Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

reencontros



bastantes vezes me acontece uma coisa de que gosto sobremaneira.


 

é estar num bar (normalmente é num bar) e trocar galanços com uma nina sem que nunca se chegue à fala…


depois, vou-me à “minha vidinha” a pensar nela, imaginando conversas, cenas e rebolanços…


por fim, novamente no bar, reencontro-a e então a abordagem surge naturalmente…

(quando não sou eu o abordado)

 


quase sempre me apercebo de que aquele intermezzo (em que fomos à vidinha) teve um correspondente do “outro lado”.

em que fui especulado, imaginado e mesmo (humm, meaamm)  antecipado…

 

sem desgostar exactamente das coisas que “rolam no momento”… acho estes “reencontros” uma delícia !


é certo que talvez veja isto desta forma porque as sortes me têm sorrido (na maioria das vezes) mas… o certo é que prefiro assim.

 

por exemplo, o confronto daquilo que se pensou / imaginou com o que depois se percebe é um motivo de conversa muito agradável, muita das vezes divertidíssima e um excelente “quebra gelos”.


 



sextrip simulacrum - foto de Daniel Bauer

 


há dias, pensei nisto, fiz um overview e notei uma coisa interessante.


que quase sempre – excepto em duas ou três vezes – isto acontece com mulheres rondando os 40 anos.


 


 

convido-vos a   especularem livremente   sobre o assunto…



sinto-me: de saída...
música: Civilized Man - (Joe Cocker)

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

férias - engordar



um encontro, uma conversa...
pensamentos que levei na bagagem... ( #01 )
pensados, repensados...
postal ilustrado, telefonema...
e-mail...








é verdade... engordaste.


não te vou dizer que "ohh... não senhora!!!"...
não vou ser hipócrita contigo,
num fingir que não vejo o que é patente
e que tu sabes.

mas vou-te dizer que exageras
e vou-te dizer algo mais, ainda que o saibas sobejamente

que não tem cabimento
essa "preocupação" perante mim !

acaso viste algum espanto desagradado nos meus olhos ?
acaso me ouviste alguma palavra de circunstância ?
acaso sentiste nalgum momento qualquer constrangimento em mim ?

deixa-me responder por ti
não se podem ver, ouvir, nem sentir coisas que não existem !

eu sei que sabes !...
já lá vão anos... não semanas.
mas então... pergunta a ti própria :

achas que irias sentir...
menos fulgor nas minhas mãos ?
menos desejo nas minhas carícias ?
menos ternura nos meus beijos ?
menos ganas no meu tesão ?
menos verdade nos meus olhos ?


queres... primeiro... voltar "ao que eras".
tu o dizes... eu discordo.
apenas engordaste... não deixaste de ser o que és !
não cedas aos clichés.
não deixes que "nos importe" isso.
não me fales em decepção, quando sabes tu muito bem
o que me faz decepcionado com quem quer que seja !

não percebes o quanto as tuas próprias palavras te são nocivas ?
acaso julgas que não saiba o que é a auto-estima ?
sei ! e tu sabes que sei...
e sei o que é mais capaz de a agredir.

faz a tua dieta, monta o teu programa...
eu compreendo.
mas exclui apenas... o que há para excluir.


percebi o que aconteceu.
mas tenho de te dizer que era escusado.
não fui embora frustrado... fui "aguado".
(lol... que é diferente)
teria preferido provar-te no desalinho dos lençóis
o quanto estavas enganada !



21 de Agosto de 2007


º


viste... como nada se havia perdido ?




sinto-me: risonho...
música: Nights In White Satin - (Moody Blues)

Domingo, 4 de Novembro de 2007

crime travestido de arte




mais uma vez... não é de sexo que se trata...



recebi um mail da Culturgest com um conteúdo que me revolta.

não vou discutir este assunto aqui porque acredito que deveria haver um debate entre bloguers mas... que se deve concentrar o mais possível esse debate - que quanto mais disperso for esse debate menos conclusões se poderão tirar.

assim... porque o CrestFallen abriu um artigo sobre este mesmo assunto e nele expõe aquilo que eu exporia, vou fazer o seguinte:

vou colocar parte do conteúdo do mail que recebi (aquilo que importa)...
vou fazer link ao artigo do CrestFallen...
vou cancelar os comentários a este meu artigo...

espero que as minhas razões sejam compreensíveis para todos vós e avanço-vos já que aquilo que se discute é bastante chocante.


---||---



bem que podia ser uma brincadeira mas não o é

esta besta que não tem outro nome pegou num cão vadio e deixou-o
morrer à fome e sede numa galeria de arte – era um dos trabalhos da
sua exposição...

esta besta vai ser o representante da costa rica na bienal
centroamericana,  honduras 2008.

a não ser que as assinaturas sejam tantas que a direcção da bienal
"mude de ideias"...

vamos tentar que isso aconteça?

em nome do cão, em nome da nossa dignidade como pessoas... não se
deixa um animal morrer à fome como obra de arte...



Gabinete de Comunicação

Culturgest

Telf: 21 790 54 54
Fax: 21 848 39 03
www.culturgest.pt


---||---

um artigo que prezo :


"Eres lo que lees". A frase, escrita com biscoitos de ração para cães, foi colocada na parede branca de uma galeria de arte. Junto a essa parede, preso por uma corda e um fio de arame, foi deixado ao desprezo um cão de rua, abandonado e doente. A alguns metros foi colocado um incensário onde, alegadamente, se queimou crack e cannabis durante a inauguração. Sem água e alimento, o animal morreu na própria galeria durante o dia seguinte.
Passou-se na Nicarágua. Tratava-se de uma "instalação" do artista costa-riquenho Guillermo Vargas, conhecido como Habacuc.
A situação, denunciada pelo El País e documentada em várias imagens, tem merecido enorme divulgação na web e deu origem a uma petição online contra o seu autor que reúne, no momento em que escrevo estas palavras, perto de 50.000 assinaturas.

O assombro generalizado por este gesto cometido em nome da arte lançou uma discussão acesa sobre os seus limites. A questão não é nova. Desde que Duchamp assinou um urinol e o intitulou de "La Fontaine" que se debate o que é, afinal, a Arte. A piada centenária parece entretanto ter perdido a graça. Na sociedade do relativismo cultural o grotesco tornou-se uma demanda crítica. De vacas serradas ao meio conservadas em monólitos de fibra acrílica a diamantes encastrados em caveiras humanas, a produção artística contemporânea vive refém das lógicas do seu tempo. A arte tornou-se lugar para a execução de função do gesto estético. Tudo se submete à performance.
Que a arte se tenha de submeter a todo o tipo de degradação é uma triste consequência do desespero em ser visível. Uma arte demitida de qualquer desígnio que não seja a captura de atenção. De tanta pedrada no charco, os "artistas" tornaram-se patéticos denunciadores da hipocrisia alheia. Sob o manto da irreverência e a crítica não resta mais que moralismo seguidista.

Eis, então, Habacuc, o grande moralizador. Pelas suas próprias palavras afirma que " o importante para mim era a hipocrisia do povo: um animal torna-se o foco de atenção quando o ponho num lugar branco onde as pessoas vão ver arte, e não quando está na rua morto de fome".
Quando questionado sobre a razão para não utilizar outra forma de exprimir a sua mensagem, a desumanidade é total. "Recordo o que vejo… O cão está mais vivo do que nunca porque continua a dar que falar".

Não é preciso ser defensor dos animais para perceber o grotesco intelectual em que tudo isto vive. A exibição da morte de um qualquer animal em nome de mais uma pedrada no charco inútil. Habacuc contra o mundo, aos seus olhos carregados de preconceito onde todos seremos hipócritas.
Em nome do desígnio de mudar o mundo, ou de nos mudar a todos, célebres tiranos promoveram os maiores genocídios da história. A Habacuc, em nome de atentar contra a nossa hipocrisia, restou o poder de matar um miserável cão das ruas de Manágua. A arte, essa, já morreu há muito.

in Ideias no Escuro, 23/10/2007


ao "grande moralizador" Habacuc gostaria de dizer cara-a-cara... que antes de me chamar hipócrita, que se olhe no espelho !


ira para artigo
"Petição Online", de CrestFallen


sinto-me: ...
música: ...

publicado por sextrip às 19:16
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Sábado, 3 de Novembro de 2007

sexy time (not sex)


( porque algo mo lembrou )

 

 


tenho UM (1) relógio…


um “velho” Seamaster 120 que, em 25 anos nunca me deu o mais ligeiro problema


não é “da moda”, ainda que o continue a achar lindíssimo…

não é em ouro, mas foi construído com bons materiais e duráveis…

a sua única particularidade é ser relativamente “raro”…

de resto… cumpre as suas funções na perfeição

 

há pouco tempo, houve quem me tenha dito:


– um homem como você já podia ter comprado um relógio melhor.

 

à partida, fico logo “à rasca” com esta coisa do “um homem como você”.

pela parte que me toca, tanto pode ser pela coisa mais excelente, como pela mais errónea ou mesmo insultuosa.


preferia que dissessem

“um homem bonito como você” ou “tesudo como você”…

mas pronto… seja.

 

depois…

um relógio melhor ?!

“melhor” em quê ?

com mais horas ? (dava jeito…)

com minutos em ouro ?  segundos em diamante ?

 

okay… vou parar de me fazer desentendido.

 

esta mania, que se tem, de que alguém aparentemente bem sucedido tem de “consumir” o último traque tecnológico ou de se “uniformizar” com o gajo na capa da Forbes… é estúpida !

 

ter sucesso é conseguir atingir algo na vida e procurar ser excelente naquilo que se atingiu.

ora… o meu relógio é um sucesso

atingiu a excelência através de 25 anos sem uma falha

invejo o meu relógio nisso

não vejo porque haveria de desejar outro !

 

não gostaria que lá na empresa me trocassem por um gajinho acabado de encontrar…

só porque fosse mais novo, mais bonito ou mais cintilante do que eu.

não percebo porque hei-de trocar o meu Omega por um Rolex…

 

bom... não vos quero “aborrecer de morte”

(ainda por cima num fim de semana)

passo já ao raciocínio por detrás da coisa…

 

“antigamente” dizia-se que um relógio era como um amigo.

 

hoje em dia parece-me que, muita vez, se vêm os amigos como se relógios fossem… na mesma perspectiva consumista

e quem diz amigos, diz…

 

é algo assustador

 

vale a pena pensar um pouco nisso...

bom fim de semana para todos



 


 

sou um orgulhoso do caraças com o meu Seamaster… lol

( e não… … não está à venda, esqueçam )


 


 

sinto-me: renovador (ando em obras)
música: Time - (Pink Floyd)

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