Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

férias - engordar



um encontro, uma conversa...
pensamentos que levei na bagagem... ( #01 )
pensados, repensados...
postal ilustrado, telefonema...
e-mail...








é verdade... engordaste.


não te vou dizer que "ohh... não senhora!!!"...
não vou ser hipócrita contigo,
num fingir que não vejo o que é patente
e que tu sabes.

mas vou-te dizer que exageras
e vou-te dizer algo mais, ainda que o saibas sobejamente

que não tem cabimento
essa "preocupação" perante mim !

acaso viste algum espanto desagradado nos meus olhos ?
acaso me ouviste alguma palavra de circunstância ?
acaso sentiste nalgum momento qualquer constrangimento em mim ?

deixa-me responder por ti
não se podem ver, ouvir, nem sentir coisas que não existem !

eu sei que sabes !...
já lá vão anos... não semanas.
mas então... pergunta a ti própria :

achas que irias sentir...
menos fulgor nas minhas mãos ?
menos desejo nas minhas carícias ?
menos ternura nos meus beijos ?
menos ganas no meu tesão ?
menos verdade nos meus olhos ?


queres... primeiro... voltar "ao que eras".
tu o dizes... eu discordo.
apenas engordaste... não deixaste de ser o que és !
não cedas aos clichés.
não deixes que "nos importe" isso.
não me fales em decepção, quando sabes tu muito bem
o que me faz decepcionado com quem quer que seja !

não percebes o quanto as tuas próprias palavras te são nocivas ?
acaso julgas que não saiba o que é a auto-estima ?
sei ! e tu sabes que sei...
e sei o que é mais capaz de a agredir.

faz a tua dieta, monta o teu programa...
eu compreendo.
mas exclui apenas... o que há para excluir.


percebi o que aconteceu.
mas tenho de te dizer que era escusado.
não fui embora frustrado... fui "aguado".
(lol... que é diferente)
teria preferido provar-te no desalinho dos lençóis
o quanto estavas enganada !



21 de Agosto de 2007


º


viste... como nada se havia perdido ?




sinto-me: risonho...
música: Nights In White Satin - (Moody Blues)

Domingo, 21 de Outubro de 2007

férias - convite para jantar - II




havia sido uma noite muito divertida e bem disposta

as duas amigas já haviam ido embora

- agora és só meu

disse ela, pondo música



 

10º dia de viagem
ou... da arte de satisfazer um homem

 

 


apreciou-a pela enésima vez

tinha um ar feliz no rosto – que lhe dava brilho

o cabelo curto, à garçonette, acentuava-lhe a beleza do rosto

o vestido preto, de certeza, vestira-o para ele

estava realmente deslumbrante !

 

gostava daquela mulher !

do alto dos seus quarenta-e-tais

olhava o mundo e a vida com uma serenidade invejável

com uma alegria e uma jovialidade

que o surpreendiam com frequência

 

tinha um sorriso franco e um riso contagiante

ninguém a seu redor ficava triste ou sequer indiferente

deslizando suavemente ao som da música

sentou-se a seu lado, em silêncio

olhando-o nos olhos, sorrindo apenas…

 

por fim, disse

- tive saudades tuas… sabes?

 

mesmo que não fosse verdade

dito daquela forma… era docemente arrepiante !

mas... era verdade !

ele sabia que era… sentia-o !

beijou-a docemente

fez que “sim” com a cabeça

 

- vá... conta-me coisas… que tens feito ?

 

na verdade… estava mais virado para lhe “saltar em cima”

e até achava que ela também

mas… era a modos que um ritual


contou-lhe as aventuras e desventuras mais recentes

fê-la rir bastantes vezes

ficava feliz com o som límpido do seu riso

gostava dos olhos a semicerrar e do leve arrepanhar no nariz

davam-lhe uma expressão tão gaiata

 

- então e…. de meninas, como tens andado ?

perguntou ela com uma gargalhada

 

- olha agora !!!! deves mesmo esperar que fale nisso…

 respondeu ele divertido


ela acariciou-lhe uma perna de forma inequívoca

que lhe despertou um formigueiro imediato

- então… que tem de mal !?!

perguntou com aquele ar maroto.


- nada… não tem mal nenhum… eu é que não te conto…

pôs “ar de zangada”.


- e neste momento… só me interessa uma “menina”.

 pensou que ela ia dar uma gargalhada, mas não…

simplesmente sorriu e veio sobre ele… com suavidade

desapertar-lhe a camisa, acariciar-lhe o peito

beijou-o


 


touch of ivory
bill brauer

*


 

ele quis soerguer-se

mas a pressão da mão dela no peito demoveu-o

ouviu os sapatos dela caírem no tapete

os lábios sedosos chuparam-lhe um dos mamilos

estremeceu

depois o outro

estremeceu de novo

- hummm… que sensível que ele está !!!

disse ela com satisfação


por todo ele roçava-se já o corpo dela, com desejo

entalava o membro já erecto entre as pernas

acariciou as nádegas dela

o vestido macio por cima

aumentou-lhe o tesão por aquele corpo bem torneado

o “fio dental” por debaixo espicaçava-o mais ainda

quis destapar aquelas delícias – ela não deixou

 

puxou-se um pouco para cima

sentou-se sobre a verga aprisionada dentro das calças

ele podia sentir o calor que ela já trazia bem no meio das pernas

e suspirou entre o prazer e a impaciência

a mão dela, contudo, continuava a exigir que aguardasse

 

pegou na mão dele e levou-a à alça do vestido

ele fê-la deslizar para o lado numa carícia

e ela, naquele gesto tão feminino, retirou o braço

o vestido não descaiu

ele quis retirar a outra alça – ela não deixou

com ar coquete, puxou o decote um pouco para baixo

só até assomar uma nesga de auréola

qual nascer da lua no horizonte…

pegou-lhe de novo na outra mão

e tudo se repetiu com a outra alça, com a outra auréola

ele estava em brasa…

 

roçando-se mansamente na verga já fremente

que ansiava por invadi-la

puxou o vestido para baixo, devagar

até o belo par de mamas fugir da sua prisão

aí… já não o conseguiu conter

ele atirou-se de cara aos dois montes sedosos

e desvairado por aquele toque, aquele calor

saciou-se, saciando-a…

 

se é possível levar um par de mamas à exaustão… ele tentou-o

apetecia-lhe rasgar aquele vestido em farrapos

mas essas coisas são muito bonitas… nos filmes

tinha saudades daquele corpo…

- não tires… quero assim…

pediu num gemido, quando ele a tentou despir

 

no ritmo, mandou ela

via-se que o estava a saborear

segundo a segundo, centímetro a centímetro

mal conseguiu olhar para a expressão dela

que de tão entesoada... o levava quase a vir-se

todo o corpo dela fremia, palpitava, exigia as mãos dele

soergueu-se de novo, abraçou-a, beijou-a, acariciou-a, chupou-a…

ela totalmente esmagada contra a verga

que quase rebentava de tusa

tudo pulsando, gritando por liberdade

 

- estou doido por ti… quero-te toda…

rosnou ele

- leva-me…

gemeu ela


 


 

 

__________________________________________


 *

pintura de Bill Brauer

< da qual sou orgulhoso proprietário de uma litografia - lol >

biografia do artista

galeria e venda
espero que gostem


sinto-me: já saudoso novamente
música: You Are So Beautiful - (Joe Cocker)

Sábado, 6 de Outubro de 2007

férias - convite para jantar - I



nestas férias senti-me algo "pendular"
----> vai a sul encontrar-te com A
<---- volta para norte para estares com B
----> de novo para sul porque...

mas, como se costuma dizer...
quem corre por gosto, não se cansa



uma amiga estava quase em final de férias

uma visita que "me livrasse eu" de não fazer
( não era preciso ameaçar...)

já conhecia a sua "casita" de férias - não foi preciso gps

no dia em que pude aparecer e que ela podia receber
recebia também duas amigas suas - a quem eu não conhecia
não comecem já imaginar "cenas maradas"
(se querem disso.... comprem o SexyClub ou outro pasquim do género)
era apenas um jantar a quatro
(pelo menos... esta parte)


10º dia de viagem
ou... da arte de satisfazer três mulheres



(ao telefone)


ela - mas vens jantar connosco não vens ?
eu - sim, vou, prometo...
ela - mas fazes tu o jantar... (gargalhadas)
eu - tudo bem, qual é o problema ?!
(blá blá blá + blá blá blá - até que ficou combinado assim mesmo)
ela - que queres que compre ?
eu - nada... eu levo.
ela - ah, mas que bem.... tenho de te convidar mais vezes (risos).


chegado o dia

fiz as minhas compras de frescos e de vinho a preceito.
descoberta interessante : certos legumes estão a ficar mais caros que um ramo de rosas - este mundo está a ficar louco
isto de fazer jantar para três mulheres tem que se lhe diga


chegado ao sítio

ela estava deslumbrante !
deixou-me logo aparvalhado à entrada
( hummmmm meaammm)

apresentou-me uma das amigas que já havia chegado
( o que me deixou esperançado que aquilo afinal sempre fosse um desses contos do tal pasquim )
mui guapa...




( pintura de Christine Dumbsky )



hora de preparar o jantar

ela - de que precisas ?
eu - até ver... (c/ olhar malandro)... não preciso de nada.
ficou-se a sorrir
eu - preciso que saias da cozinha, se fazes o favor...
foi juntar-se à amiga na sala, que é separada da espaçosa cozinha apenas pelo grande balcão
(adoro aquela casa !!!)
enquanto fui fazendo os meus preparos, fomos conversando.
--> --> -->

a 1ª amiga - ahhh... é tão bom ver um homem na cozinha....
(risos e gargalhadas)
olhei-a, apenas sorrindo.
até que lhe dizia o que lhe faria na cozinha, dizia !!!...
mas a outra (a ela) é um "bocadito" para o possessivo
--> --> -->

a certa altura pretendi abrir uma das garrafas de vinho para regar a comida.
(e não só.... mas okay)
eu - onde está o saca-rolhas ?
perguntei depois de procurar em diversas gavetas que poderiam ser as respectivas.
ela - para quê ?!?
eu - acho que é para sacar uma rolha.... em princípio.
ela - que piadinha.... tens um restinho de vinho no frigorífico.
eu - mas eu quero deste vinho e não um restinho qualquer.
ela - ai a porra !!! (levantando-se)
eu - não preciso que mo venhas dar... só que me digas onde está.
fez "aquele olhar" esquisito...
(não sei quem lhe impingiu que aquilo é "ameaçador"...)
ela  - tá pendurado na parede... na despensa.
lá fui à estupidamente grande despensa.
felizmente estava logo à entrada.
senão lá teria de perguntar "aonde?", coisa que elas detestam...
eu - mas quem é que se lembra de pendurar um saca-rolhas na parede da despensa ?!? tens alguma coisa contra a gaveta dos talheres ???
ela... nada..... só se riu.
--> --> -->

estava quase pronto.
fomos conversando, o tempo passando.
a segunda amiga chegou.
(aparência um pouco "sofisticadérrima" para o meu gosto, mas simpática)

depois das apresentações voltou a vigorar a proibição de mulheres na cozinha.
apesar do exaustor, espalhou-se um suave aroma pela sala.
"perfeito", pensei...
a 1ª amiga - hummm, já me cheira... e bem.
a 2ª amiga - estou pra ver !!! (gargalhadas)
ela - pois... nunca fiando... homens na cozinha, é aquilo que se sabe.
tive uma vontade súbita de juntar o ramo de rosas no tacho...
eu - gostas de TelePizza ?
ela - eu ?!... não... porquê ?
eu - é o que vais comer se não paras com as boquinhas foleiras !!!
(risos e gargalhadas)
--> --> -->

a 2ª amiga - ele também lava a loiça ??? (risos, risos, risos...)
provocadora, a mocinha...
ela - lava !... levanta a mesa e tudo... é muito completo.
(bué de risos)
a 2ª amiga - onde o arranjaste ?... havia lá mais ?
(risos. gargalhadas, tosses...)
eu - não gosto da tua amiga.... tens cá 605-forte ?
(gritinhos e gargalhadas)
a 2ª amiga - calmaaa... tou a brincar... (risos + olhar malandro)
eu - eu sei !!!... (olhar ainda mais malandro)
...
eu - mas é verdade... sou muito completo... também dou massagens relaxantes antes do jantar e tudo.
(gargalhadas)
ela - é lááá, alto e pára o baile...
(eu disse !!!.... uma possessiva do caraças)

º

outro dos meus prazeres.

ver uma mulher comer uma garfada e ficar com ar ausente
de surpresa... ou quase de êxtase...
é como se o mundo parasse...
calando-se todos os sons...
enquanto ela saboreia
um "mmmm" deliciado é pura música



( pintura de Christine Dumbsky )



mais dois momentos:

a 1ª amiga - ai a minha dieta !!!...
a 2ª amiga - não está mau... não está mau...
tirei-lhe o prato e levei-o para a cozinha
(... "não está mau" ?!?...)
pôs-se a comer da terrina e foi uma gargalhada pegada

ela (com ar sacaninha para as amigas) - acho que vou pagar isto bem caro...
(risos disfarçados e abafados + olhares entre elas)
deixei passar... deixei assentar...
eu - ai vais, vais !!! podes crer...
(rebentou a gargalhada geral)
eu - e é em várias vezes... que isto é "cozinha de autor".



do resto... falamos numa próxima oportunidade


- site de Christine Dumbsky : apreciem -


sinto-me: (senti-me) muito bem
música: What's Love Got To Do With It -(Tina Turner)

Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

férias - verdades incontornáveis



acredito que existem "verdades incontornáveis"


por exemplo...
se eu não quiser atrair atenções na rua, visto algo que não faça por isso
não preciso de estar "mal vestido"
nem que me sinta mal naquilo que trajo
basta-me entender o que poderá ocasionar "atracção" e evitá-lo

usar um fato cinzento pode ser boa ideia mas....
se for penteado à moicano também não resulta





8º dia de viagem
ora estando eu numa esplanada alentejana
vejo chegar uma mulheraça


quase no metro e oitenta, super bonzeada, com dois pernões magnificamente torneados que iam dos sapatos altos de agulha até à micro-saia
que quase (quase,quase) deixava ver tudo aquilo que (supostamente) pretendia tapar
um ventre bem tonificado, com um piercing brilhante no umbigo bonito
um top mesmo no "top" que mal tapava um par de mamas bastante volumosas (e rijinhas)
um pescoço alto e bonito encimado por um rosto comprido, atraente, emoldurado por farta cabeleira platinada e penteada à "desgrenhada"
(há um nome franciú todo giro para isso, mas não me lembro)
lábios carnudos, nariz fino, olhos...... não sei, estavam escondidos atrás dos óculos de sol (daqueles enormes, tipo olhos de vespa)

ou seja...
dentro das imagens publicitárias andava bem perto da "mulher perfeita", de sonho, super-modelo, blá blá blá... toda sedosa, firme, com tudo no sítio e nas proporções "certas" para fazer salivar os machos e ferver de inveja as fêmeas

por ela saber disso, vinha "vestida" a rigor para o realçar

fico sempre parvo com as exorbitâncias que custam aquele género de "trapinhos"
tão pouco pano, pouquíssima linha, quase nenhum trabalho a fazer......
mas okay, isso é outra conversa


mas como dizia...
mais do que uma mulher, era um reclamo luminoso
uma declaração erótica viva, móvel....
noutras gírias, "um autêntico avião"


ora...... até aqui, tudo bem !
ela queria mostrar
todos os gajos na esplanada (e na rua) queriam ver
(e elas invejosas - o que também deve dar o seu gôzo)

mas depois veio o que deu origem a este texto

ou seja...... veio o "cão do osso"
um género de cópia barata do David Beckam com cara de rotweiller, que rapidamente se atracou à mulheraça enquanto fuzilava toda a gente com olhar de mau

a mensagem "é MINHA, desolhem" era clara
a grande maioria obedeceu... desolhou
eu, como é meu costume, estava num ponto
de onde podia observar sem ser notado
(é o hábito)

contudo, um rapaz dos seus 18/19 anos estava literalmente "enfeitiçado"
para ele (pobre inocente) o rotweiller não estava ali
o seu olhar (visão periférica incluída) era totalmente absorvido por aquela escultura feminina
a sua expressão era de puro êxtase, de espanto maravilhado
a sério !

se eu fosse mulher e visse um homem olhar assim para mim.... derretia-me de alto a baixo

se aquela mulher estivesse comigo e eu visse aquele rapaz a olhá-la daquela forma, ficaria lisonjeado
era um olhar de "ma que bella" e não de "câboazona" o que, ainda que o desejo final seja mais ou menos o mesmo, não tem o mesmo cariz

bom...... mas o rotweiller não pensava da mesma forma que eu
topou o rapaz e não tardou a fazer a tradicional cena do "ainda não viste?!" e demais perguntas cretinas

ainda assim o rapaz continuava "ferrado" na visão
o que agudizou a coisa
que, por instantes, pareceu ir partir para a desinteligência

depois, a chegada de dois amigos do rapaz
a quem levaram dali para fora
evitou qualquer incidente passional de maior monta

uma certa atmosfera tensa ficou ali a pairar por alguns instantes

o rotweiller parecia aquele radar foleiro do Kit
de quando em quando....tziing, tziiing... lá fazia o seu varrimento "anti galanços" à sua propriedade

acabou reparando em mim (claro)
fiquei curioso
seria o rotweiller capaz de tentar vexar-me, como fizera com o rapaz ?
então, propositadamente, deixei-me ficar a olhá-la fixamente

não sou "cóboi"
mas sinceramente, estou cada vez mais saturado que seja a gente estúpida a estabelecer "regras"

mas não... o clone farsola do David Beckam acabou por des-colar

º  º  º


há gajos perfeitamente incoerentes e inseguros

se temos de aceitar um comportamento matcho daqueles... então que o cavalheiro seja matcho com a senhora e exija-lhe que não saia assim à rua
seja matcho mesmo, carago !!!  ali... mandão... e tal

mas não...
este género de matchos querem mostrar que andam com "uma granda febra", "muito melhor" que as dos outros, boas pra cacete das unhinhas dos pés à pontinha dos cabelos e etc
mas, por outro lado... ficam fodidos que outros olhem para a febra
e isto é incompreensível, "desculpem lá"......

seria bom que crescessem e formassem um carácter, ao invés de cultivarem imagens


atenção
não se julgue que preconize que, uma mulher assim, com um corpo daqueles, pelo facto de se vestir daquela forma tenha de se sujeitar a que a incomodem, assediem ou pior
nada disso !
mas pretender que não seja mirada e apreciada por olhares alheios, é pura parvoíce !

( talvez devesse escolher um melhor companheiro... acho...)


sinto-me: (senti-me) detesto rotweillers
música: My Way - (versão Nina Hagen)

férias - homens, carros, mulheres









7º dia de viagem
ali prós lados do alentejo


um casal amigo (que neste caso não identifico) estava de férias numa bela terra alentejana (que neste caso não identifico) e ali alugaram um “cantinho” estupendo (que neste caso não identifico, lol lol lol)


já não nos víamos há três meses (é verdade, o tempo voa…)

estava convidado a passar uns dias com eles

 

na segunda noite fizeram-se uns “comes e bebes fabulásticos” (lol) e encontraram-se com outras pessoas que eles também conhecem.

 

nesse grupo (hummm rnhaauuu) havia uma trintinha toda jeitosa, mesmo com arzinho de “oi, estou cá para me divertir – que propões?

os meus dentes caninos começaram logo a crescer…

 

ora…… eu era “convidado” e não apenas para a estadia, mas…… não me importava nada de arranjar um “buraquinho na agenda” para afiambrar naquele belo espécimen feminino


contudo refreei-me - nem sabia quem ela era


antes de eventualmente ferir a susceptibilidade dos meus amigos ou de cometer uma argolada enorme… fiz conversa, apalpei terreno, saquei informações, lol lol

 

lá acabei percebendo que pela parte dos meus amigos não se percebia o entrave, que a dama estava completamente livre e que (viva, viva, viva) a minha primeira impressão estava certíssima…

ela gostava MUITO de se divertir

 

okay…… coloquei o meu charme em acção.

 


º º º


mas… nada !


as minhas piadas não surtiam efeito

os meus olhares perdiam-se

os sorrisos falhavam o alvo

as minhas tentativas de aproximação foram todas rechaçadas…

uma hecatombe total… um pavor…


o mais que consegui foram uns “ai, sim?”

meia dúzia de “pois!!!” e diversos “hã hã”

(porca-miséria)

 

rapidamente percebi

que estava a segundos de ganhar “Chato” como apelido

lá parei com aquilo

fiz delete mental à trintinha e desviei o “charme” para outras bandas


º º º


mais ou menos uma hora depois houve quem precisasse de uma boleia para uma localidade próxima e dispus-me ao pequeno favor


já de volta, estacionei a carripana junto ao local do encontro

por acaso…… notei que a tal dama me viu a sair do carro

 

estando eu à conversa com esse casal amigo, veio ela juntar-se a nós


a mulher renascera !!!

emergida dos “ai sim pois hã hã” era agora pródiga em conversa, oscilando entre o coquete e o matrona......

e muito curiosa acerca da minha pessoa

 

- e que faz aqui o vosso amigo ?

fingiu perguntar ao casal, displicente, enquanto sorria para mim

 

- trafico substâncias ilícitas da Colômbia para o Alentejo.

respondi com o meu sorriso sarcástico nº 1

 

- ai sim ?!?  que interessante…

(a gargalhada cínica foi muito mal conseguida…)


 

“foda-se querida… podias ser um bocadinho mais subtil”, pensei

adoro ser “comido”, mas não assim !

 

o “que interessante”, aparentemente, foi-se esmorecendo e alguns minutos depois mudou de poiso


 

 

homens – carros – mulheres

 

 

« Os automóveis, para os homens, são símbolos fálicos, extensões do seu pénis »

 

é um pressuposto freudiano, com bastante de verdade, que muitas meninas gostam de usar em detrimento da masculinidade (sem que o entendam bem, na maioria das vezes) !

 

no entanto, muitas dessas meninas preferem o Bettencourt que tem aquele lindo mercedes ao TóZé que tem aquele fiat a cair de podre

parece que a ilusão peniana funciona nos dois sentidos portanto….

 

nada disto desmente o facto de que, para a esmagadora maioria dos homens o seu carro define (ou tenta definir) um status


o meu não é excepção e também define um status…. ao nível profissional

(no entanto adquiri-o por paixão – juntando o útil ao agradável)

se há um aspecto em que não faço estatuto com ele, é no sexual

 

gosto de sexo por puro prazer, gosto da conquista casual

mas gosto disso por aquilo que sou, que faço ou digo…

não pelas chaves do carro sobre a mesa

(que só por distracção lá ficam)

 

compreendo que quando apenas se pretende foder aquele corpo espectacular, o carrão parado lá fora possa ser uma afirmação pessoal e um argumento a usar

a sério que compreendo


eu também quero foder o tal corpo espectacular !

apenas que…. também quero que tal corpo queira foder o meu

ou que baste o meu sorriso ou tom de voz

 

é que, neste caso, tudo funciona ao contrário comigo

desmotiva-me severamente uma mulher mudar radicalmente de comportamento comigo se calha a perceber que carro possuo


é triste !

é uma razão tão pobre

para de repente se oferecer tão facilmente aquilo que antes se apresentava como algo a conquistar com galhardia

 


nessas ocasiões (e não são poucas) volto para casa com o meu objecto de paixão !


 


sinto-me: (senti-me) indiferente
música: Madame Butterfly - (Malcolm McLaren)

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

férias - olhares e sorrisos


 

 

nunca me agradaram morais muito elaboradas, repletas de princípios, convicções, regras, directivas e afins

por isso, creio não ter muitos “princípios morais”

 

não pagar por sexo, contudo, é um dos que tenho

 

 


 

4º dia de viagem

portimão, sexta feira, depois da meia-noite

 


estou à porta de um bar, com um ex-colega

(a quem vamos chamar Carlos), a quem fui visitar

no interior era impossível conversar

além de que, estacionar à porta de um bar é algo muito interessante

 

noite abafada – falávamos das nossas vidas

afastadas uma da outra há quatro anos

 

chegam três raparigas “bem produzidas” – mirei cada uma delas


- ás minina vãum chégando…


disse ele baixo, imitando sotaque brasileiro de telenovela

com um sorriso matreiro e rematando com um gole de cerveja

- ah é ?... – disse eu apenas

- pois…

 

olhei as raparigas novamente

eram brasileiras sim

divertidas, um pouco espalhafatosas

como disse:  “bem produzidas”

aparentando serem apenas três amigas que vinham divertir-se um pouco

não tinham os “trejeitos” algo característicos de quem alterna


no entanto… Carlos garantiu-me que assim era

e que apareceriam mais – não muito juntas, não em grande grupo

para não atraírem outras atenções, que não as que lhes interessavam

(get it !!!)

 

e lá foram aparecendo realmente

até que…

chegou uma…

 

que diabo… que mulher lindíssima !!!

juro que… estarrecedoramente bela.

como que senti um impacto ao encarar com ela

algo “sólido” quase

- santíssima….. – balbuciei

 

aqueles olhos grandes, escuros

encontraram os meus

e durante um momento (interminável)

não se desviaram

sorriu-me

 

- põe-te a olhar para ela e depois queixa-te que ela não te larga…

murmurou Carlos “como quem não quer a coisa” e rindo-se em seguida

 

não me importei, não quis a secura daquelas palavras

queria olhá-la

apenas olhá-la

 

depois ela “desolhou”

e foi como se eu voltasse a conseguir respirar

que raio!”, pensei

estranhei-me !

(Carlos ria-se, o sacana…)

 

- lá que é boazona, é ! – disse

só então me apercebi que não sabia se ela era “boazona”

que ficara cativo daquele rosto

daquele olhar, daquele sorriso

 

tornei a olhá-la

os saltos altos não conseguiam fazê-la… alta

era pequena, esguia, bem torneada

muito bronzeada (comme il faut)

não tinha o aspecto das outras conterrâneas

essas sim, as mais típicas “boazonas”

cheias de curvas voluptuosas (e bem à vista)

algo índias ou mestiças

exóticas, eróticas, mas com um não sei quê de grosseiro

 

aquele rosto triangular

ao mesmo tempo anguloso mas suave

com grandes olhos escuros, nariz fino e boca bem desenhada

cabelo comprido, muito negro

nada se enquadravam na outra imagem

 

e havia algo mais

algo que não consigo descrever

aura ? magnetismo ? um laivo de aroma ?

ou talvez dos meus olhos…… não sei

 

ela acabou por entrar no bar

não sem antes me lançar outro olhar

outro sorriso

 

senti-me apalermado

quando percebi que ficara aquele tempo em silêncio

o meu ex-colega ria-se com gosto

 

- ó pá, vê lá se te queres atirar à miúda… até pareces engasgado.

 

ri-me – fiz apenas que “não” com a cabeça

procurei retomar a nossa conversa

mas admito – forcei-me a distrair o espírito

 

depois, no interior, vi-a já abraçada a um cinquentão

com ar de “cámone

 



só mais tarde

já no hotel, já a sós

me imaginei na cama com aquela rapariga


soltando a libido

não permitindo outras considerações

que me arrefecessem o íntimo

fantasiei aquela boca colada à minha

e depois

tudo o mais daquele corpo esguio e pequeno

arremessado no prazer pelo meu

masturbei-me

 

adormeci com aquela troca de olhares

de sorrisos

 

º

 

a manhã seguinte veio fria e chuvosa

a melhor demonstração deste “verão” errático

 

também assim vieram os meus primeiros pensamentos

não há cinderelas nestas histórias, nem tu és o Richard Gere

 

num instante fugaz

vivera a fantasia de que aquele sorriso, aquele olhar

não estavam à venda

deixaria as coisas assim

sem necessidade de mais dissecações

 

tomei o duche

afeitei a barba

vesti-me – arrumei o saco

pequeno almoço – check-out

fiz-me à estrada


 


sinto-me: (senti-me) dormente
música: Etelvina - (Sérgio Godinho)

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

férias - 1º dia




- atrasos -


mais uma vez as minhas desculpas ; demoro a colocar os artigos por duas razões :

1º, porque insisto em dá-los a ler às pessoas envolvidas antes de os colocar aqui e “esqueci-me”, tão simplesmente, que havendo pessoas ainda em férias não têm acesso aos seus e-mails com a facilidade usual (nalguns casos já tinha autorização para os colocar mas, ainda assim insisto em que leiam primeiro).

Desejando colocá-los por ordem cronológica, acontece que logo o primeiro atrasou todos os demais.

2º, assim que contactei a empresa foi uma enchente de requisições à minha pessoa.

 

 


1º dia de viagem – 1ª visita

 

 


as férias são quase sempre gratificantes para as menages

como aliás para o sexo no geral

mais disponibilidade de tempo

outras disposições

sem dúvida, mais tesão

 

começava estas férias com três convites de outros tantos casais

três visitas que, só por si e dependendo do meu tempo, me garantiam boa companhia, bons momentos e bom sexo também

para a minha primeira visita apenas tive de percorrer uns meros 150 quilómetros

 

à chegada, contudo......

a minha anfitriã estava acometida de uma indisposição extremamente aborrecida que a retinha prostrada no apartamento

coisas que se comem…. infelizmente acontece.

 

o menage-a-trois começou logo aí

com a menina a ser mimadérrima por dois homens incansáveis

em idas à farmácia, cházinhos, torradinhas

caldinhos, festinhas e muitos beijinhos

(pois, pois…)

 

mas resultou

no dia seguinte já desfrutámos

de uma cautelosa ida tardia até à bonita praia

e a enfermazinha depressa se recompôs

pelo que, ao final da tarde

já lançava descaradas provocações aos seus enfermeiros

 

nestas coisas das menages acontece que

apesar do “miolo sexual” ser muito bom

o que fica por vezes a demarcar a ocasião são as situações limítrofes

os pequenos pormenores, etc


esta foi uma menage muito “calminha” (tendo em atenção o sucedido na véspera) mas começou de uma forma absolutamente deliciosa e que resultou muito tesuda

 



estávamos os três à varanda/terraço do apartamento


a noite estava amena

havia animação de rua num largo mais abaixo

e bastantes outras pessoas enchiam outras varandas do complexo

algumas delas bastante perto

naquele canto do bloco de apartamentos em “L”

 

Nita gemeu e pensei que a indisposição voltara para a / nos atormentar

não podia estar mais enganado.  (que tótó !!!...)

ela gemera porque… as mãos marotas de Zé já haviam encontrado o caminho pela saia acima até àquele belo par de nalgas

 

ri-me… ela riu-se… Zé assobiava…

bom… menage é menage, pensei

e num ápice, muito discretamente

a minha mão direita também passeava na pele sedosa


- ó pá, olhem lá as pessoas – resmungou Nita, sem muita convicção

- quero lá saber das pessoas!?! Ninguém vê… - respondeu Zé, armado em bruto

a minha mão continuava a amaciar aquele belo traseiro e já tinha o ferro em brasa

 

entretanto, a mão de Zé desceu para zona mais recôndita

ficou o traseiro à minha mercê

estoicamente, ela continuava “serena”

ora fingindo-se interessada no espectáculo embaixo

ora olhando o céu estrelado


- está uma noite linda, não está ?...

perguntei eu, gozão, continuando a apalpá-la a preceito

- m…mmm – fez ela apenas

- estás a gostar de ver as estrelinhas ?...

tornei eu, gozando ainda mais

- hummmm, sim. – gemeu ela


Zé ria-se, com ar muito sacaninha

- daqui a bocado ainda vês mais !... – replicou ele

- quero já… - gemeu Nita, pousando a cabeça nos braços, já ofegante

- não, não…… tens de esperar… só quando eu disser.


e ali continuámos à varanda, olhando toda aquela gente

com Nita “presa” entre ambos

já a contorcer-se dos prazeres que lhe dávamos

 

a certa altura resolvi ousar um pouco mais

fingi sair da varanda, sentei-me no chão

e deslizei para debaixo da saia de Nita

houve um momento de surpresa de ambos... depois riram

um ou dois preparativos e…. a minha língua começou a trabalhar

levando mais desassossego a Nita, que estremecia de alto a baixo

estava incrivelmente húmida - principiando a ficar irrequieta

 

não bastasse isto… logo de seguida, Zé ajoelhou-se atrás dela

enfiou a cabeça pela saia e fez-lhe botão de rosa

a pobre Nita parecia estar no epicentro de um terramoto

 

ainda aguentou alguns minutos mas… depois ficou-lhe insuportável

sentir tudo aquilo sem deixar que se notasse


de repente, com um gritinho e uma risada

“fugiu” para dentro da sala num pulo

Zé desequilibrou-se e ficou estatelado no chão

ambos desatámos à gargalhada

 

depois, lá fomos, feitos malucos, de gatas e a rir, atrás de Nita

corremos as cortinas e procurámos por ela

para lhe administrarmos o “tratamento” definitivo

 


como já disse, esta menage foi muito calminha

feita de longos preliminares

menos “vigorosa” que outras no passado

mas nem por isso menos gostosa !

 

 


 

 

fazer preliminares como estes nossos

numa varanda ou a uma janela

pode parecer um pormenor sem grande relevância

mas…

aconselho-vos a experimentarem

tem a sua dose de adrenalina sem que se corram grandes riscos de “atentado ao pudor”


 


 

sinto-me: iniciando...
música: So Far Away - (Dire Straits)

Sábado, 11 de Agosto de 2007

tchau - até setembro





pois é pessoal...

FINALMENTEEEEEEEEE
vou pôr-me a caminho

já fiz as "malas"
já fui beber uns copos
já me diverti um pouco
já me despedi

amanhã... sem despertadores
acordarei com os telemóveis desligados
 tomo banhito, faço a barbita
enfio tudo na carripana
e
tchau, até setembro
beijos e abraços, lindas e lindos
voltarei em força - prometo

até lá... por favor... tentem ser felizes


sinto-me: ready to go!!!!!
música: I Like to Move It Move It - (Shaggy)

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