Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

script too long (not sex)




once upon a time…

 


… havia um gajo que acreditava que a vida, chegada ao nível de ter uma mulher bonita (e jeitosa), uma boa casa (e bem recheada) dois bons carros e um emprego onde ganhasse bem… além de uma conta bancária confortável,  teria atingindo o seu cume e que, daí para a frente, era tudo uma questão de manter esse status.

a vida estaria “feita” e… mais electrodoméstico, mais "aparelhómetro hi-tec", mais PPR, mais uma ou outra festa… o futuro estava garantido.

 

tudo decorria maravilhosamente até que um dia… o gajo sentiu que lhe faltava “alguma coisa”… chateava-o que, apesar da muita experiência profissional acumulada e de desempenhar a sua profissão como poucos, era sempre um “gajo de 2ª” por não ter a tal coisa do “canudo”, etc… o que, claro, se repercutia também no que ganhava.

 

então… um dia decidiu-se, procurou uma solução para o seu caso e… voltou a estudar.

não foi fácil, já não era “miúdo” nenhum, descobriu que todas as formações “oficiais” que tivera  de nada valiam (puras “tretas” para alguém sacar fundos à U.E.), teve de repetir velhos anos de escola para conseguir nota, fez autênticos malabarismos para iniciar um curso… tudo feito enquanto trabalhava e tentava manter a vida que tinha.

 

evidentemente que, conforme mais avançava, mais as coisas se adensavam e mais exaustivas se tornavam.

estava menos tempo em casa, percebeu o quão oneroso é estudar em Portugal e as despesas aumentaram, o esforço para trabalhar parecia-lhe agora muito maior.

 

onde tirava o curso sentia-se “aluno de 2ª”, ouvindo muita vez comentários que mais o incitavam a desistir do que a resistir… na empresa onde trabalhava começou a ser criticado por “baixar de rendimento”, o que era falso e só havia surgido depois de descobrirem que tentava tirar aquele curso… desistira de algumas actividades de que muito gostava para libertar tempo para o estudo ou para a esposa… conteve radicalmente as suas despesas pessoais, as “miudezas” que lhe davam gosto…

 

mas, o pior, foi o aumento gradual da pressão da esposa para que abandonasse os seus intuitos !  foi o mais difícil de “engolir”…

pois era por ela, também, que ele se lançara naquele desafio.

e agora, era acusado de só pensar em dinheiro e de o colocar em primeiro plano, ao mesmo tempo que era também acusado de fazer baixar o nível de vida do casal, de faltar em casa, de estar a afastar amigos, de estar a desfazer a vida social do casal, etc…

só mais tarde veria o contraditório que essas queixas encerravam.

 

era verdade que, agora, tinham de contar o dinheiro com mais rigor, que não saíam com a frequência anterior, que entre trabalho e estudo ele pouco estava em casa e que, em virtude disso, os amigos já só raramente eram recebidos lá em casa, assim como pouco iam a casa de alguém.

mas… ele continuava a amá-la, fazia os possíveis por agradá-la e dar-lhe atenção, o sexo não lhes faltava e… no geral, achava que a sua vida continuava com a mesma qualidade de antes… apenas mais comedida.

considerava que ela era das melhores mulheres ao de cima da terra, que apenas estava um pouco receosa daquela mudança tão desgastante na vida de ambos, alarmada com os obstáculos que entretanto (e surpreendentemente) se haviam levantado à iniciativa dele… que tudo se haveria de resolver, como sempre haviam resolvido.

para mais… não podia desistir… não agora… estava a meio, se haviam resistido ao início e até ali, haveriam de resistir a tudo.

 

naquela altura… tinha economias que lhes permitiriam resistir uns 6 meses, mesmo que as coisas corressem da pior forma possível.

desde que continuassem no seu nível de vida… não seria economicamente que receariam os tempos mais próximos.

 

foi com surpresa que ouviu a esposa queixar-se de que “tinha ela” de arranjar um emprego, que a vida de ambos se estava a “degradar” e imensas outras coisas pouco agradáveis.

falaram demoradamente sobre isso, fizeram “apanhados” do que até ali sucedera e etc, mas, ela insistiu em voltar a trabalhar.

ele nunca se opusera (ou se oporia) a que ela tivesse um emprego e… se assim ela achava que a vida de ambos melhoraria, por ele, tudo bem.

arranjou-lhe até um emprego numa empresa cliente da empresa em que trabalhava.

 

as coisas pareceram estáveis durante uns tempos até que as suas “faltas em casa” aliadas a uma traição dele, feita anos atrás, foram mote para recriminações e desconfianças cada vez mais constantes, cada vez tão mais disparatadas quanto ofensivas.

a custo, conseguiu lidar com tudo isso durante longos meses, mas… esse ano estava destinado a ser-lhe negro.

 

a morte de um familiar a quem amava quase como "um pai" destroçou-o e durante largos meses tudo em seu redor sofreu bastante com esse facto – não tinha paciência para as cenas da esposa, nem dos seus “chefes” idiotas e já nem no estudo encontrava alegria.

poucas pessoas o entenderam nessa altura e… a esposa não foi uma delas.

 

em seguida, um episódio desagradável ocorrido na empresa foi-se insinuando e corroendo o seu estatuto lá…

com uma mera promessa de um amigo para uma outra empresa, apresentou a demissão, tendo ficado dois meses sem emprego.

mais uma vez… poucas pessoas teve a seu lado e mais uma vez teve a oposição e a incompreensão da esposa.

o ano do curso estava, literalmente, perdido !

 



pormenor de capa "music for the jilted generation", Prodigy

 


uma noite, de regresso a casa despistou-se, desfez o carro, esteve três dias em coma…

ainda em convalescença teve de lutar com invenções de “tentativas de suicídio” que convinham a companhias de seguros e foi contra indicações do médico que se apresentou ao serviço na empresa do amigo…

poucos dias depois um outro amigo, de longa data, suicidava-se por não suportar mais a doença terminal de que padecia há uns anos… ironicamente, ao mesmo tempo que descobria que a mulher o vinha atraiçoando em várias ocasiões com diversos homens.

 

pediu à mulher que saísse de casa (sim, “pediu”)...

não a podia nem ver !…

em poucos meses tornou-se um “bicho”, que trabalhava do levantar ao deitar, que se tornou psicologicamente dependente da medicação, que hostilizou “meio mundo” em seu redor, incluindo um dos seus amados irmãos…

os problemas caíam-lhe em cima com tal frequência, com tal diversidade e com tamanha voracidade, uns por verdadeira “abutricidade”, outros por seu desleixo ou má reacção que, se não fosse um Amigo com um coração enorme e muita sapiência em leis… teria sido disputado aos pedaços.

 

a esposa pediu-lhe para regressar a casa, pediu-lhe perdão, prometeu-lhe ajuda…

na verdade… apesar de tudo, continuava a amá-la, sentia a sua falta e ainda a achava a melhor mulher que conhecera na vida.

mais uma vez… pouca gente o compreendeu, pouca gente o apoiou, muita gente o difamou e muitos “amigos” desapareceram nessa altura… “não era de homem, era corno e gostava” e muitas outras pedradas nos seus telhados de vidro…

 

contra tudo e contra todos, recebeu a mulher de volta…

ela pedir para voltar no pior momento da vida dele, amoleceu-lhe o coração, fê-lo querer “descansar” pondo coisas para detrás das costas, nem sequer questionando nada em demasia, não a recriminando, nem sequer tentando perceber se a perdoava ou não… apenas, não queria falar nisso, queria pretender que nada sucedera.

 

por iniciativa sua, vendeu alguns bens da casa para enfrentar dívidas que se haviam acumulado (algumas surgidas como que por magia), interrompeu o curso por mais um ano, tentou relativizar o seu casamento, investiu forte no seu novo emprego, fez as pazes com o irmão, tentou reequilibrar-se…


o tempo aparentava ter voltado ao velho compasso, ainda que os tempos seguintes tenham sido nebulosos, confusos, indo de extremo a extremo, da dormência da monotonia à demência do bizarro, em todos os aspectos da vida.

quando voltou a estudar… foi de forma muito diferente da primeira vez… quase sem condições algumas, de mente confusa, saltando de sacrifício em sacrifício e… não fosse o apoio do seu novo patrão (não propriamente da firma, mas sim daquela pessoa especificamente) tudo teria ruído novamente !

o tempo passou…

 

com o curso praticamente terminado, percebeu que, se quisesse ir mais além… teria de fazer novos sacrifícios, de pedir e aceitar mais favores.

mais uma vez, a sombra da morte apanha-o de surpresa… um avô e a sua madrinha morrem com intervalo de uma semana, de formas inesperadas e mais uma vez se sente destruído por dentro.

coincidência ou não, uma mazela insuspeita deixada pelo acidente leva-o de volta ao hospital em risco de vida e, como se costuma dizer, é por milagre que sobrevive.

a conclusão do curso fica adiada e novas descobertas de infidelidades da esposa tratam de “acabar” com o que resta.

 

tudo ao mesmo tempo…

um processo violento em tribunal, o processo de divórcio e duas “leituras de testamento”, do avô e da madrinha, que deixa quase inteiramente nas mãos do Amigo.

anda completamente “desvairado”, só quer trabalhar, “demitir-se” de tudo o mais e que o deixem em paz.


aí… comete demasiados excessos e o que lhe vale é ter um Amigo realmente íntegro, que lhe suporta a irascibilidade e mesmo a estupidez, que o confronta com sabedoria e o (re)orienta… que lhe trata do divórcio em tempo recorde, “segurando pontas”, adiantando aqui e atrasando ali, cortando vazas a oportunistas e assegurando-lhe o melhor interesse.

 

ora danado, ora desenraizado, ora alheado… é como um “autómato” que comparece às obrigações que o Amigo lhe marca.

tudo lhe é confuso, hipócrita, agressivo, calculista, chantagista…

 

até que finalmente, no espaço de uma semana, “cai em si”, toma noção da reviravolta radical na sua realidade.

está só, divorciado, com dívidas consolidadas, com emprego, com um curso quase terminado, com duas heranças na mão… com três amigos de verdade e a família a apoiá-lo.

foi como se um elevador que subia lenta e inexoravelmente se tivesse despencado subitamente no chão… como se tivesse descido um silêncio por sobre todo o mundo.

mas algo não batia certo…


as únicas coisas que lhe ocorriam eram, que podia acabar o curso como entendesse, sem mais críticas e recriminações e… que apenas desejava que o deixassem em paz.

não sentia porém, no seu íntimo, nenhum júbilo por essas coisas, dava por si a chorar em silêncio, sem razão aparente, sem saber se era pelas venturas ou pelas desventuras – simplesmente, sentia-se... a chorar de repente.

 

o seu novo patrão, surpreendentemente, dedicou-lhe uma tolerância e uma compreensão que, como “patrão”, não lhe incumbia e… acabou tornando-se um amigo.

um amigo que, muito honestamente, ele não merecia naquele momento, que indubitavelmente Amigo se tornou ao persistir nele e por ele.

 

a sua vida profissional (o seu desempenho principalmente) era uma manta de retalhos que ele “mantinha”… não “desenvolvia”, estava longe de ser bom profissional.

mas… ia-se recompondo e ia compensando.

já por oposição, a sua vida afectiva descia pelo cano abaixo, restringindo-se apenas aos familiares mais próximos e quase por “obrigação”.

 

depois de vários meses literalmente “monásticos”, enveredou pela vida nocturna totalmente desregrada… álcool em cascata, sexo de qualquer forma e feitio, umas “drogazitas” leves só para “brincar”…

descobrir que o seu melhor amigo desde a infância, quase um irmão, lhe havia também andado a “comer a esposa arrependida”, já depois de ele a aceitar de volta, no próprio leito “conjugal” e até mesmo enquanto estivera no hospital… foi como ligá-lo a um reactor !...

 

sentiu-se o ser humano mais “fodido” do planeta, a quem toda a gente sodomizava e defecava em cima de seguida!...

mulheres… eram todas putas ; homens… todos uns filhos delas ; amigos… eram uma miragem…

mergulhou em ódio, em raiva, em auto-comiseração… foi hipócrita, cínico, hostil, pelo puro prazer de assim se sentir, do poder em o ser... de se vingar, não importava de quem...

desapareceu de junto da família, dos verdadeiros (poucos) amigos…

amigalhaços eram às resmas, mulheres aos cachos, álcool, drogas e sexo em catadupa, ia da “noite” para o trabalho, passando pelo duche e pelos comprimidos.

era um suicida latente que rosnava como um doberman a quem disso o avisava...

 

uma manhã soalheira… acordou novamente em cama de hospital.

a primeira pessoa que viu, foi a mãe… e a pior dor que sentiu, foi vê-la com um ar de cadáver !


 

 


 "man" - arte de Fiona Robson


[ º º º ]


tempos depois, provavelmente numa outra manhã mas de luz leitosa…

acordou em casa, num silêncio absoluto...

tinha o seu almejado curso tirado com o seu esforço e não com facilidades dadas por heranças… tinha o emprego que “amigo/patrão” lhe segurara, tinha dele também a proposta para um novo emprego mais aliciante… tinha uma família firme e três crianças maravilhosas… tinha poucos amigos mas bons, um dos quais um autêntico paladino… tinha o corpo curado… tinha bens e dinheiro.

e muito importante… tinha a sua auto-estima !

 

estranhamente… sentiu alegria por ter sido um “merdas”.

e resolveu fazer de si aquilo que sempre havia querido ser, fazer as coisas que sempre havia querido fazer e a vida que merecia e que devia ter.

 

talvez tudo isto, pensarão vocês, desse um bom filme…

talvez  um melodrama daqueles à Bollywood ?!...

...okay, poderá ser… mas arranjem outro “actor”, que este gajo não quer reviver o papel !...


quer viver e isso… é sempre para a frente, sem fitas !

 



adaptação de fotografia de  Chris Howells


 


nem tudo se consegue apenas porque se tem dinheiro…

mas muita coisa se consegue se tivermos coragem em vários aspectos !

se temos quem pareça apostado em destruir-nos a vida…

temos de prestar atenção e dar o devido valor a quem nos quer ajudar.

se ficarmos encerrados em vitimização

acabamos realmente vítimas, mas de nós próprios !

se por cada mal que nos fazem,

quisermos honestamente fazer um “bem” a alguém…

ao invés de apenas arquitectarmos vinganças e desprezos…

se conseguirmos voltar a gostar de nós próprios…

se conseguirmos voltar a aceitar a mão de alguém…

conseguiremos voltar a acreditar em muitas coisas

de que, realmente, não podemos prescindir !

inevitavelmente iremos crescer, amadurecer e viver !

“sobreviver” é um estágio… não um fito, esgotado em si próprio !

porque muitas das vezes em que achamos que “perdemos a vida”…

é apenas sinal de miopia...

de nem sequer olharmos ao nosso redor...

e de cedermos ao “já não acredito” !

 

talvez que o melhor voto que vos possa dedicar,

neste ano novo ou em qualquer outro, seja tão simplesmente…

que acreditem em vocês próprios.

 

 

 

este artigo é para todos vós…

que aqui me vêm ler com assiduidade e que,

de alguma forma, sinto gostarem de mim.

mas peço-vos que não me entendam mal...

por vir a fazer algumas dedicatórias.


 


sinto-me: ( ... )
música: Nasce Selvagem - (Delfins)

Domingo, 4 de Novembro de 2007

crime travestido de arte




mais uma vez... não é de sexo que se trata...



recebi um mail da Culturgest com um conteúdo que me revolta.

não vou discutir este assunto aqui porque acredito que deveria haver um debate entre bloguers mas... que se deve concentrar o mais possível esse debate - que quanto mais disperso for esse debate menos conclusões se poderão tirar.

assim... porque o CrestFallen abriu um artigo sobre este mesmo assunto e nele expõe aquilo que eu exporia, vou fazer o seguinte:

vou colocar parte do conteúdo do mail que recebi (aquilo que importa)...
vou fazer link ao artigo do CrestFallen...
vou cancelar os comentários a este meu artigo...

espero que as minhas razões sejam compreensíveis para todos vós e avanço-vos já que aquilo que se discute é bastante chocante.


---||---



bem que podia ser uma brincadeira mas não o é

esta besta que não tem outro nome pegou num cão vadio e deixou-o
morrer à fome e sede numa galeria de arte – era um dos trabalhos da
sua exposição...

esta besta vai ser o representante da costa rica na bienal
centroamericana,  honduras 2008.

a não ser que as assinaturas sejam tantas que a direcção da bienal
"mude de ideias"...

vamos tentar que isso aconteça?

em nome do cão, em nome da nossa dignidade como pessoas... não se
deixa um animal morrer à fome como obra de arte...



Gabinete de Comunicação

Culturgest

Telf: 21 790 54 54
Fax: 21 848 39 03
www.culturgest.pt


---||---

um artigo que prezo :


"Eres lo que lees". A frase, escrita com biscoitos de ração para cães, foi colocada na parede branca de uma galeria de arte. Junto a essa parede, preso por uma corda e um fio de arame, foi deixado ao desprezo um cão de rua, abandonado e doente. A alguns metros foi colocado um incensário onde, alegadamente, se queimou crack e cannabis durante a inauguração. Sem água e alimento, o animal morreu na própria galeria durante o dia seguinte.
Passou-se na Nicarágua. Tratava-se de uma "instalação" do artista costa-riquenho Guillermo Vargas, conhecido como Habacuc.
A situação, denunciada pelo El País e documentada em várias imagens, tem merecido enorme divulgação na web e deu origem a uma petição online contra o seu autor que reúne, no momento em que escrevo estas palavras, perto de 50.000 assinaturas.

O assombro generalizado por este gesto cometido em nome da arte lançou uma discussão acesa sobre os seus limites. A questão não é nova. Desde que Duchamp assinou um urinol e o intitulou de "La Fontaine" que se debate o que é, afinal, a Arte. A piada centenária parece entretanto ter perdido a graça. Na sociedade do relativismo cultural o grotesco tornou-se uma demanda crítica. De vacas serradas ao meio conservadas em monólitos de fibra acrílica a diamantes encastrados em caveiras humanas, a produção artística contemporânea vive refém das lógicas do seu tempo. A arte tornou-se lugar para a execução de função do gesto estético. Tudo se submete à performance.
Que a arte se tenha de submeter a todo o tipo de degradação é uma triste consequência do desespero em ser visível. Uma arte demitida de qualquer desígnio que não seja a captura de atenção. De tanta pedrada no charco, os "artistas" tornaram-se patéticos denunciadores da hipocrisia alheia. Sob o manto da irreverência e a crítica não resta mais que moralismo seguidista.

Eis, então, Habacuc, o grande moralizador. Pelas suas próprias palavras afirma que " o importante para mim era a hipocrisia do povo: um animal torna-se o foco de atenção quando o ponho num lugar branco onde as pessoas vão ver arte, e não quando está na rua morto de fome".
Quando questionado sobre a razão para não utilizar outra forma de exprimir a sua mensagem, a desumanidade é total. "Recordo o que vejo… O cão está mais vivo do que nunca porque continua a dar que falar".

Não é preciso ser defensor dos animais para perceber o grotesco intelectual em que tudo isto vive. A exibição da morte de um qualquer animal em nome de mais uma pedrada no charco inútil. Habacuc contra o mundo, aos seus olhos carregados de preconceito onde todos seremos hipócritas.
Em nome do desígnio de mudar o mundo, ou de nos mudar a todos, célebres tiranos promoveram os maiores genocídios da história. A Habacuc, em nome de atentar contra a nossa hipocrisia, restou o poder de matar um miserável cão das ruas de Manágua. A arte, essa, já morreu há muito.

in Ideias no Escuro, 23/10/2007


ao "grande moralizador" Habacuc gostaria de dizer cara-a-cara... que antes de me chamar hipócrita, que se olhe no espelho !


ira para artigo
"Petição Online", de CrestFallen


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publicado por sextrip às 19:16
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