Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

em caso de dúvida, consulte o seu... ( menage )



poucos dias atrás tive uma “pequena ménage” em que, por razões que não vêm ao caso, fiquei simplesmente a receber sexo oral, com um 69 muito breve de permeio.

 

depois disso… houve uma conversa muito interessante e agradável… já só entre machos… pois ela estava efectivamente muito cansada e adormeceu no sofá… cabeça no colo dele, pernas sobre as minhas.


 


copyright Really Corking


o simplesmente a receber sexo oral… aconteceu… foi episódico… não é “o costume” e há muito que não sucedia.

mas fez com que… parte da conversa recaísse sobre a altura em que nos conhecemos, há quase quatro anos atrás.

 

eles haviam colocado um anúncio num site e nele diziam, claramente, que desejavam encontrar um homem que estivesse na disposição de apenas receber sexo oral.

Curiosamente, falámos mais agora acerca disso do que naquela altura e soube de coisas que desconhecia.

 

por exemplo… soube que eu era a “derradeira tentativa” deles… que se não tivesse resultado comigo, muito provavelmente teriam desistido de tentar.

e que estive quase-quase a nem sequer chegar a conhecê-los por causa de um energúmeno qualquer…

 

a história, a esta distância, é “engraçada”.

 

tiveram poucas respostas ao tal anúncio.

oito ou nove, segundo se lembram.

já o esperavam… pois não tinham a pretensão de ombrear com outros casais que pretendiam (ou diziam pretender) tudo-e-mais-alguma-coisa nos encontros.

e, ainda assim, após uma primeira apreciação ficaram resumidos a cinco candidatos.

curiosamente… eu era o último.

o facto de não ter web-cam e de ter afirmado (no mail de resposta) que não apreciava longas (e arrastadas) conversas no messenger relegou-me para essa inglória posição… o 1º lugar dos perdedores (eheheh).

 

entretanto… começaram com as conversas no messenger, com vista a eventuais encontros em pessoa, etc… o que é uma sequência de acontecimentos muito comum nestas coisas.

 

o primeiro – que era aquele que aparentava ser mais do agrado de ambos (sim, de ambos) – “espalhou-se ao comprido” logo na primeira conversa.

muito rapidamente passou da converseta delicodoce à insistência massacrante para que não fosse “apenas” sexo oral e… pouco depois… tornou-se mesmo impertinente ao afirmar que aquilo era uma proposta muito egoísta da parte do companheiro dela.

 

é em alturas destas que, sem duvida alguma, se confirma que há gajos muito broncos, cromos em absoluto mesmo !

poderão fazer os juízos que bem entenderem acerca de um homem que aceite fazer uma ménage-a-trois com a companheira e mesmo adjectivá-lo como a vossa moral ditar, mas… “egoísta” ?!?...

essa… só mesmo para rir !

 

bom… algo de semelhante aconteceu com o segundo e o terceiro contactado… sempre a dita insistência para que fosse algo mais do que sexo oral.

e continuava-se no reino da cromite.


se, num anúncio, se escreve que “esteja na disposição de apenas receber sexo oral”… é isso, exactamente, que temos de ler !

não se inventem “entrelinhas” que não existem, que não estão sequer subtilmente sugeridas.

o argumento de que “há outros casais que dizem o mesmo e depois, afinal, querem mais” não se emprega !

talvez até se aplique àquele caso mas… não se sabe, não se emprega.

é estúpido jogar com esse argumento, igual a tantos outros na cretina presunção de que “se dá com uns, dá com todos”.

até existem casais que gostam dessa demonstração machista, okay… mas há que o definir sem margem para dúvidas antes de se avançar…

(ou assim deveria ser... pois esta observação de nada vale a um espírito 100% machista)

contar com o argumento de antemão, ainda que não se empregue… pode trazer alguma frustração, algum desencanto, que só terá um responsável.

 

esse “depois, afinal, querem mais” cabe ao casal expressar… mais ou menos claramente...  depende.

quem responde ao anúncio… é convidado, aceitou a proposta que lhe foi feita e das duas uma… ou aceita a forma com naturalidade… ou aceita daquela vez e, vendo que não lhe interessa repetir ou investir, por ela se fica.

 

sem papas na língua afirmo… se sexo oral não vos é aliciante ou sexo bastante por si só… não respondam a anúncios desse género.

há um leque enorme de convites de casais, para as mais diversas práticas, mesmo com homens singles… que não se compreende este alvitrar e a respectiva insistência.

ou julgam-se mais “espertalhões” do que o homem do outro lado ?!

se assim “julgam”, são muito mais ingénuos do que pensei…

 

chegados ao quarto e ao último (eu… snifff…) houve uma “troca” relativa.

o quarto não respondia aos mails nem aparecia no messenger.

de forma que… apesar de já algo desmotivados com tudo aquilo… decidiram marcar encontro comigo.

só que… porca miséria… naquela altura estava em serviço no norte e não pude marcar para os dias seguintes… ficámo-nos para dali a semana e meia, mais coisa / menos coisa.

mas… ficou “marcado e garantido” após uma conversa, dividida entre o messenger e o telemóvel (disso lembro-me bem) e depois de uma insistência muito grande (que também recordo e que estranhei) para que eu respeitasse o que haviam escrito no anúncio.

 

mas… é no entretanto que o quarto resolve aparecer.

gostaram bastante dele, no Messenger… depois ao telefone… e lá acabaram por aceitar o encontro em pessoa.

foram “passear um bocadinho” e… pouco depois… tudo corria bem, as libidos já estavam afogueadas e tal… pensava-se já num poiso mais intimista, etc… e zás… mais aquele que põe a pata na poça !!!...

 

bom… não entrámos em muito pormenores, nem é necessário !

este tipo de situações são extremamente aborrecidas e nem “à distância” são agradáveis de revisitar em pormenor.

 




quando liguei para combinarmos sítio, hora, etc… lá ouvi que era para esquecer, que haviam decidido não ir avante e afins.

ou seja… tudo indicava que... por interposta cromite alheia, lá ia ficar o Sextrip “a arder”, como se usa dizer.

notei contudo, que apesar da boa educação na conversa (são-no, sempre foram) havia ali um… agridoce qualquer, uma certa “revolta” muito bem disfarçada, muito subtil, mas que pressentia.

tinha pensado cá para comigo, “estes encontraram outro, que lhes agradou mais” mas… depois daquele “tom” na conversa, repensei… "hummm, nã… foi outra coisa"... havia desencanto ali.

e lembro-me que, no fim da conversa... já com a nega definida por eles e aceite por mim… lhes disse apenas:

- vocês é que sabem, evidentemente, mas… se um dia quiserem encontrar-me, mesmo só para conversarmos, nada mais… eu gostaria imenso ! nem toda a gente é igual…

eles nada comentaram, apenas agradeceram, despediram-se e pronto… (paciência) “esqueci” a ideia…

 

acho que quase duas semanas depois, ligaram-me…

encontrámo-nos numa esplanada à beira rio e falámos durante um par de horas…

começou “seca” mas… acabou bem disposta e agradável afinal.

para nada avançámos nesse encontro… nem no seguinte, eheheh.

e sim… nos dois primeiros encontros, só recebi sexo oral.

e encontrámo-nos para jantar, sem nenhum sexo em vista.

e encontrámo-nos para um segundo jantar nas mesmas condições e…

 

e je ne regrette rien… como canta(va) a vossa chanteuse preferida !


gosto muito de vocês e… apesar de tudo… “ainda bem” que há cromos que não se sabem comportar... ou não vos teria conhecido.

 


 

sinto-me: (não sei explicar exactamente)
música: Je Ne Regrette Rien - (Edith Piaf)

Sábado, 26 de Janeiro de 2008

beijos estonteantes




hoje foi dia de “tampa”.

é verdade, também levo “tampas”.

não há infalibilidades, julgavam o quê ?!

 

hoje era o 3º round, lol…

e dado que fora ela a telefonar…

a expectativa era grande.

parece-me natural, não ?!

 

jantar… e já uma hora de bar.

estava tudo “certo”.

iríamos para casa dela.

que preferia sentir-se em casa

mas obviamente que…

por mim… lindamente !

 

os beijos foram estonteantes

(sem duvida !!!)

o corpo muito insinuante

a reagir muito bem às minhas mãos

que era só um aperitivo…

interromperam-nos…

rimos, brincámos… voltámos.

 

mais um pouco de bar

para não dar muita bandeira

mas claro… sem stress.

estivemos de conversa no grupo.

nada de extraordinário.

nada de anormal.

 

fui ao carro buscar a câmara fotográfica.

tiraram-se umas fotos no grupo.

fui ao wc.

fui ao bar buscar duas bebidas.

nada notei de estranho…


 



 


 

foi de repente… juro !

- que tens ?

- hum… nada, nada…

não percebi o trejeito.

mas também não valorizei…

parecia que ia ao balcão.

nada perguntei.

volta de repente e diz:

- olha, esquece… o que querias não vai acontecer !

fiquei a olhar para ela… calado…

espantado, admito, claro !

- esquece… esquece…

tornou ela com maus modos.

- está bem !

disse eu apenas.


acho que foi ao wc…

que foi isto ?!?

perguntei a mim próprio

sem qualquer esperança de resposta.

depois…

vejo-a vir dos lados do wc.

já de mala na mão, passar ao longo do balcão, ir embora.

 

é verdade que tive um impulso de ir atrás dela.

mas não !... lamento… não.

 

aproximei-me do grupo.

com alguns cubos de gelo na cabeça, confesso.

ainda fiquei atento ao telemóvel…

talvez um telefonema curto, uma mensagem…

algo que me explicasse.

mas não... nada.

- onde está a XYZ ?

perguntou um amigo

- acho que foi embora… não se despediu ?

- foi ?!... não... não se despediu…

- então não sei !...

- deve ter ido lá fora… se calhar, telefonar…

- é capaz…

pouco depois…

- que aconteceu pá ?!

(pois… ele notou…)

- se queres que te diga… não faço a mínima !...

- mas ela foi embora ?

- parece-me que sim !

- mas… que disse ela ?

- olha… nada que me faça perceber.

 

acabei pois… por vir embora.

já passei em revista…

todas as palavras, todos os gestos,

até os olhares…

não escreva mais uma letra, se percebi o que aconteceu !

 

telefona-me ela, para nos encontrarmos…

“arrasta-me” ela para um canto e…

(enfim… interromperam-nos o "aperitivo")

preferia ela sentir-se em casa, mas

mais um pouco de bar, para não dar bandeira.

e…

o que EU queria não ia acontecer ?!?

 


enfim…

há vezes em que me engano, pronto !...

 

a observação que muitos farão, já eu a fiz várias vezes

“ alguma coisa aconteceu ! que foi ? “

 

não… faço… a mínima… ideia !....

 

sei que não vou atender amanhã no telemóvel,

a simples explicação que devia ter sido hoje.

e ainda há quem não entenda

o “esquecer e passar a outra” ?!?


passe bem… faça o mesmo.



( se vier a perceber... prometo que conto )


sinto-me: sonolento (finalmente)
música: Concerto para violino n.º 5 em lá menor -( N. Paganini )

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Ana #01



em 2006
por esta altura do ano
manhã de um sábado muito chuvoso





acordei… Ana não estava a meu lado.

apurei o ouvido…

estava na casa de banho.

 

a almofada tinha o perfume dela…

os lençóis tinham… os nossos.

gostei, sorri…

 

era a primeira vez que ela vinha a minha casa…

e também não costumo receber…

mas… soube-me bem…

aqueles outros sons além dos meus.

 

ela apareceu…

vinha com o meu roupão…

meio apanhado de um lado, meio rojando do outro…

parecia que tinha… “encolhido”.

ri-me por isso…

 

ela percebeu e riu-se também…

- gostas de mim, porque sou pequenita… indefesa…

disse, fazendo aquele beicinho pateta.

 

fiz apenas que sim… com ar de lobo mau.

 

num gesto teatral… deixou cair o roupão.

é baixa, de anca larga… mas com um tónus de meter inveja.

e depois… aqueles mamões… mamma mia !!!

o seu orgulho e a minha perdição.

 

- vem aqui para dentro… está frio.

 

deu uma risadinha…

pôs as mãos nas ancas… meneando-se provocadora.

- mentiroso… não está frio nenhum !!!...

 

(raios... para a próxima desligo a porcaria do aquecimento)

 

- está bem… mas vem cá que te quero mostrar uma coisa…

- o que é ?... é um boneco ?...

- é !... é um bonequinho careca… vem cá…

- é uma tataúga ninjica ???

- isso mesmo !...

 

agarrei-a pela cintura, puxei-a para mim e para dentro dos lençóis…

já tinha água na boca quando me atirei àquelas belas mamas...

ela ria-se, gritava, debatia-se…

como se quisesse que eu a largasse…

o seu corpo morno e macio roçando-se no meu…

pôs-me de pau feito num segundo.

 

agarrou-me nele...

- larga as minhas meninas ou quem paga é “ele”… ameaçou.

- não largo !... consegui dizer entre chupões… ela ria-se.

começou a “bater-mo” enquanto gemia entre apalpões e lambidelas

 

os dois, debaixo da roupa da cama… à luta.

entre gemidos, roncos, risadinhas e gritos…

devia ser uma cena  bem gira em vídeo !...

(nada daquelas mornices do BB…)

 

acabou por se pôr de barriga para baixo…

braços apertados ao corpo, pernas fechadas com força…

negando-se com risinhos de malícia.

 

muito as mulheres gostam desta brincadeira !!!...

claro que… para criaturas que sofrem de cócegas crónicas...

não escolheram uma estratégia muito eficaz.

(eu acho que elas gostam é de cócegas, mas pronto…)

 

pouco depois já a possuía como ela mais gosta.

de barriguinha para baixo, cuzinho arrebitado

e eu bombando que nem um desalmado…

(nem sei como ela aguenta comigo… lol)

 

é das poucas “mulheres barulhentas” que me dá tesão por isso.

quanto mais barulho faz, mais louco eu fico !

(e ela sabe…)

um vizinho que acorde com os gritos dela…

só tem que se considerar um felizardo…

e se tiver uma mulher a seu lado, vai comê-la pela certa !

(mas claro… há enconados que querem é sossego, já se sabe…)

 

é puro tesão !!!

em forma de gritinhos, gritos, uivos e sei lá que mais…

além disso ordena e pragueja as coisas certas…

nos momentos certos.

 

se diz “esporra-.te… já

eu cumpro !...

é ordem impossível de ignorar.


 

depois… arquejante...

diz das coisas mais doces que um homem pode ouvir !

 

se fosse “isto”… “aquilo” que dizem…

"que os homens querem-nas taradas, mas depois, querem-nas dóceis"

bem… então…

eu seria um desses homens e ela, assumidamente, uma dessas mulheres.

 

acabámos ambos ofegantes, aos beijos, gozando a acalmia…

(e o silêncio… lol)

 





 

devo ter “mergulhado”…

pois vim ao de cima a ser beijado com doçura….

com ela deitada sobre mim… fresca, do duche já tomado…

(sacaninha…)

 

- e pequeno almoço… vai ?  perguntou.

- deixa… eu faço…  respondi, com intenções de me levantar.

- não… deixa-me eu fazer… tens ovos ?

- ovos ?!?...

Riu-se.

- deixa-te estar… eu vejo o que tens no frigorífico.

- tá…

 

levantou-se… vestiu a minha camisa…

(adoro que uma mulher faça isso !!!)

saiu do quarto…

 

eu estava a precisar de um duche… saí da cama… sentei-me à beira.

ela voltou…

 

- ãããhh… antes de ir lá para dentro… há… hummm… algum sítio onde não queiras que eu mexa ?

 

fiquei a olhar para ela, meio surpreso.

admito que… gostei da pergunta.

poderá parecer descabida…

no meu/nosso caso nem necessitaria de ser colocada…

porque já nos conhecíamos havia algum tempo e tudo o mais, mas…

gostei, pronto !

 

- não fiques assim… foi só uma pergunta…  disse ela rindo-se.

- chega cá…

abracei-a pela cintura, acariciei-lhe as nádegas e beijei-lhe o umbigo…

- se já mexeste no dono, podes mexer na casa…

soltou uma gargalhada e “despenteou-me”…

 

- mas olha que… cada gaveta em que mexeres é “uma destas” que levas !...

avisei… acenando com a cabeça para a cama…

riu-se muito, soltou-se de mim é lá se foi aos pinotes… feita gaiata.

 

fiquei a pensar na pergunta…

sorri-me…

peguei no que precisava… fui para o duche.

 

ao passar para a casa de banho, algo me chamou a atenção no corredor.

 

todas as gavetas do armário que ali tenho… estavam puxadas para fora.


 


são oito…

 


sinto-me: hummmm !!! não digo
música: Pearl the Singer - (Elkie Brooks)

Sábado, 1 de Dezembro de 2007

o país precisa de tomates


porque também faço "a noite"...

porque a faço, cada vez mais selectiva mas também mais limitada...

porque, mais uma vez, há problemas que só não se resolvem porque estamos num país com falta de tomates...

porque... > ISTO <

( porque me fez recordar...)



havíamos saído da discoteca...
estava com um grupo de amigos e amigas (7) já cá fora
a alguns metros da porta...
aguardávamos por um último, que tinha ido ao wc

foi tudo muito rápido...
uma amiga com um ar assustado, um amigo que dá "um pulo"...
o murro acerta-me na orelha e numa parte do maxilar
fico perto de perder os sentidos
o segundo murro acerta-me no pescoço
fico "sem ar", tropeço nos próprios passos
bato com a cabeça numa parede próxima
ainda não consegui ver quem me agride
um terceiro murro raspa-me no ombro
e um pontapé acerta-me acima do joelho
a perna dobra-se-me mas ainda consigo girar sobre mim próprio
fujo da parede, fujo da agressão, estou confuso
sinto sangue a correr da orelha, pelo pescoço, para dentro da camisa
oiço tudo como se estivesse debaixo de água
tenho a visão distorcida, as dores gritam-me dentro da cabeça
uma montanha de músculos tenta agarrar-me
tenta socar-me de novo
fujo, esquivo-me, tento focar-me
há gritos, há gente a fugir, há gente a ser agarrada
esquivo-me a novo pontapé, mas a besta agarra-me um braço
e aí, danei-me !





vão quatro anos !
nunca mais fui àquela discoteca
nunca mais fui sequer àquela parte da cidade
não fiquei "traumatizado", mas na verdade...
sempre que vou a uma discoteca, lembro-me !
e fiquei totalmente racista para com "seguranças".

tive a minha vida importunada
com polícia, advogados e "tribunais medievais"
tive ameaças, hipocrisias e todo o género de indecências
tive amigos e familiares também importunados
tive até interferências no meu emprego
quase fui o "mau da fita" por ter mandado a besta para São José

até que tudo (afinal) se ficou por um reles "pedido de desculpas"

que a minha aparência havia conferido com a de alguém que importunara uma empregada dentro do estabelecimento - um equívoco infeliz que teria acontecido a qualquer um.

não.
não sou Rocky, nem Tyson, nem Lee...
não sou sequer violento !

mas  chóninhas e frouxos ...  são-no
os políticos sem tomates que há tantos anos nos "servem" !

as discotecas fazem fortunas com a "noite".
bem podem (devem) ser obrigadas por lei
a recorrer a empresas legais e conceituadas de segurança
ao invés de recorrerem a bestas criminosas, dementadas
e encharcadas em esteróides

só quando se chega a estes extremos é que põem mãos à cabeça.
cambada de calhórdas !!!

HAJAM TOMATES


sinto-me: imerso em recordações (hoje)
música: Black Dog - (Led Zeppelin)

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

vaipe nº 0000004 - yesterday...











sabes o que em ti me faz delirar ?


 

 

é que… mal te meto a mão entre as pernas…

 

já esses bicos ameaçam “romper” a blusa !!!

 

esse peito arfa com violência


os lábios ficam-te brilhantes, carnudos !!!

 

ficas a cheirar a calor quente e húmido !

 

os meus dedos quase pingam…

 

é impossível não te querer “estraçalhar toda”

 

estejamos onde quer que estejamos !!!

 

vira-te… sussurro, ordeno, obedeces…

 

 

caramba mulher !!!

 

tu adoras ser comida por mim !

 

dás-me cabo da cabeça !

 

transformas-me a vaidade em tesão


tão dura que até dói !

 

 



arranhaste-me as costas todas, doida !!!

 

(mmm… adoro)


 


sinto-me: arranhado
música: qualquer coisa da Nina Hagen...

Domingo, 21 de Outubro de 2007

férias - convite para jantar - II




havia sido uma noite muito divertida e bem disposta

as duas amigas já haviam ido embora

- agora és só meu

disse ela, pondo música



 

10º dia de viagem
ou... da arte de satisfazer um homem

 

 


apreciou-a pela enésima vez

tinha um ar feliz no rosto – que lhe dava brilho

o cabelo curto, à garçonette, acentuava-lhe a beleza do rosto

o vestido preto, de certeza, vestira-o para ele

estava realmente deslumbrante !

 

gostava daquela mulher !

do alto dos seus quarenta-e-tais

olhava o mundo e a vida com uma serenidade invejável

com uma alegria e uma jovialidade

que o surpreendiam com frequência

 

tinha um sorriso franco e um riso contagiante

ninguém a seu redor ficava triste ou sequer indiferente

deslizando suavemente ao som da música

sentou-se a seu lado, em silêncio

olhando-o nos olhos, sorrindo apenas…

 

por fim, disse

- tive saudades tuas… sabes?

 

mesmo que não fosse verdade

dito daquela forma… era docemente arrepiante !

mas... era verdade !

ele sabia que era… sentia-o !

beijou-a docemente

fez que “sim” com a cabeça

 

- vá... conta-me coisas… que tens feito ?

 

na verdade… estava mais virado para lhe “saltar em cima”

e até achava que ela também

mas… era a modos que um ritual


contou-lhe as aventuras e desventuras mais recentes

fê-la rir bastantes vezes

ficava feliz com o som límpido do seu riso

gostava dos olhos a semicerrar e do leve arrepanhar no nariz

davam-lhe uma expressão tão gaiata

 

- então e…. de meninas, como tens andado ?

perguntou ela com uma gargalhada

 

- olha agora !!!! deves mesmo esperar que fale nisso…

 respondeu ele divertido


ela acariciou-lhe uma perna de forma inequívoca

que lhe despertou um formigueiro imediato

- então… que tem de mal !?!

perguntou com aquele ar maroto.


- nada… não tem mal nenhum… eu é que não te conto…

pôs “ar de zangada”.


- e neste momento… só me interessa uma “menina”.

 pensou que ela ia dar uma gargalhada, mas não…

simplesmente sorriu e veio sobre ele… com suavidade

desapertar-lhe a camisa, acariciar-lhe o peito

beijou-o


 


touch of ivory
bill brauer

*


 

ele quis soerguer-se

mas a pressão da mão dela no peito demoveu-o

ouviu os sapatos dela caírem no tapete

os lábios sedosos chuparam-lhe um dos mamilos

estremeceu

depois o outro

estremeceu de novo

- hummm… que sensível que ele está !!!

disse ela com satisfação


por todo ele roçava-se já o corpo dela, com desejo

entalava o membro já erecto entre as pernas

acariciou as nádegas dela

o vestido macio por cima

aumentou-lhe o tesão por aquele corpo bem torneado

o “fio dental” por debaixo espicaçava-o mais ainda

quis destapar aquelas delícias – ela não deixou

 

puxou-se um pouco para cima

sentou-se sobre a verga aprisionada dentro das calças

ele podia sentir o calor que ela já trazia bem no meio das pernas

e suspirou entre o prazer e a impaciência

a mão dela, contudo, continuava a exigir que aguardasse

 

pegou na mão dele e levou-a à alça do vestido

ele fê-la deslizar para o lado numa carícia

e ela, naquele gesto tão feminino, retirou o braço

o vestido não descaiu

ele quis retirar a outra alça – ela não deixou

com ar coquete, puxou o decote um pouco para baixo

só até assomar uma nesga de auréola

qual nascer da lua no horizonte…

pegou-lhe de novo na outra mão

e tudo se repetiu com a outra alça, com a outra auréola

ele estava em brasa…

 

roçando-se mansamente na verga já fremente

que ansiava por invadi-la

puxou o vestido para baixo, devagar

até o belo par de mamas fugir da sua prisão

aí… já não o conseguiu conter

ele atirou-se de cara aos dois montes sedosos

e desvairado por aquele toque, aquele calor

saciou-se, saciando-a…

 

se é possível levar um par de mamas à exaustão… ele tentou-o

apetecia-lhe rasgar aquele vestido em farrapos

mas essas coisas são muito bonitas… nos filmes

tinha saudades daquele corpo…

- não tires… quero assim…

pediu num gemido, quando ele a tentou despir

 

no ritmo, mandou ela

via-se que o estava a saborear

segundo a segundo, centímetro a centímetro

mal conseguiu olhar para a expressão dela

que de tão entesoada... o levava quase a vir-se

todo o corpo dela fremia, palpitava, exigia as mãos dele

soergueu-se de novo, abraçou-a, beijou-a, acariciou-a, chupou-a…

ela totalmente esmagada contra a verga

que quase rebentava de tusa

tudo pulsando, gritando por liberdade

 

- estou doido por ti… quero-te toda…

rosnou ele

- leva-me…

gemeu ela


 


 

 

__________________________________________


 *

pintura de Bill Brauer

< da qual sou orgulhoso proprietário de uma litografia - lol >

biografia do artista

galeria e venda
espero que gostem


sinto-me: já saudoso novamente
música: You Are So Beautiful - (Joe Cocker)

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

intervalo - uma história



já me disseram várias vezes (quase sempre em ambiente de risota)
algo como o seguinte:
" - é pá... tu desatinas mesmo com essa coisa do endeusamento das gajas. "

quase nunca respondo, apenas sorriu.
no fundo, não é desatino pelo endeusamento em si.
não acredito em deuses...
e sinto-me muito bem com a minha condição de mortal



conto-vos apenas uma história


hoje em dia, trabalho porque quero - não preciso.
mas há uns meros dezasseis anos não era assim.
trabalhava num grande empresa, bastante impessoal, num cargo que nada me dizia nem realizava,
onde "engolia sapos" - mas era bem pago e precisava disso.

nessa grande empresa, com muitos departamentos, chefias, sub-chefias, muitos chefes e poucos índios... haviam dois ou três departamentos que eram mais cobiçados, que permitiam outros vôos, onde se ganhava melhor ainda, tinham mordomias, etc...

um desses departamentos era dirigido por um gajo execrável (mesmo para os outros gajos) que, por várias razões tinha um ego descomunal.
como profissional, não passava da mediania, mas... era bem falante, bem relacionado, maquiavélico, bom lambe-botas e... bonito (lá isso, era...) entre outras coisas.
um gajo cheio de qualidades, em suma.

era sabido (e mesmo ele disso se vanglorizava) que "menina" que entrasse para aquele departamento... ou tinha "pago" para entrar, ou "ia ao castigo" mais tarde ou mais cedo.

e era verdade !
a primeira merda nisto tudo... é que era verdade.
fosse porque as meninas queriam estar naquele departamento,
fosse porque se deixavam seduzir pelo garboso rapaz.
isto... apesar da fama do departamento e do seu director
ser por demais conhecida.
desde na permissividade da direcção central
até à simples fófoca de café.
tudo indicava que as excepções eram a senhora L (já entradota) e a MJ (que era "gorducha") e não espicaçavam a libido do moço - de resto, era conhecido pelo "departamento das boazonas".

certo dia, uma colega de outro departamento (bastante minha conhecida) para lá foi nomeada, por ter terminado um curso que a habilitava e por via de uma promoção (vinda de não sei quem).
várias vezes, eu e mais dois colegas, a alertámos para as "contingências" que o cargo poderia apresentar - meio na brincadeira, meio realmente preocupados.
ela, contudo, sempre desvalorizou isso - que eram mais basófias de cervejaria entre machos que outra coisa.

e para lá foi.
passaram-se uns três meses e ela (que continuava a almoçar com o "antigo grupo") lá ia gozando com a nossa cara, em como tudo afinal não passava realmente de conversas de machos da treta, ou mesmo de invenções da mulherada roída de inveja,  etc...

até que... chegou o dia.

chegou o dia em que, após vários avanços e outras tantas negas (período de que não nos apercebemos, que ela escondeu ao invés de desabafar) ela lhe deu um rotundo "não".

e não só disse "não" (aparentemente, mais do que uma vez) como fez queixa do "senhor director" por assédio sexual.
aquilo caiu que nem uma bomba !

seguiu-se um período de quase um mês em que se assistiram às maiores e mais diversas hipocrisias e "filhas-da-putice" - como se não fosse do conhecimento (quase) geral tudo aquilo de que aqui falo.
e finalmente a direcção central, muito "surpreendida" e "escandalizada", resolveu instaurar um inquérito... pelo "bom nome" da casa e pelo "bom ambiente" da empresa, blá blá blá.

desde a primeira hora que não concordei com a ideia - o assunto deveria ficar na esfera da direcção e dos dois envolvidos, mas, pretendia-se dar a ideia de "empresa progressiva" ou uma merda qualquer do género.
comissão de ética para cá, comissão executiva para lá...
ergueram-se estandartes, formaram-se grupos, definiram-se estratégias e afins...

as mulheres (salvo três ou quatro "traidoras") estavam num bloco pró-minha-conhecida.
os gajos... dividiam-se em três blocos, a saber e por ordem de grandeza : os que defendiam o "senhor director", os não alinhados e os pró-minha-conhecida (o mais pequeno: eu e mais dois).
venha o inquérito...





veio !
depois... "veio-se".

o "senhor director" ficou suspenso por três semanas.
(com vencimento pago na íntegra, sem perda de regalias)
um castigo "exemplar"
a minha conhecida foi transferida para outra dependência,
 para "seu bem".
(dependência a quase 60 quilómetros dali, onde "resistiu" três meses)
por mera coincidência... eu e os meus dois colegas começámos a ter a nossa vida cada vez mais complicada, cada vez com requisitos mais estúpidos, etc.
foi uma mera coincidência... que acabou em dois despedimentos por "justa causa"
e numa carta de demissão (minha).


contudo... isto não foi o mais triste (para mim) em tudo aquilo.
o mais triste foi vir a saber que...

... o principal crítico da minha posição foi um indivíduo no qual eu confiava plenamente, colega chegado ainda que um superior, que pensava eu que teria ficado no grupo dos "não alinhados" - que mais tarde se acercou com pedidos de desculpas, com desagravantes que metiam deveres de chefe de família e apelando para uma tal de "irmandade de homens" e etc...
creio que foi a primeira vez que, num local de trabalho, mandei alguém "levar no cu".

... no tal "bloco feminino pró-minha-conhecida" houve uma desmobilização total, de última hora.
parte para os lados dos "não alinhados" (género: não sei de nada, não tenho nada a ver com isso, nunca dei por nada) que entre outras incluía a totalidade das funcionárias do departamento em questão.
parte para um 4º grupo, bastante confuso, que preconizou várias coisas, como:
-
- que ele (o "senhor director") é que era assediado,
que elas é que se "ofereciam" para conseguir o lugar.
-
- que se o departamento tinha aquela fama,
porque é que ela (a-minha-conhecida) se tinha lá ido meter ?!
"quem anda à chuva, molha-se" e tal...
-
- que ela não devia era ter conseguido aquilo que queria
e então fizera queixa.
-
- que os que a defendiam (os 3 estarólas portanto)
deviam era "querer batatinhas".

e muitas outras "pérolas" que nem lembra ao diabo e que (curiosamente)
eram muito semelhantes às do "bloco masculino pró senhor director".

ainda há poucos anos, um ex-colega dessa empresa (por azar encontrado à beira mar numa férias) me dizia com "imensa sabedoria e bom-senso" que eu e os outros dois tinhamos feitos uma grande asneira em comprometer os nossos cargos por algo tão... frívolo.
não comentei - nunca tive paciência para gente estúpida e cobarde !
além do mais... estava com os meus sobrinhos
e não me convinha mandar outro levar no cu


é por esta e por outras (histórias) pelas quais já passei
ou conheci de perto que...
me é risível esse suposto "endeusamento feminino" !
da mesma forma que sempre achei idiota, agressiva e falsa
a tal "brotherhood of men"...



tudo muito bonito,
tudo muito sublime e idílico, enaltecedor e congregante
até a realidade nos cair, crua e pesada sobre a cabeça


sinto-me: bãh, que se lixe...
música: Não Dá - (Pedro Abrunhosa e os Bandemónio)

Sábado, 6 de Outubro de 2007

férias - convite para jantar - I



nestas férias senti-me algo "pendular"
----> vai a sul encontrar-te com A
<---- volta para norte para estares com B
----> de novo para sul porque...

mas, como se costuma dizer...
quem corre por gosto, não se cansa



uma amiga estava quase em final de férias

uma visita que "me livrasse eu" de não fazer
( não era preciso ameaçar...)

já conhecia a sua "casita" de férias - não foi preciso gps

no dia em que pude aparecer e que ela podia receber
recebia também duas amigas suas - a quem eu não conhecia
não comecem já imaginar "cenas maradas"
(se querem disso.... comprem o SexyClub ou outro pasquim do género)
era apenas um jantar a quatro
(pelo menos... esta parte)


10º dia de viagem
ou... da arte de satisfazer três mulheres



(ao telefone)


ela - mas vens jantar connosco não vens ?
eu - sim, vou, prometo...
ela - mas fazes tu o jantar... (gargalhadas)
eu - tudo bem, qual é o problema ?!
(blá blá blá + blá blá blá - até que ficou combinado assim mesmo)
ela - que queres que compre ?
eu - nada... eu levo.
ela - ah, mas que bem.... tenho de te convidar mais vezes (risos).


chegado o dia

fiz as minhas compras de frescos e de vinho a preceito.
descoberta interessante : certos legumes estão a ficar mais caros que um ramo de rosas - este mundo está a ficar louco
isto de fazer jantar para três mulheres tem que se lhe diga


chegado ao sítio

ela estava deslumbrante !
deixou-me logo aparvalhado à entrada
( hummmmm meaammm)

apresentou-me uma das amigas que já havia chegado
( o que me deixou esperançado que aquilo afinal sempre fosse um desses contos do tal pasquim )
mui guapa...




( pintura de Christine Dumbsky )



hora de preparar o jantar

ela - de que precisas ?
eu - até ver... (c/ olhar malandro)... não preciso de nada.
ficou-se a sorrir
eu - preciso que saias da cozinha, se fazes o favor...
foi juntar-se à amiga na sala, que é separada da espaçosa cozinha apenas pelo grande balcão
(adoro aquela casa !!!)
enquanto fui fazendo os meus preparos, fomos conversando.
--> --> -->

a 1ª amiga - ahhh... é tão bom ver um homem na cozinha....
(risos e gargalhadas)
olhei-a, apenas sorrindo.
até que lhe dizia o que lhe faria na cozinha, dizia !!!...
mas a outra (a ela) é um "bocadito" para o possessivo
--> --> -->

a certa altura pretendi abrir uma das garrafas de vinho para regar a comida.
(e não só.... mas okay)
eu - onde está o saca-rolhas ?
perguntei depois de procurar em diversas gavetas que poderiam ser as respectivas.
ela - para quê ?!?
eu - acho que é para sacar uma rolha.... em princípio.
ela - que piadinha.... tens um restinho de vinho no frigorífico.
eu - mas eu quero deste vinho e não um restinho qualquer.
ela - ai a porra !!! (levantando-se)
eu - não preciso que mo venhas dar... só que me digas onde está.
fez "aquele olhar" esquisito...
(não sei quem lhe impingiu que aquilo é "ameaçador"...)
ela  - tá pendurado na parede... na despensa.
lá fui à estupidamente grande despensa.
felizmente estava logo à entrada.
senão lá teria de perguntar "aonde?", coisa que elas detestam...
eu - mas quem é que se lembra de pendurar um saca-rolhas na parede da despensa ?!? tens alguma coisa contra a gaveta dos talheres ???
ela... nada..... só se riu.
--> --> -->

estava quase pronto.
fomos conversando, o tempo passando.
a segunda amiga chegou.
(aparência um pouco "sofisticadérrima" para o meu gosto, mas simpática)

depois das apresentações voltou a vigorar a proibição de mulheres na cozinha.
apesar do exaustor, espalhou-se um suave aroma pela sala.
"perfeito", pensei...
a 1ª amiga - hummm, já me cheira... e bem.
a 2ª amiga - estou pra ver !!! (gargalhadas)
ela - pois... nunca fiando... homens na cozinha, é aquilo que se sabe.
tive uma vontade súbita de juntar o ramo de rosas no tacho...
eu - gostas de TelePizza ?
ela - eu ?!... não... porquê ?
eu - é o que vais comer se não paras com as boquinhas foleiras !!!
(risos e gargalhadas)
--> --> -->

a 2ª amiga - ele também lava a loiça ??? (risos, risos, risos...)
provocadora, a mocinha...
ela - lava !... levanta a mesa e tudo... é muito completo.
(bué de risos)
a 2ª amiga - onde o arranjaste ?... havia lá mais ?
(risos. gargalhadas, tosses...)
eu - não gosto da tua amiga.... tens cá 605-forte ?
(gritinhos e gargalhadas)
a 2ª amiga - calmaaa... tou a brincar... (risos + olhar malandro)
eu - eu sei !!!... (olhar ainda mais malandro)
...
eu - mas é verdade... sou muito completo... também dou massagens relaxantes antes do jantar e tudo.
(gargalhadas)
ela - é lááá, alto e pára o baile...
(eu disse !!!.... uma possessiva do caraças)

º

outro dos meus prazeres.

ver uma mulher comer uma garfada e ficar com ar ausente
de surpresa... ou quase de êxtase...
é como se o mundo parasse...
calando-se todos os sons...
enquanto ela saboreia
um "mmmm" deliciado é pura música



( pintura de Christine Dumbsky )



mais dois momentos:

a 1ª amiga - ai a minha dieta !!!...
a 2ª amiga - não está mau... não está mau...
tirei-lhe o prato e levei-o para a cozinha
(... "não está mau" ?!?...)
pôs-se a comer da terrina e foi uma gargalhada pegada

ela (com ar sacaninha para as amigas) - acho que vou pagar isto bem caro...
(risos disfarçados e abafados + olhares entre elas)
deixei passar... deixei assentar...
eu - ai vais, vais !!! podes crer...
(rebentou a gargalhada geral)
eu - e é em várias vezes... que isto é "cozinha de autor".



do resto... falamos numa próxima oportunidade


- site de Christine Dumbsky : apreciem -


sinto-me: (senti-me) muito bem
música: What's Love Got To Do With It -(Tina Turner)

Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

férias - homens, carros, mulheres









7º dia de viagem
ali prós lados do alentejo


um casal amigo (que neste caso não identifico) estava de férias numa bela terra alentejana (que neste caso não identifico) e ali alugaram um “cantinho” estupendo (que neste caso não identifico, lol lol lol)


já não nos víamos há três meses (é verdade, o tempo voa…)

estava convidado a passar uns dias com eles

 

na segunda noite fizeram-se uns “comes e bebes fabulásticos” (lol) e encontraram-se com outras pessoas que eles também conhecem.

 

nesse grupo (hummm rnhaauuu) havia uma trintinha toda jeitosa, mesmo com arzinho de “oi, estou cá para me divertir – que propões?

os meus dentes caninos começaram logo a crescer…

 

ora…… eu era “convidado” e não apenas para a estadia, mas…… não me importava nada de arranjar um “buraquinho na agenda” para afiambrar naquele belo espécimen feminino


contudo refreei-me - nem sabia quem ela era


antes de eventualmente ferir a susceptibilidade dos meus amigos ou de cometer uma argolada enorme… fiz conversa, apalpei terreno, saquei informações, lol lol

 

lá acabei percebendo que pela parte dos meus amigos não se percebia o entrave, que a dama estava completamente livre e que (viva, viva, viva) a minha primeira impressão estava certíssima…

ela gostava MUITO de se divertir

 

okay…… coloquei o meu charme em acção.

 


º º º


mas… nada !


as minhas piadas não surtiam efeito

os meus olhares perdiam-se

os sorrisos falhavam o alvo

as minhas tentativas de aproximação foram todas rechaçadas…

uma hecatombe total… um pavor…


o mais que consegui foram uns “ai, sim?”

meia dúzia de “pois!!!” e diversos “hã hã”

(porca-miséria)

 

rapidamente percebi

que estava a segundos de ganhar “Chato” como apelido

lá parei com aquilo

fiz delete mental à trintinha e desviei o “charme” para outras bandas


º º º


mais ou menos uma hora depois houve quem precisasse de uma boleia para uma localidade próxima e dispus-me ao pequeno favor


já de volta, estacionei a carripana junto ao local do encontro

por acaso…… notei que a tal dama me viu a sair do carro

 

estando eu à conversa com esse casal amigo, veio ela juntar-se a nós


a mulher renascera !!!

emergida dos “ai sim pois hã hã” era agora pródiga em conversa, oscilando entre o coquete e o matrona......

e muito curiosa acerca da minha pessoa

 

- e que faz aqui o vosso amigo ?

fingiu perguntar ao casal, displicente, enquanto sorria para mim

 

- trafico substâncias ilícitas da Colômbia para o Alentejo.

respondi com o meu sorriso sarcástico nº 1

 

- ai sim ?!?  que interessante…

(a gargalhada cínica foi muito mal conseguida…)


 

“foda-se querida… podias ser um bocadinho mais subtil”, pensei

adoro ser “comido”, mas não assim !

 

o “que interessante”, aparentemente, foi-se esmorecendo e alguns minutos depois mudou de poiso


 

 

homens – carros – mulheres

 

 

« Os automóveis, para os homens, são símbolos fálicos, extensões do seu pénis »

 

é um pressuposto freudiano, com bastante de verdade, que muitas meninas gostam de usar em detrimento da masculinidade (sem que o entendam bem, na maioria das vezes) !

 

no entanto, muitas dessas meninas preferem o Bettencourt que tem aquele lindo mercedes ao TóZé que tem aquele fiat a cair de podre

parece que a ilusão peniana funciona nos dois sentidos portanto….

 

nada disto desmente o facto de que, para a esmagadora maioria dos homens o seu carro define (ou tenta definir) um status


o meu não é excepção e também define um status…. ao nível profissional

(no entanto adquiri-o por paixão – juntando o útil ao agradável)

se há um aspecto em que não faço estatuto com ele, é no sexual

 

gosto de sexo por puro prazer, gosto da conquista casual

mas gosto disso por aquilo que sou, que faço ou digo…

não pelas chaves do carro sobre a mesa

(que só por distracção lá ficam)

 

compreendo que quando apenas se pretende foder aquele corpo espectacular, o carrão parado lá fora possa ser uma afirmação pessoal e um argumento a usar

a sério que compreendo


eu também quero foder o tal corpo espectacular !

apenas que…. também quero que tal corpo queira foder o meu

ou que baste o meu sorriso ou tom de voz

 

é que, neste caso, tudo funciona ao contrário comigo

desmotiva-me severamente uma mulher mudar radicalmente de comportamento comigo se calha a perceber que carro possuo


é triste !

é uma razão tão pobre

para de repente se oferecer tão facilmente aquilo que antes se apresentava como algo a conquistar com galhardia

 


nessas ocasiões (e não são poucas) volto para casa com o meu objecto de paixão !


 


sinto-me: (senti-me) indiferente
música: Madame Butterfly - (Malcolm McLaren)

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

férias - 1º dia




- atrasos -


mais uma vez as minhas desculpas ; demoro a colocar os artigos por duas razões :

1º, porque insisto em dá-los a ler às pessoas envolvidas antes de os colocar aqui e “esqueci-me”, tão simplesmente, que havendo pessoas ainda em férias não têm acesso aos seus e-mails com a facilidade usual (nalguns casos já tinha autorização para os colocar mas, ainda assim insisto em que leiam primeiro).

Desejando colocá-los por ordem cronológica, acontece que logo o primeiro atrasou todos os demais.

2º, assim que contactei a empresa foi uma enchente de requisições à minha pessoa.

 

 


1º dia de viagem – 1ª visita

 

 


as férias são quase sempre gratificantes para as menages

como aliás para o sexo no geral

mais disponibilidade de tempo

outras disposições

sem dúvida, mais tesão

 

começava estas férias com três convites de outros tantos casais

três visitas que, só por si e dependendo do meu tempo, me garantiam boa companhia, bons momentos e bom sexo também

para a minha primeira visita apenas tive de percorrer uns meros 150 quilómetros

 

à chegada, contudo......

a minha anfitriã estava acometida de uma indisposição extremamente aborrecida que a retinha prostrada no apartamento

coisas que se comem…. infelizmente acontece.

 

o menage-a-trois começou logo aí

com a menina a ser mimadérrima por dois homens incansáveis

em idas à farmácia, cházinhos, torradinhas

caldinhos, festinhas e muitos beijinhos

(pois, pois…)

 

mas resultou

no dia seguinte já desfrutámos

de uma cautelosa ida tardia até à bonita praia

e a enfermazinha depressa se recompôs

pelo que, ao final da tarde

já lançava descaradas provocações aos seus enfermeiros

 

nestas coisas das menages acontece que

apesar do “miolo sexual” ser muito bom

o que fica por vezes a demarcar a ocasião são as situações limítrofes

os pequenos pormenores, etc


esta foi uma menage muito “calminha” (tendo em atenção o sucedido na véspera) mas começou de uma forma absolutamente deliciosa e que resultou muito tesuda

 



estávamos os três à varanda/terraço do apartamento


a noite estava amena

havia animação de rua num largo mais abaixo

e bastantes outras pessoas enchiam outras varandas do complexo

algumas delas bastante perto

naquele canto do bloco de apartamentos em “L”

 

Nita gemeu e pensei que a indisposição voltara para a / nos atormentar

não podia estar mais enganado.  (que tótó !!!...)

ela gemera porque… as mãos marotas de Zé já haviam encontrado o caminho pela saia acima até àquele belo par de nalgas

 

ri-me… ela riu-se… Zé assobiava…

bom… menage é menage, pensei

e num ápice, muito discretamente

a minha mão direita também passeava na pele sedosa


- ó pá, olhem lá as pessoas – resmungou Nita, sem muita convicção

- quero lá saber das pessoas!?! Ninguém vê… - respondeu Zé, armado em bruto

a minha mão continuava a amaciar aquele belo traseiro e já tinha o ferro em brasa

 

entretanto, a mão de Zé desceu para zona mais recôndita

ficou o traseiro à minha mercê

estoicamente, ela continuava “serena”

ora fingindo-se interessada no espectáculo embaixo

ora olhando o céu estrelado


- está uma noite linda, não está ?...

perguntei eu, gozão, continuando a apalpá-la a preceito

- m…mmm – fez ela apenas

- estás a gostar de ver as estrelinhas ?...

tornei eu, gozando ainda mais

- hummmm, sim. – gemeu ela


Zé ria-se, com ar muito sacaninha

- daqui a bocado ainda vês mais !... – replicou ele

- quero já… - gemeu Nita, pousando a cabeça nos braços, já ofegante

- não, não…… tens de esperar… só quando eu disser.


e ali continuámos à varanda, olhando toda aquela gente

com Nita “presa” entre ambos

já a contorcer-se dos prazeres que lhe dávamos

 

a certa altura resolvi ousar um pouco mais

fingi sair da varanda, sentei-me no chão

e deslizei para debaixo da saia de Nita

houve um momento de surpresa de ambos... depois riram

um ou dois preparativos e…. a minha língua começou a trabalhar

levando mais desassossego a Nita, que estremecia de alto a baixo

estava incrivelmente húmida - principiando a ficar irrequieta

 

não bastasse isto… logo de seguida, Zé ajoelhou-se atrás dela

enfiou a cabeça pela saia e fez-lhe botão de rosa

a pobre Nita parecia estar no epicentro de um terramoto

 

ainda aguentou alguns minutos mas… depois ficou-lhe insuportável

sentir tudo aquilo sem deixar que se notasse


de repente, com um gritinho e uma risada

“fugiu” para dentro da sala num pulo

Zé desequilibrou-se e ficou estatelado no chão

ambos desatámos à gargalhada

 

depois, lá fomos, feitos malucos, de gatas e a rir, atrás de Nita

corremos as cortinas e procurámos por ela

para lhe administrarmos o “tratamento” definitivo

 


como já disse, esta menage foi muito calminha

feita de longos preliminares

menos “vigorosa” que outras no passado

mas nem por isso menos gostosa !

 

 


 

 

fazer preliminares como estes nossos

numa varanda ou a uma janela

pode parecer um pormenor sem grande relevância

mas…

aconselho-vos a experimentarem

tem a sua dose de adrenalina sem que se corram grandes riscos de “atentado ao pudor”


 


 

sinto-me: iniciando...
música: So Far Away - (Dire Straits)

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