Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Ana #01



em 2006
por esta altura do ano
manhã de um sábado muito chuvoso





acordei… Ana não estava a meu lado.

apurei o ouvido…

estava na casa de banho.

 

a almofada tinha o perfume dela…

os lençóis tinham… os nossos.

gostei, sorri…

 

era a primeira vez que ela vinha a minha casa…

e também não costumo receber…

mas… soube-me bem…

aqueles outros sons além dos meus.

 

ela apareceu…

vinha com o meu roupão…

meio apanhado de um lado, meio rojando do outro…

parecia que tinha… “encolhido”.

ri-me por isso…

 

ela percebeu e riu-se também…

- gostas de mim, porque sou pequenita… indefesa…

disse, fazendo aquele beicinho pateta.

 

fiz apenas que sim… com ar de lobo mau.

 

num gesto teatral… deixou cair o roupão.

é baixa, de anca larga… mas com um tónus de meter inveja.

e depois… aqueles mamões… mamma mia !!!

o seu orgulho e a minha perdição.

 

- vem aqui para dentro… está frio.

 

deu uma risadinha…

pôs as mãos nas ancas… meneando-se provocadora.

- mentiroso… não está frio nenhum !!!...

 

(raios... para a próxima desligo a porcaria do aquecimento)

 

- está bem… mas vem cá que te quero mostrar uma coisa…

- o que é ?... é um boneco ?...

- é !... é um bonequinho careca… vem cá…

- é uma tataúga ninjica ???

- isso mesmo !...

 

agarrei-a pela cintura, puxei-a para mim e para dentro dos lençóis…

já tinha água na boca quando me atirei àquelas belas mamas...

ela ria-se, gritava, debatia-se…

como se quisesse que eu a largasse…

o seu corpo morno e macio roçando-se no meu…

pôs-me de pau feito num segundo.

 

agarrou-me nele...

- larga as minhas meninas ou quem paga é “ele”… ameaçou.

- não largo !... consegui dizer entre chupões… ela ria-se.

começou a “bater-mo” enquanto gemia entre apalpões e lambidelas

 

os dois, debaixo da roupa da cama… à luta.

entre gemidos, roncos, risadinhas e gritos…

devia ser uma cena  bem gira em vídeo !...

(nada daquelas mornices do BB…)

 

acabou por se pôr de barriga para baixo…

braços apertados ao corpo, pernas fechadas com força…

negando-se com risinhos de malícia.

 

muito as mulheres gostam desta brincadeira !!!...

claro que… para criaturas que sofrem de cócegas crónicas...

não escolheram uma estratégia muito eficaz.

(eu acho que elas gostam é de cócegas, mas pronto…)

 

pouco depois já a possuía como ela mais gosta.

de barriguinha para baixo, cuzinho arrebitado

e eu bombando que nem um desalmado…

(nem sei como ela aguenta comigo… lol)

 

é das poucas “mulheres barulhentas” que me dá tesão por isso.

quanto mais barulho faz, mais louco eu fico !

(e ela sabe…)

um vizinho que acorde com os gritos dela…

só tem que se considerar um felizardo…

e se tiver uma mulher a seu lado, vai comê-la pela certa !

(mas claro… há enconados que querem é sossego, já se sabe…)

 

é puro tesão !!!

em forma de gritinhos, gritos, uivos e sei lá que mais…

além disso ordena e pragueja as coisas certas…

nos momentos certos.

 

se diz “esporra-.te… já

eu cumpro !...

é ordem impossível de ignorar.


 

depois… arquejante...

diz das coisas mais doces que um homem pode ouvir !

 

se fosse “isto”… “aquilo” que dizem…

"que os homens querem-nas taradas, mas depois, querem-nas dóceis"

bem… então…

eu seria um desses homens e ela, assumidamente, uma dessas mulheres.

 

acabámos ambos ofegantes, aos beijos, gozando a acalmia…

(e o silêncio… lol)

 





 

devo ter “mergulhado”…

pois vim ao de cima a ser beijado com doçura….

com ela deitada sobre mim… fresca, do duche já tomado…

(sacaninha…)

 

- e pequeno almoço… vai ?  perguntou.

- deixa… eu faço…  respondi, com intenções de me levantar.

- não… deixa-me eu fazer… tens ovos ?

- ovos ?!?...

Riu-se.

- deixa-te estar… eu vejo o que tens no frigorífico.

- tá…

 

levantou-se… vestiu a minha camisa…

(adoro que uma mulher faça isso !!!)

saiu do quarto…

 

eu estava a precisar de um duche… saí da cama… sentei-me à beira.

ela voltou…

 

- ãããhh… antes de ir lá para dentro… há… hummm… algum sítio onde não queiras que eu mexa ?

 

fiquei a olhar para ela, meio surpreso.

admito que… gostei da pergunta.

poderá parecer descabida…

no meu/nosso caso nem necessitaria de ser colocada…

porque já nos conhecíamos havia algum tempo e tudo o mais, mas…

gostei, pronto !

 

- não fiques assim… foi só uma pergunta…  disse ela rindo-se.

- chega cá…

abracei-a pela cintura, acariciei-lhe as nádegas e beijei-lhe o umbigo…

- se já mexeste no dono, podes mexer na casa…

soltou uma gargalhada e “despenteou-me”…

 

- mas olha que… cada gaveta em que mexeres é “uma destas” que levas !...

avisei… acenando com a cabeça para a cama…

riu-se muito, soltou-se de mim é lá se foi aos pinotes… feita gaiata.

 

fiquei a pensar na pergunta…

sorri-me…

peguei no que precisava… fui para o duche.

 

ao passar para a casa de banho, algo me chamou a atenção no corredor.

 

todas as gavetas do armário que ali tenho… estavam puxadas para fora.


 


são oito…

 


sinto-me: hummmm !!! não digo
música: Pearl the Singer - (Elkie Brooks)

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

férias - engordar



um encontro, uma conversa...
pensamentos que levei na bagagem... ( #01 )
pensados, repensados...
postal ilustrado, telefonema...
e-mail...








é verdade... engordaste.


não te vou dizer que "ohh... não senhora!!!"...
não vou ser hipócrita contigo,
num fingir que não vejo o que é patente
e que tu sabes.

mas vou-te dizer que exageras
e vou-te dizer algo mais, ainda que o saibas sobejamente

que não tem cabimento
essa "preocupação" perante mim !

acaso viste algum espanto desagradado nos meus olhos ?
acaso me ouviste alguma palavra de circunstância ?
acaso sentiste nalgum momento qualquer constrangimento em mim ?

deixa-me responder por ti
não se podem ver, ouvir, nem sentir coisas que não existem !

eu sei que sabes !...
já lá vão anos... não semanas.
mas então... pergunta a ti própria :

achas que irias sentir...
menos fulgor nas minhas mãos ?
menos desejo nas minhas carícias ?
menos ternura nos meus beijos ?
menos ganas no meu tesão ?
menos verdade nos meus olhos ?


queres... primeiro... voltar "ao que eras".
tu o dizes... eu discordo.
apenas engordaste... não deixaste de ser o que és !
não cedas aos clichés.
não deixes que "nos importe" isso.
não me fales em decepção, quando sabes tu muito bem
o que me faz decepcionado com quem quer que seja !

não percebes o quanto as tuas próprias palavras te são nocivas ?
acaso julgas que não saiba o que é a auto-estima ?
sei ! e tu sabes que sei...
e sei o que é mais capaz de a agredir.

faz a tua dieta, monta o teu programa...
eu compreendo.
mas exclui apenas... o que há para excluir.


percebi o que aconteceu.
mas tenho de te dizer que era escusado.
não fui embora frustrado... fui "aguado".
(lol... que é diferente)
teria preferido provar-te no desalinho dos lençóis
o quanto estavas enganada !



21 de Agosto de 2007


º


viste... como nada se havia perdido ?




sinto-me: risonho...
música: Nights In White Satin - (Moody Blues)

Domingo, 21 de Outubro de 2007

férias - convite para jantar - II




havia sido uma noite muito divertida e bem disposta

as duas amigas já haviam ido embora

- agora és só meu

disse ela, pondo música



 

10º dia de viagem
ou... da arte de satisfazer um homem

 

 


apreciou-a pela enésima vez

tinha um ar feliz no rosto – que lhe dava brilho

o cabelo curto, à garçonette, acentuava-lhe a beleza do rosto

o vestido preto, de certeza, vestira-o para ele

estava realmente deslumbrante !

 

gostava daquela mulher !

do alto dos seus quarenta-e-tais

olhava o mundo e a vida com uma serenidade invejável

com uma alegria e uma jovialidade

que o surpreendiam com frequência

 

tinha um sorriso franco e um riso contagiante

ninguém a seu redor ficava triste ou sequer indiferente

deslizando suavemente ao som da música

sentou-se a seu lado, em silêncio

olhando-o nos olhos, sorrindo apenas…

 

por fim, disse

- tive saudades tuas… sabes?

 

mesmo que não fosse verdade

dito daquela forma… era docemente arrepiante !

mas... era verdade !

ele sabia que era… sentia-o !

beijou-a docemente

fez que “sim” com a cabeça

 

- vá... conta-me coisas… que tens feito ?

 

na verdade… estava mais virado para lhe “saltar em cima”

e até achava que ela também

mas… era a modos que um ritual


contou-lhe as aventuras e desventuras mais recentes

fê-la rir bastantes vezes

ficava feliz com o som límpido do seu riso

gostava dos olhos a semicerrar e do leve arrepanhar no nariz

davam-lhe uma expressão tão gaiata

 

- então e…. de meninas, como tens andado ?

perguntou ela com uma gargalhada

 

- olha agora !!!! deves mesmo esperar que fale nisso…

 respondeu ele divertido


ela acariciou-lhe uma perna de forma inequívoca

que lhe despertou um formigueiro imediato

- então… que tem de mal !?!

perguntou com aquele ar maroto.


- nada… não tem mal nenhum… eu é que não te conto…

pôs “ar de zangada”.


- e neste momento… só me interessa uma “menina”.

 pensou que ela ia dar uma gargalhada, mas não…

simplesmente sorriu e veio sobre ele… com suavidade

desapertar-lhe a camisa, acariciar-lhe o peito

beijou-o


 


touch of ivory
bill brauer

*


 

ele quis soerguer-se

mas a pressão da mão dela no peito demoveu-o

ouviu os sapatos dela caírem no tapete

os lábios sedosos chuparam-lhe um dos mamilos

estremeceu

depois o outro

estremeceu de novo

- hummm… que sensível que ele está !!!

disse ela com satisfação


por todo ele roçava-se já o corpo dela, com desejo

entalava o membro já erecto entre as pernas

acariciou as nádegas dela

o vestido macio por cima

aumentou-lhe o tesão por aquele corpo bem torneado

o “fio dental” por debaixo espicaçava-o mais ainda

quis destapar aquelas delícias – ela não deixou

 

puxou-se um pouco para cima

sentou-se sobre a verga aprisionada dentro das calças

ele podia sentir o calor que ela já trazia bem no meio das pernas

e suspirou entre o prazer e a impaciência

a mão dela, contudo, continuava a exigir que aguardasse

 

pegou na mão dele e levou-a à alça do vestido

ele fê-la deslizar para o lado numa carícia

e ela, naquele gesto tão feminino, retirou o braço

o vestido não descaiu

ele quis retirar a outra alça – ela não deixou

com ar coquete, puxou o decote um pouco para baixo

só até assomar uma nesga de auréola

qual nascer da lua no horizonte…

pegou-lhe de novo na outra mão

e tudo se repetiu com a outra alça, com a outra auréola

ele estava em brasa…

 

roçando-se mansamente na verga já fremente

que ansiava por invadi-la

puxou o vestido para baixo, devagar

até o belo par de mamas fugir da sua prisão

aí… já não o conseguiu conter

ele atirou-se de cara aos dois montes sedosos

e desvairado por aquele toque, aquele calor

saciou-se, saciando-a…

 

se é possível levar um par de mamas à exaustão… ele tentou-o

apetecia-lhe rasgar aquele vestido em farrapos

mas essas coisas são muito bonitas… nos filmes

tinha saudades daquele corpo…

- não tires… quero assim…

pediu num gemido, quando ele a tentou despir

 

no ritmo, mandou ela

via-se que o estava a saborear

segundo a segundo, centímetro a centímetro

mal conseguiu olhar para a expressão dela

que de tão entesoada... o levava quase a vir-se

todo o corpo dela fremia, palpitava, exigia as mãos dele

soergueu-se de novo, abraçou-a, beijou-a, acariciou-a, chupou-a…

ela totalmente esmagada contra a verga

que quase rebentava de tusa

tudo pulsando, gritando por liberdade

 

- estou doido por ti… quero-te toda…

rosnou ele

- leva-me…

gemeu ela


 


 

 

__________________________________________


 *

pintura de Bill Brauer

< da qual sou orgulhoso proprietário de uma litografia - lol >

biografia do artista

galeria e venda
espero que gostem


sinto-me: já saudoso novamente
música: You Are So Beautiful - (Joe Cocker)

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