fiquei excitadíssima, foi o que fiquei !!!

recostei-me a olhá-la, bebi um trago, ri-me com os olhos.

- é que ….. caramba …… vocês pareciam que se queriam comer uns aos outros...


Tânia era inteligente – e muito curiosa – uma combinação sempre explosiva.

fui-me esquivando, omitindo, despistando, mentindo até.

no entanto, a conversa ficou a ferver.

olhares, mãos, corpos a ferver.

algo me disse que ela já não estava “confortável” ali, expirara o tempo.


 


saímos então.

ela tinha o carro para a esquerda, eu para a direita.

estacámos, olhámos um para o outro, rimos.

- e agora? – perguntei eu com o meu sorriso malandro nº3.

- agora… agora… - disse ela, dando dois passos ondulantes na minha direcção.


o beijo quase estalou no ar morno da noite.

tínhamos ambos água na boca, fernezim nas línguas, formigueiro nas mãos.

a púbis roçou-se no meu chumaço com vontades de entrega.

as mamas esmagavam-se de encontro ao meu peito com firmeza.

desapareceram todos os sons, todas as luzes, todos os olhares.

ficámos a sós numa ampola de tesão.


 

- vamos para o meu hotel

disse eu ofegante

- sim, vamos

disse ela com urgência na voz


 

sinto-me: de pau feito
música: I Just Want to Make Love to You (Etta James)

Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Tânia - uma mulher (parte 1 de 3)





para ti - tu sabes - sentes-me



(componente "A")


fomos dar um pé de dança - eu, a Dina e o Ekse.
detesto discotecas onde os decibéis nos esmagam os pensamentos, onde não entendo sequer que coisa é aquela que estou a dançar, onde se têm de gritar frases soltas em vez de conversar.
sou cota, não esqueçam - mas mesmo na juventude preferia os bares ou pubs.
mas aquela nem é das piores - com uma zona afastada, onde se pode estar sem ser aos gritos.

dançava eu com a Dina, juntou-se-nos o Ekse que (lóco, como de costume) começou a dançar de forma muito provocadora.
tanto com ela, como comigo.
ela também o começou a fazer, roçando-se ora em mim, ora nele.
contagiado com aquilo, deixei-me ir também - gerou-se ali uma cena de puro tesão.

ora :  eu com 46, eles os dois perto dos 40 - eramos já bastante diferenciados num mar de malta entre os 20 / 25 anos.
com aquela cena então - ficámos notórios.
houve mesmo quem tenha parado de dançar para topar melhor a cena - diria até que suscitámos algumas tusas alheias.
(curiosamente reparámos nalgumas expressões faciais, aqui e ali, algo incompreensíveis em rostos tão jovens, supostamente mais open minded)

acabada aquela música, recolhemos à zona afastada, rindo-nos à brava com o sucedido.
comentámos as eventuais confusões geradas naqueles espíritos desavisados, mudámos de assunto, bebemos, rimos e acabámos por ir embora.
para a nossa cobóiada, como diz o Ekse.



(componente "B")


nem uma semana depois - andava a trabalhar naquela zona.
estou a beber algo fresco numa esplanada e reparo numa rapariga a galar-me.
(sim, a galar-me descaradamente - não há outro termo)
estava numa mesa, acompanhada de outras raparigas e fazia-se notar pelo seu galanço sem qualquer disfarce.

contrariamente a muitos homens na minha idade, não sou muito propenso a "mocinhas novas".
não tenho grandes fixações em "coisas tenrinhas" - prefiro ter de dar ao dente.
não significa isto no entanto que me faça rogado ou arme em snob.
ela era bonita e o meu ego agradeceu a galadela que retribuí, numa ou duas ocasiões.
mas ...... acabei por mergulhar na leitura do meu "EQUADOR".

nem dei por elas se irem embora.
acabei a minha bebida - estava na hora de voltar ao hotel, refrescar-me, sair, jantar e curtir-me alone.
(Dina e Ekse não estavam disponíveis e não sou pessoa de me impôr)
vivo bem em solidão - não imaginem cenas de filme noir, que não há cá disso.

quando vou para pagar, diz-me o empregado:
- a sua bebida está paga e a senhora deixou isto.....
com um sorrisinho que era suposto ser malandrote, deu-me um papel.
era uma folha de agenda, tipo filofax, dobrada em quatro, que dizia apenas:
amanhã (era o sábado) o "nome de um bar" e acabava em "?"

não reprimi uma risada - aquilo era completa novidade para mim, nunca me tinham feito uma daquelas.
(até que achei uma cena bem à anos 50, lol lol)
fiquei atónito, divertido e deliciado - tudo ao mesmo tempo.
o empregado continuava ali, como se esperasse uma resposta ao invulgar bilhetinho.
ainda pensei em perguntar se sabia o nome da senhora, mas ...... o gajo tinha ar daqueles que se armam em espertos e não estava com paciência para ouvir algo no género: "mesmo que soubesse, não lho dizia".
além do mais - preferia assim.
- Okay, obrigado - disse-lhe apenas e lá se foi ele embora, com o tal sorriso pretensamente malandreco.
(poupem-me - o gajo cuscou o bilhete, foi o que foi)

º

concerteza serei um mau exemplo do macho luso-latino, mas ...... o meu sábado (de trabalho) decorreu sem ânsias, pulgas ou contagens decrescentes de horas.
só por volta das sete da tarde, no meu regresso ao hotel, me lembrei do bilhete.
no entanto já decidira, obviamente que iria ao blind date - só precisava de saber onde era o tal bar.
informei-me, soube onde ficava, soube que era mais concorrido após as dez da noite, soube outras coisas.
jantei, vadiei um pouco e pelas 10 e um quarto lá estava à porta.

surpresa - bonito, muito agradável, bem decorado e (pasme-se) com música de verdade, no volume certo, perfeito.
(Simply Red, no momento em que entrei - mas uma selecção de velhos e novos se sucedeu, com muito bom gosto)

foi o primeiro sinal que me levou a pensar que aquela mulher seria algo mais que "uma coisa tenrinha".
ou aquele bar era o seu gosto pessoal - ou percebeu que seria do meu agrado - ou ...... ambas as coisas juntas.
o que - em termos de engate feminino - tem sempre um cariz de "maravilhosamente perigoso".
aceitaria o desafio.
olhei em redor, atentamente - não a vi, não estava.
pedi uma bebida, escolhi uma mesa visível mas, não espalhafatosamente mesmo frente à porta.

(rapazes : é deselegante fazê-lo - uma mulher quererá encontrar-nos, ver-nos, mas pode não querer que isso seja visível para toda a gente - nunca fiquem escarrapachados frente à porta de entrada, dá muita cana, pode ser muito desconfortável para ela ;  desculpem lá dizer-vos isto)


onze da noite, nada - meia noite, nada.
depois - resolvi "esquecer" e curtir o bar.
algumas boas fotos pelas paredes, um interessante jogo de snooker, várias figuras interessantes mostrando a sua produção cuidada, uma ou duas meninas daquelas mais ousadas para perus-recheados (mas nada de grave) e a boa música continuando.
porém - passava já bastante da uma da manhã e ...... nada.

não estava propriamente "repousado" desde as seis e meia da manhã.
sem outro interesse para além do bar-edifício-música, nada mais me prendia ali.
numa parede revestida a cartão, para dedicatórias, desenhos, etc (muito gira) escrevi:

AMANHÃ, "NOME DO BAR" ? (o que ela havia escrito no bilhete)
é um sítio ao meu estilo - adorei
talvez venha a perceber como soubeste - voltarei
o bilhete ficou muito incompleto sem um nome
beijos, ainda assim
ass. Equador


"foi giro, obrigado", pensei com um sorriso e ...... saí.

sinto-me:
música: Desert Rose - Sting & Cheb Mami

Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

bissexual




hoje em dia - já se fala bastante abertamente em bissexualidade.
há apenas 15 anos - era diferente.
de bissexualidade MASCULINA - note-se
(da feminina sempre se falou)

hoje em dia - muitos casais e mesmo homens singles, referem essa curiosidade, ou desejo, ou opção, etc - em perfis, blogues ou anúncios.





no longínquo (lol lol) 1992 - dava-me com um casal espectacular do Algarve.
era vendedor - andava na estrada - visitava-os tão amiúde quanto eles o desejavam.
ele, alto e magro - ela, baixa e para o "cheínho" - mas ambos um tesão.
eram muito divertidos e acima de tudo muito sinceros.

poucos homens que conheço serão tão potentes como aquele tipo.
era capaz de estar a comê-la horas a fio - a sério.
eu - não sendo assim tão dotado de potência - enquanto ele a comia, deliciava-me a fazer toda a sorte de "maldades" a ela (e ela a mim, claro).

uma vez aconteceu estarmos a fazer um 69 - eu por debaixo, ela por cima - veio ele e enfiou-lhe a piça na rata.
eu, apanhado de surpresa, fiquei a ver a foda - enquanto ela mo chupava todo.
mas não resisti àquele grelo tão gostoso (ui se era) e voltei a lambê-lo enquanto ele continuava a comê-la.

foi então que dei uma boa lambidela em ambos.
ele não se queixou - mas retraiu-se um pouco.
na dúvida - se ele se retraíra por inibição ou prazer -não o repeti.
não queria "estragar" nada.
aquilo passou-se - não se tocou no assunto.

»

tempos depois - volto a estar com eles.
almoçámos juntos - fomos beber café noutro local, numa esplanada.
ele não estava à mesa - ela vira-se e pergunta-me se pode ser um pouco mais ousada.
(que não queria que a levasse a mal, não queria comprometer nada, etc)
que perguntasse o que quisesse - sosseguei-a.

gostavas de mamar o "A" ?

ri-me - lembrei-me logo da tal cena.
respondi-lhe que sim - que nunca tinha experimentado, mas sempre fora curioso acerca disso.
e que tinha gostado daquilo que acontecera da última vez.

mas ele não sabe se consegue fazer o mesmo a ti.  não queremos que te sintas abusado com isto.

agradeci a franqueza - garanti-lhe que não havia problema.
- e tu? que sentes acerca disso? - perguntei-lhe.
meio ruborizada, soltando risadinhas, disse:

fico toda húmida só de imaginar.  gostava de ver.






já estávamos na brincadeira há um bom bocado e ...... nada.
"A" não se decidia - provoquei eu a situação.
num momento em que trocávamos de posições - em que ela o ia brochar e eu comê-la - fiquei ao lado dela e brochámo-lo juntos.

depois ela recostou-se.
apenas a ver e a masturbar-se.
ultrapassada uma certa "estranheza" inicial - que nunca foi nojo nem nada semelhante - comecei a gostar e apliquei-me.
"A" também ultrapassou algo - pois a princípio ora perdia alguma erecção, ora a recuperava.
depois - tudo partiu à desfilada para o excitante.

mamei aquela verga bem rija de todas as formas de que me lembrei - sempre num tesão crescente.
"A" - que como disse, era potente - esteve por duas vezes à beira de se vir.
ela - masturbava-se e acariciava-se com tal frenezim que parecia estar a ser possuída por vários seres invisíveis.
cada coisa - juntando mais tesão à outra.

quando "A" se resolveu a fazer um 69 comigo então ...... ela ficou totalmente "possessa" e pouco depois vinha-se intensamente.

não lhe demos descanso algum e logo de seguida fizemos-lhe uma dêpê inesquecível.
a mulher transformou-se num demónio que nos exigiu e nos sugou todas as forças que nos restavam.



foi a minha estreia na bissexualidade.
(creio bem que também a de "A")
com eles - tornou-se mais uma prática a aumentar a nossa intensa cumplicidade no menage.


---< tenho saudades - ainda que vos saiba "bem" aí por essa segunda pátria >---
sinto-me:

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